REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

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Volume: 19.3 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20150044

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Pesquisa

Percepções dos pais sobre suas vivências como acompanhantes durante o parto e nascimento

Fathers' perceptions about their experiences as birth companions

Bruna de Souza Francisco1; Bruna Silveira de Souza2; Mariane Lucas Vitório3; Maria de Fátima Mota Zampieri4; Vitória Regina Petters Gregório4

1. Enfermeira. Especialista em Enfermagem Obstétrica e Ginecológica. Chefia de Unidade de Internação do Hospital SOS Cárdio. Florianópolis, SC - Brasil
2. Enfermeira. Chefia de Unidade de Internação da Casa de Saúde São Sebastião. Florianópolis, SC - Brasil
3. Enfermeira. Chefia da Emergência do Hospital Florianópolis. Florianópolis, SC - Brasil
4. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Enfermagem na Saúde da Mulher e do Recém Nascido - GRUPESMUR/UFSC. Florianópolis, SC - Brasil

Endereço para correspondência

Maria de Fátima Mota Zampieri
E-mail: fatimazampieri@gmail.com

Submetido em: 04/04/2014
Aprovado em: 03/06/2015

Resumo

Pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva, realizada numa maternidade pública, objetivando conhecer as percepções do pai acerca de sua vivência durante o processo de nascimento do filho. Coletaram-se dados em 2013, por meio de entrevistas, com 12 pais acompanhantes, sendo estes analisados a partir da análise temática à luz das políticas públicas brasileiras. Emergiram categorias: presença do pai - direito e experiência positiva; parto - momento marcante e de superação; cesariana - mecanicidade versus tranquilidade; sentimentos relativos ao parto e nascimento; reconhecimento da equipe. Para os pais, estar com seu filho e sua mulher é um momento singular, importante para fortalecer o vínculo e dar apoio e suporte à mulher. Porém, o desconhecimento acerca do processo de nascimento gera sentimentos negativos e impotência no trabalho de parto, que podem ser superados pelo compartilhamento de conhecimentos entre enfermeiro e pais. Este estudo amplia a produção de conhecimentos; dá voz aos pais, subsidia o planejamento de ações dos profissionais.

Palavras-chave: Parto; Parto Obstétrico; Parto Humanizado; Pai; Enfermagem.

 

INTRODUÇÃO

A vivência do parto e nascimento é uma experiência única na vida do homem e da mulher, um acontecimento intenso para o casal e impactante do ponto de vista emocional, biológico e sociocultural.1 Ambos, pai e mãe, vivenciam múltiplos sentimentos e percepções com o parto e a chegada do novo integrante da família. O pai do bebê pode ser o acompanhante ideal para a mulher no processo de nascimento.

A cooperação do pai no contexto do nascimento teve início em algumas sociedades desde os primórdios da humanidade. Em algumas comunidades ou tribos indígenas em épocas e culturas diversas, nas práticas de couvade, o homem participava do nascimento do seu filho, fazendo a compressão no abdome da companheira durante a expulsão do recém-nascido, a secção do cordão umbilical e o acolhimento da criança em seus braços e ficava em resguardo como forma de proteção e auxílio à mulher e ao filho contra influências malignas.2

No final da Idade Média, o parto e todas as práticas relacionadas permaneciam, ainda, no domínio exclusivo das mulheres. Os obstáculos de ordem moral impediam o acesso masculino nos aposentos da parturiente, sendo sua entrada permitida em situações de complicações ou desejo da mulher. No Brasil, até os anos de 1950, os partos eram domiciliares. Embora os homens não assistissem aos partos, estavam próximos da sua esposa, tendo contato com ela e o recém-nascido logo após o nascimento.3

Com o avanço das tecnologias em saúde e nos progressos nas diversas áreas de conhecimento, esse processo passou a ser dominado pela Medicina e vivido dentro do hospital, afastando a mulher de seus familiares e deixando-a sozinha nesse importante momento.4 O movimento de humanização do parto e nascimento, deflagrado pela rede feminista a partir dos idos de 1970, encampado a partir da década de 90 por profissionais de saúde, instâncias não governamentais ligadas à mulher, entre elas, a Rede de Humanização de Parto e Nascimento (REHUNA) e Organização Mundial de Saúde (OMS), impulsionaram a implementação de programas, acordos e políticas públicas no Brasil.5 Tais políticas, como o Programa de Humanização de Pré-natal e Nascimento (PHPN), a Iniciativa Hospital Amigo da Criança, a Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão em Saúde no SUS - Humaniza SUS, o Pacto pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal e, recentemente, a Rede Cegonha estimulam a participação de um acompanhante, podendo este ser o pai, se for da escolha da parturiente. Essas iniciativas fundamentam-se na ideia de que o parto e o nascimento são atos fisiológicos e acontecimentos sociais, culturais e afetivos da vida das mulheres e comunidades, não existindo justificativa para que estas permaneçam sozinhas nesse momento.6

A presença do pai ou de outro acompanhante na sala de parto, no entanto, até 2005 não se configurava como direito da parturiente, sendo que essa prática dependia da aprovação da instituição escolhida. Em alguns estados existiam leis estaduais que garantiam esse direito. Contudo, somente em 2005 é que foi instituída a Lei nº 11.108, garantindo a presença de um acompanhante junto à parturiente durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).7

A participação do pai no processo de nascimento do seu filho traz contribuições importantes para o estabelecimento de vínculo precoce entre pai e recém-nascido, contribuindo para o preparo e afirmação da paternidade. Além disso, o pai pode ser referência familiar, apoio emocional, ser suporte nos cuidados dispensados à mulher, favorecendo a evolução do trabalho de parto, dando a ela mais segurança, tranquilidade e conforto, o que pode repercutir no fortalecimento da relação conjugal. Contribui também para mais comprometimento dos pais com a saúde e a qualidade de vida da família.3,8 A parturição no cotidiano masculino se reveste de diferentes simbolismos e significados que podem reforçar mitos, gerar inseguranças e incertezas, influenciando as percepções do pai e, por sua vez, interferindo e determinando suas ações, interação familiar, bem como sua participação ativa no processo de nascimento.3

Assim, em função das percepções, alguns pais mostram-se ansiosos e emocionados e têm uma postura proativa, enquanto outros deixam transparecer certa apreensão e medo quanto ao nascimento de seu filho, paralisando-se diante do novo acontecimento. Portanto, ter conhecimento das diferentes percepções do pai sobre o processo de nascimento é fundamental para subsidiar o planejamento e consecução dos cuidados e ratificar um modelo de assistência que reconheça e inclua o homem como figura importante no nascimento e desenvolvimento da criança e como rede de apoio à mulher, sendo fator motivador para o desenvolvimento desta pesquisa. Nessa perspectiva, este estudo tem como objetivo conhecer quais as percepções do pai acerca de sua vivência durante o processo de nascimento do filho no centro obstétrico de uma maternidade pública de Santa Catarina.

 

MATERIAL E MÉTODO

Pesquisa do tipo exploratório-descritiva, com abordagem qualitativa, realizada no período de abril a junho de 2013, no alojamento conjunto de uma maternidade pública de Santa Catarina, tendo como sujeitos do estudo 12 homens que se autodenominavam pais dos recém-nascidos e estavam presentes durante todo processo de nascimento, compreendido por trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Os critérios de inclusão abrangeram: pais maiores de 18 anos, escolhidos pela mulher para acompanhá-la no processo de nascimento no centro obstétrico.

Após esclarecimentos sobre a pesquisa, os participantes confirmaram a sua participação, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas, gravados e posteriormente transcritos. O convite aos pais para participarem do estudo foi realizado no alojamento conjunto da maternidade, sendo acordados o local e o horário. A coleta de dados foi interrompida quando as pesquisadoras identificaram a saturação de dados. Amostragem por saturação é uma ferramenta conceitual frequentemente usada em pesquisas qualitativas, para estabelecer ou fechar o tamanho final de uma amostra em estudo, interrompendo a captação de novos dados.9

A análise dos dados foi realizada com base na análise temática, à luz das políticas públicas brasileiras. Constitui-se de três etapas: a) pré-análise, etapa em que se escolheram os documentos para análise, constituindo o corpus. Após, realizou-se leitura aprofundada e uma pré-análise com base nos objetivos iniciais do estudo; b) exploração do material que consistiu na operação classificatória para compreensão do texto, estabelecendo-se os temas que, agrupados por características comuns, originaram as categorias temáticas; c) tratamento dos resultados obtidos e interpretação, pela qual se realizou a análise dos dados com base em fundamentos teóricos.10

A pesquisa foi desenvolvida em conformidade com a Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, sendo que este projeto obteve aprovação no Comitê de Ética da UFSC, sob o parecer nº 242.945. Na apresentação e discussão dos resultados, os sujeitos deste estudo foram identificados pela letra P (pai), seguida pelo número correspondente à ordem de realização das entrevistas.11

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Analisando-se os dados referentes aos 12 entrevistados, observou-se que a idade destes se concentrou na faixa etária de 26 a 38 anos, que a maioria era procedente de Florianópolis e vivia em união consensual. Desses, sete eram pais pela primeira vez, três pela segunda e os outros pela terceira e quarta vezes. Quanto à escolaridade, quatro tinham o ensino fundamental incompleto, cinco o ensino médio, sendo um incompleto, e três com ensino superior, sendo um incompleto. Em relação ao tipo de parto, cinco foram cesarianas e sete partos normais.

A análise dos dados originou cinco categorias, que buscaram identificar as percepções dos pais acerca de sua vivência durante o processo de nascimento de seu filho no centro obstétrico.

A primeira categoria, "presença do pai: direito e experiência positiva", surgiu com intensidade na análise dos dados. A maioria dos pais percebeu sua presença no processo de nascimento como um direito, pelo fato de conceber seu filho e querer estar presente nesse processo, deixando-o mais tranquilo.

Até porque fomos nós que geramos aquela vida. Ninguém melhor do que o pai e a mãe para estar presente naquele momento (P11).

É uma vida que está vindo ao mundo. É só uma vez que ele vai poder presenciar isso (P6).

Somente após a lei do acompanhante foi garantida a presença de alguém de escolha junto à parturiente como um direito.7 Porém, muitos pais ainda não conhecem o direito legal de acompanhar o parto, sendo que essa desinformação impede o melhor preparo emocional para esse momento.8 A participação do homem no nascimento do seu filho é um direito que ele exerce se assim desejar, mas não deve ser compulsório.12

Para a maioria dos pais, o nascimento significa uma mudança de vida e de responsabilidades. Os pais caracterizam o nascer de um filho como um momento único, singular e inesquecível em suas vidas, em que o imaginário de ser pai se consolida.

Sentimento de que estou mais maduro, acho que sou outra pessoa. Mais responsável (P6).

Tu sabes que vai ser pai, você já cria um amor paterno, mas a partir do momento que tu vês o primeiro choro, tudo isso se torna mais forte (P3).

Independentemente de qual seja a percepção do homem nesse papel de acompanhante, o nascimento o remete a uma experiência singular e importante em sua vida.13 Esse é um momento em que a metamorfose da vida masculina se concretiza.14 Estar presente no parto, colocar seu filho no colo, ouvir seu choro e constatar que está bem traz para os pais uma nova forma de olhar a vida. O elo entre pai e filho, iniciado no parto, contribui para a formação de vínculo, representação de laços de família, construção do papel de pai e afirmação da paternidade.15,16

Assim, o direito de estar presente e participar foi visto como oportunidade para fortalecer o vínculo com o filho. Mesmo que nos primeiros momentos os pais tenham relatado sentir certo receio ao manusear o recém-nascido por sua fragilidade, eles desejavam interagir, participar dos cuidados e permanecer ao lado dele. O parto e nascimento para eles são momentos presentes, do agora, que precisam ser vividos, sendo fundamental na construção da paternidade. Os pais relataram que após o nascimento do filho sentiram-se fortalecidos, iniciando o reconhecimento e descoberta: reconhece concretamente o filho e se reconhece nele.

Eu tinha medo de chegar perto, tocar e machucar. Fiquei observando a moça dar banho. Ela ia me explicando o que tinha que fazer. Só que na hora, eu nem estava dando muito conta do que ela estava falando. Estava prestando atenção nele. Foi a felicidade maior do mundo que tive até hoje (P4).

Hoje sinto que ele me reconhece. Estava chorando, eu peguei ele, se acalmou. É uma fase de descobrir o que gosta, o que ele está querendo e sentindo (P5).

Eu já tinha amor por ele sem conhecer, somente de sentir pela barriga, mas depois que eu vi, foi bem mais. Será que é parecido comigo? (P3).

A participação do pai no nascimento do filho traz contribuições fundamentais e facilita a construção de vínculos precoces, sendo que o fortalecimento desses laços constitui-se em fator preventivo para o abandono familiar, a violência doméstica contra crianças e/ou a delinquência juvenil.8

Nesse processo, é importante que os profissionais estimulem a participação e o entrosamento entre pai e filho, sugerindo segurar no colo e realizar o primeiro banho da criança. Nesse sentido, a criação e implantação de estratégias que visem a atender e dar suporte ao pai do pré-natal ao puerpério se fazem necessárias, contribuindo para diminuir as inquietações.3

Por outro lado, a percepção do parto como uma experiência positiva se estendeu à mulher. Pelas falas, foi identificado que a participação do pai durante o processo de nascimento no centro obstétrico contribuiu para mais valorização da mulher.

Aprender a valorizar mais a mulher, até porque não é fácil dar à luz (P8).

O que mudou foi eu ter assistido o parto dela, o amor pelos três é o mesmo, mas eu fiquei apaixonado por ela (P10).

A presença do pai na cena do parto como acompanhante, apoiando a mulher constantemente tem consequências positivas no que se refere ao estreitamento da relação conjugal e valorização da mulher.8, 15,16

Os pais percebem a importância que sua mulher dá à sua presença, mesmo que no silêncio. Ao acompanhar o nascimento, os pais sentem-se preocupados e tocados ao ver a mulher em trabalho de parto, desejando permanecer ao seu lado, apoiando e dando todo o suporte necessário. Muitas vezes a única maneira de ajudá-las é tentando fazê-las rir: contei piada para ver se ela esquecia um pouco a dor. E ela querendo me dar um soco (risos) (P1).

Além disso, os pais percebem que estar nesse momento é estímulo e fortalece o potencial da mulher no momento de parir, podendo diminuir intercorrências durante o processo de nascimento. Consideram-se parte da rede de apoio à mulher, ajudando-a a enfrentar as dificuldades, estando presente, apoiando-a emocionalmente, fazendo massagens, orientando sobre a respiração, segurando sua mão, estimulando-a, confortando e dando segurança. Eles se sentem bem, importantes, participativos e envolvidos com o processo.

A médica pedia para botar o queixo no peito e eu a ajudava a fazer isso. Dava apoio na hora de fazer força, pedia para respirar fundo [...] Fui bem, sinto que minha presença ali foi boa para ela e para ele. Foi bom para mim também, me senti bem de estar ali junto, ajudando (P5).

Eu acho que é importante para ela se sentir segura ter uma pessoa que conhece, para ter um apoio. Alguém que ela pode contar (P.6)

Toda vez que iniciava uma contração, ela apertava a minha mão, conversava com ela: respira, se concentra na tua respiração. Não se concentra na dor. Depois que eu comecei a fazer isso parecia que a dor dela havia amenizado um pouco. Eu acho que consegui confortar ela, não saindo do lado (P12).

A mulher, ao permanecer sozinha durante o trabalho de parto e parto, pode apresentar medo, ansiedade, apreensão e tensão que podem aumentar a dor. A presença de alguém de sua confiança evita tais sentimentos, quebrando o ciclo tensão, medo e dor, controlando-a, reduzindo a necessidade de medicação, além de deixá-las mais seguras e confiantes e diminuir a duração do trabalho de parto e a incidência de depressão pós-parto e cesariana.17 A participação do acompanhante contribui para a humanização da assistência, além de ser uma prática baseada em evidências científicas.18

Na segunda categoria, "parto: momento marcante e de superação", a partir do relato dos pais evidenciou-se o parto normal como um momento ímpar na vida do casal, em que se apresentaram sentimentos de apreensão, ansiedade e medo durante o trabalho de parto, porém de satisfação, realização e felicidade ao nascimento do filho.

Do inicio até o fim, o parto fica gravado na mente da gente (P7).

A vivência do parto é uma experiência única, um acontecimento intenso para o casal e impactante do ponto de vista emocional, biológico e sociocultural. A satisfação no parto é fortemente associada a um ambiente acolhedor e à presença de companhia durante todo o trabalho.1,19

Observou-se também nas falas que a falta de orientação prévia ao parto normal faz com que eles se sintam despreparados para experienciar essa situação e, por isso, interpretam a circunstância como uma caixa de surpresas. Sem saber o que esperar durante o processo de nascimento e se o que está acontecendo com sua mulher e filho pode ser considerado "normal", sofre junto. Pior que a gente também sofre. A gente sofre junto, ao ver a pessoa que a gente gosta sofrendo (P7).

Outros pais, desconhecendo a evolução e fisiologia do parto e procedimentos, percebem o parto como uma situação difícil, agressiva, assustadora, de sofrimento e dor, complicada de ser manejada, imprevisível, gerando ansiedade e medo, dificultando prestar apoio à mulher.

Ânsia, agonia, uma coisa que você vê e não acontece nada, só dói; fica doendo horas e não acontece nada. Por que que não está saindo? É normal? Não estava preparado de nenhuma forma para estar ali. Se acontecesse alguma coisa de errado, se o bebê caísse no chão, imagina qual seria a minha reação. Até na hora de dar opinião fica difícil. A gente começa a se preocupar. Foi bastante tempo (o trabalho de parto). Começou de madrugada e não vinha. Fiquei assustado (P9).

Eles trabalham muito bem, mas o problema é que a situação do parto normal parece agressiva para a mulher. Parece que não teria necessidade aquela dor toda. A gente que está ali do lado parece que está com a mão amarrada (P1).

A literatura reforça essa questão. O apoio emocional fornecido pelo pai é influenciado por sua disponibilidade e seus conhecimentos acerca da parturição. Por desconhecer a fisiologia do processo de nascimento, o homem surpreende-se com a demora do parto e com as dores da mulher. A desinformação e a dificuldade de lidar com as emoções durante esse processo podem levar à presença passiva do pai como acompanhante. Nessa perspectiva, trocar conhecimentos, experiência e esclarecer dúvidas com a equipe de saúde quanto à dinâmica do parto na unidade básica de saúde e na maternidade são fundamentais para estimular uma postura ativa do pai e evitar fantasias e ansiedades do casal.12

A liberdade de participar é fundamental nesse processo. Quando a participação no parto é algo imposto ao homem, por pressão da mulher ou dos profissionais, pode se configurar como uma experiência desagradável.

Acompanhei todo o trabalho de parto. Entrei no parto meio que na marra (P1). Eu não desejei participar do parto, fui porque ela ficou sozinha. A mãe dela foi embora. Tenho sério problema com hospital, minhas mãos ficam suando (P9).

Embora a maioria dos pais considere que o momento do parto é único e espera estar presente durante esse processo para apoiar e encorajar a parceira, não quer dizer que esteja preparado para participar desse momento. Assim, é essencial que a equipe de saúde pergunte antecipadamente sobre seu desejo para evitar problemas.13

Em que pese essas visões, para a maioria dos pais o parto constituiu-se em uma caixinha de surpresas, um momento estressante, emocionante, de desafio e superação que o casal deve compartilhar. Alguns descreveram o parto normal como uma situação tranquila. Perceberam o parto como uma fase de superação e afirmam ser um momento marcante em suas vidas.

Elogiaram [a equipe de saúde] minha esposa também, dizendo que minha esposa fez o trabalho bem certinho. Eu procurei me controlar. Foi muito bom, legal, uma experiência única, que se contada ninguém compreende, só quando a gente vive. Eu desejo viver isso outras vezes; convidei minha esposa para ter outro já (P11).

Acho que medo eu não tive não. Eu senti bastante emoção. Não tem como explicar, não tem como falar, é gratificante (P7).

Depois da oportunidade de vivenciar o acompanhamento do parto, muitos pais pretendem recomendá-la a outros, por ter sido um momento gratificante. O momento do nascimento do filho traduz a felicidade pelo término do processo de nascimento, concretiza a vitória materna, a superação das dificuldades, angústias e medos.14,16

Na categoria "cesariana: mecanicidade versus tranquilidade", percebe-se que os pais sentem medo e apreensão por verem sua mulher na mesa de cirurgia, mas também se sentem aliviados por finalizar o trabalho de parto.

Eles [a equipe de saúde] vieram dar a notícia para nós que iriam fazer cesárea. Fiquei mais calmo, devido ver ela naquela situação [de trabalho de parto]. Estava preocupado (P3).

O sentimento que mais me marcou foi o fato de ver ela na mesa de cirurgia e o nascimento da minha filha (P8).

Fiquei com medo de eles deixarem alguma coisa dentro dela ou fazer alguma coisa errada. (P4).

Notou-se que os pais não foram preparados ou orientados durante a gestação e na maternidade sobre o processo de nascimento e necessidade de intervenções. Esses perceberam a cesariana como um procedimento desconhecido e mecânico, no qual o corpo da mulher era uma máquina e o recém-nascido uma peça que precisava ser retirada.

Eu suei muito. Eu fiquei surpreso quando eles tiram a criança. Meu Deus, elas estão enfiando a mãe dentro dela? Eles enfiam a mão dentro da pessoa como se tivesse procurando alguma coisa dentro de um saco de lixo (P10).

Medo de não saber como é que está, o que estava acontecendo. Até porque a cesariana, a gente não entende (P8).

Os médicos parecem que são como um mecânico que está mexendo num carro, mas os médicos estão mexendo na pessoa (P4).

Chamaram a atenção os termos usados pelos pais para descreverem a cesariana, congruente com o modelo tecnocrático para assistir o indivíduo, dentro da lógica biologicista e cartesiana. Nesta, o corpo é percebido como máquina, o principal objeto do obstetra passa a ser o útero e o seu produto, em lugar da mulher do recém-nascido. O parto é resultado do trabalho mecânico das contrações involuntárias do útero e a cesárea é a intervenção do médico quando ele achar que o músculo uterino não responde apropriadamente.20 Percebe-se que esse modelo ainda persiste no cotidiano do cuidado, contrapõe-se às políticas públicas pautadas na humanização, é rotinizado e passa despercebido pelos profissionais que atuam na Obstetrícia. O avanço tecnológico tem seu valor e quando bem indicado reduz mortes e morbidades, porém precisa ser ressignificado dentro uma ótica humanizadora, centrando-se na mulher e recém-nascido e na participação do pai. Um modelo que permita a comunicação, a relação e a conexão entre o ser que está sendo cuidado, o seu familiar e o profissional.

Já outros interpretaram como uma experiência boa, um momento tranquilo no qual a mulher não necessitou fazer qualquer esforço para o nascimento do filho. Após participarem da experiência, alguns pais demonstram o interesse em querer assistir a outra cesariana.

Foi tranquilo, foi bom demais. Se tivesse que assistir de novo eu assistiria (P10).

Eu acho que por ser cesárea foi mais tranquilo [...] não ficou aquela expectativa, que hora vai nascer, como vai nascer (P12).

A cesariana é um procedimento cirúrgico desenvolvido para salvar a vida da mãe e/ou da criança, quando ocorrem complicações durante a gravidez ou o parto, porém não é isenta de risco, estando associada, no Brasil e em outros países, a mais morbimortalidade materna e infantil. A recuperação pode ser mais demorada, a dor prolongada no pós-parto e o recém-nascido pode ainda nascer prematuro, sendo isso desconhecido por mulheres e acompanhantes Não deve ser eletiva, nem ser realizada de forma abusiva. Deve atender às recomendações da Organização Mundial, que estabelece o percentual de 15% de cesáreas entre os partos realizados.19,20 No entanto, quando necessária, é o procedimento possível e melhor para a mãe e o filho. A presença do acompanhante/pai na cesariana também merece estudo, já que ele também é um evento significativo na vida do casal. Mesmo sendo um procedimento cirúrgico, o pai pode participar ativamente ao confortar, interagir com a mulher, reivindicar que o ambiente seja acolhedor, auxiliar no corte do cordão umbilical e apresentar o recém-nascido à mulher, tornando esse momento humanizado.

Na categoria denominada "sentimentos relativos ao parto e nascimento", observou-se a ambivalência de sentimentos vivenciados pelos pais durante o processo de nascimento: medo pela saúde da mulher e filho, de não atender às expectativas e atrapalhar o processo, impotência, ansiedade, medo, apreensão, emoção, preocupação, nervosismo por desconhecer o processo e desejo de logo ver seu filho nascer.

Eu tinha medo de ter que partir para uma cesárea, medo de que pudesse acontecer alguma coisa com ele. A gente estava ali meio apreensivo, não curti muito o momento. Na hora que ele nasceu, me deu aquele choque, não sabia se chorava, se sorria, se abraçava ele ou ela (P2).

Foi bem tranquilo após o parto, tudo me acalmou. O cansaço o nervosismo, tudo passou (P3).

O parto é um processo fisiológico, um acontecimento íntimo do casal, envolto por medo, alegria, ansiedade, por ser um processo abrupto, com final imprevisível e gerador de grandes mudanças e alterações do ritmo familiar.15

Com destaque, os dados expressam o sentimento de impotência dos pais durante o processo de nascimento. Grande parte desses pais não sabia auxiliar ou agir, ficando paralisados e perdidos por não terem subsídios para dar conforto, assumindo às vezes uma postura que parece passiva, mas estavam atentos aos acontecimentos e buscavam alguma forma de ajudar.

O difícil para mim foi ver o sofrimento dela naquela hora e não ter o que fazer para ajudar (P2). Ela sentia dor; eu sem poder fazer nada, somente dando apoio, ajudando (P3). Na verdade, tu te sentes impotente, porque a gente quer ajudar, mas não sabe como. Melhor instrução é falar para respirar, ter calma, dar a mão (P11).

Percebeu-se o desconhecimento dos pais em relação ao mecanismo de parto, medidas não farmacológicas para aliviar a dor que poderiam favorecer e auxiliar a participação dos pais no processo. Nessa perspectiva, a equipe de saúde tem papel fundamental em compartilhar informações no pré-natal e maternidade, contribuindo para a participação ativa dos pais acompanhantes durante todo o processo de nascimento.

Estudo revela que há grande interesse e satisfação dos pais em acompanhar o processo de nascimento de seu filho, mesmo que a dor da mulher gere sentimento de apreensão e impotência.16 O preparo para o parto, quando possível, deve ser oferecido à gestante e ao pai durante o pré-natal e no decorrer do trabalho de parto e parto. A postura dos profissionais, na gestação, incluindo os pais precocemente, ficando atentos às suas necessidades, quebrando mitos, trocando informações são fundamentais para o cuidado humanizado e participação ativa dos pais. A implantação de estratégias assistenciais da gestação ao puerpério favorece a sua integração e atuação do pai.3,17 Nesse sentido, o enfermeiro tem o papel de facilitador dessa atenção, estabelecendo interação com o pai, propiciando apoio em um clima de confiança e compreensão.

Os pais ressaltam neste estudo que gostariam de auxiliar, dar suporte às mulheres durante o processo de nascimento, porém têm medo de não conseguir ajudar ou acabar atrapalhando o processo por sentirem-se despreparados. Outros relatam apresentar desconforto, ansiedade e traumas diante dos procedimentos, porém procuraram ultrapassar os medos e superarem-se para ajudar a companheira.

Fiquei ali mais de lado até para não atrapalhar, mais apreensivo (P2).

Eu acho que eu mais atrapalhei do que ajudei, porque ela estava ansiosa por eu estar junto Achou que eu não ia aguentar, ia ter que cuidar de três. Eu, a mãe e o bebê. (P9).

Não tenho uma reação muito boa a sangue, passei meio mal e corri para o lado, mas foi uma alegria, uma emoção bem grande assim (P1).

Outros pais têm dúvidas quanto ao nascimento e desconhecem como ocorre tal processo, principalmente os que acompanharam o parto pela primeira vez, mas preferem não questionar, pois temem que possam constranger ou até mesmo atrapalhar a equipe.

Eu perguntava se não tava na hora certa de levar para fazer a cesárea, e daí eles falaram que "não, que tinha que prosseguir". Eu me preocupava se passava muito da hora (P4).

Dúvida do que fazer, tipo, devo deixar os médicos fazer, devo dar minhas opiniões. Tive dúvidas, mas não perguntei, tinha dúvidas que eu deveria ter perguntado e não perguntei, para também não constranger ninguém, mas com dúvidas a gente fica (P3).

Em consonância com o achado, autores relatam que há preocupação por parte dos pais em não atrapalhar. Afirmam que o fato desses permanecerem em silêncio ou parecerem alheios durante o trabalho de parto pode significar que não desejam atrapalhar.16 Por outro lado, a presença paterna nos centros obstétricos ainda é vista como perturbadora das atividades rotineiras dos profissionais e isso pode gerar passividade do pai durante todo o processo de nascimento.13

A ambivalência de sentimentos entre o idealizado pelos pais e a realidade também se apresentou. Muitos pais passaram toda a gestação imaginando como seria o momento do nascimento do filho, como seria vê-lo pela primeira vez. Ao se depararem com uma criança e parto diferente do que imaginaram, por desconhecimento do processo ou apegarem-se ao imaginário, sentem medo e surpresa diante do desconhecido, o que pode inicialmente interferir no estabelecimento do vínculo entre pai e filho.

É meio estranho, porque não parece que é teu filho. Até porque está todo sujinho de sangue. Depois que fui me acostumando com a ideia de que ele é meu, eu senti emoção. Assim que nasceu, não parecia que era como eu esperava. Também não sei o que eu esperava. Dá uma sensação um pouco diferente (P1).

Já em relação ao nascimento, os pais relataram sentir um misto de sentimentos ao presenciar o nascimento de seu filho. Ansiedade, nervosismo, emoção e ao mesmo tempo uma grande tranquilidade e alívio ao vê-lo e ao ouvir seu choro pela primeira vez. Ver, perceber e sentir que o filho e a companheira estão bem fazem com que todo o processo de nascimento vivido com apreensão, ansiedade e preocupação tenha valido a pena, seja um prêmio, felicidade e alegria, um momento indescritível e emocionante, a concretização de um sonho.

No geral o sentimento foi entre nervosismo e tranquilidade. No começo você fica sem reação, não sabe o que fazer mesmo [...] o médico fala "é assim", só que passa pela cabeça, será que é mesmo? Será que está acontecendo alguma coisa? [...] resumindo, é nervosismo, ansiedade. Depois que o bebê vem para o teu colo, você se tranquiliza, se acalma (P3).

A vivência do processo de nascimento pelos pais provoca sentimentos que são difíceis de serem traduzidos, porém a força de palavras experiência única mostra a intensidade de emoções e sentimentos marcados pela alegria e felicidade. O medo do desconhecido, do inesperado, a angústia e aflição do incontrolável, todos esses mistos de sentimentos são superados com o nascimento do filho.14

A última categoria foi denominada "reconhecimento da equipe"

Todos os pais afirmaram que a equipe de saúde foi importante ao longo do processo de nascimento, pois orientava, tirava dúvidas, permaneceu ao lado deles quando precisavam, o que os levou a valorizar a atuação da equipe e compreender seu papel. Isso difere de alguns estudos em que os profissionais viam os pais como fiscalizadores de sua atuação. Percebe-se, por outro lado, que os profissionais delimitam o espaço de atuação do acompanhante, devendo isso ser refletido e problematizado. Além disso, devem ser repensadas as relações desiguais e de poder que podem ocorrer entre o profissional e usuário, as reais necessidades de intervenções no processo de nascimento e estratégias que possam empoderar o pai e estimular sua participação.

Recebi as orientações; eles foram bem simpáticos. Explicaram tudo certinho: o que eu deveria fazer? Onde eu deveria ficar? Como eu deveria agir, se eu passasse mal? (P3).

A equipe foi bem bacana. A gente até se surpreendeu. Deram bastante atenção. Eles no acompanharam e isso deu bastante segurança (P5).

Mudanças de atitudes dos profissionais, bem como o amor e a solidariedade ao ser humano, são instrumentos fundamentais para que se consiga atingir resultados significativos na saúde materno/infantil.13 Durante o processo de nascimento, é necessário dar oportunidade ao casal para atuar como protagonista. Algumas vezes, os pais sentem-se intimidados pela equipe e desestimulados a participar das ações, ficando apenas como expectadores em função da falta de interesse dos profissionais em acolher e inserir os acompanhantes devido ao modelo de assistência intervencionista.1

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os temas encontrados na pesquisa permitem tecer algumas considerações a respeito das percepções paternas quanto ao processo de nascimento. A presença do pai é percebida como um direito e experiência positiva que deve ser garantida em todo o processo de nascimento. Isso se deve ao fato de que aumenta o vínculo pai e filho, fortalecendo a paternidade; gera apoio e suporte às parturientes; valoriza a mulher e sua relação conjugal; reconhece o trabalho desenvolvido pela equipe.

O parto e nascimento são percebidos pelos pais como experiências únicas, indescritíveis e emocionantes, que reúnem sentimentos ambivalentes como medo, ansiedade, angústia, alegria, felicidade e amor. O parto normal também é percebido como uma situação estressante, apreensiva, às vezes difícil de lidar e, sobretudo, de grande superação para a mulher e para o homem. O pai percebe a importância de compartilhar esse processo com sua mulher e filho. Tem a percepção de que a sua presença contribui para mais segurança, conforto e fortalecimento do protagonismo da sua companheira no processo de nascimento e possibilita interlocução com os profissionais de saúde. Sente a necessidade de ter informações sobre o processo de parir e nascer para participar com mais segurança. A participação ativa poderá ser favorecida se os pais forem orientados no pré-natal e na maternidade sobre a fisiologia do parto e cuidados no processo de nascimento, não devendo a falta de preparo ser impeditivo para a concretização desse direito.

A cesariana foi percebida pelos pais tanto como uma situação mecânica e desconhecida como também como alívio e tranquilidade, por dar resolutividade à situação do trabalho de parto. Tais constatações reforçam a necessidade de buscar alternativas que possam humanizar esse procedimento quando é indicado, sendo a presença e participação ativa do pai uma delas. As restrições e condutas definidas por alguns profissionais fazem com que o pai assuma posição de figurante e não de participante nesse processo. Nesse sentido, destaca-se a importância de os profissionais de saúde repensarem e refletirem sobre suas posturas e serem capacitados para acolher, compartilhar informações e propor ações e estratégias que facilitem e estimulem a participação ativa dos pais durante esse momento. Sugere-se agendar uma visita com a mãe e o companheiro no ambiente de escolha para o parto para que possam se familiarizar com o local.

Além disso, os profissionais precisam ficar atentos às necessidades dos pais como acompanhantes, explicando os procedimentos realizados, trocando informações sobre a fisiologia do parto e método não farmacológicos para minimizar as sensações dolorosas e, desse modo, inseri-los no contexto do cuidado. Nessa perspectiva, uma estratégia seria elaborar um plano de parto já na gestação. Para tanto, os enfermeiros, sejam eles da atenção básica ou hospitalar, precisam ser capacitados sobre as várias formas de participação do pai, para estimulá-lo a participar ativamente.

O presente estudo trouxe como benefícios a ampliação do estado da arte sobre a temática, subsidiando a assistência à mulher, ao recém-nascido e ao pai; instiga revisão e reflexão das práticas do cotidiano da enfermagem, podendo gerar mudanças no cuidado prestado; fortalece as políticas públicas relativas ao acompanhante no que concerne ao modelo assistencial humanizado; dá oportunidade de voz aos pais, acompanhantes desse processo; mostra à equipe de saúde os benefícios da presença do pai como acompanhante; e contribui para o planejamento de ações que são voltadas para a saúde do homem e seus direitos reprodutivos.

Por fim, ressalta-se que o estudo foi restrito ao contexto de uma maternidade pública que já tem instituída a presença do acompanhante, o que limita a generalidade dos resultados obtidos. Portanto, recomenda-se a produção de novas investigações que melhor compreendam a percepção do pai sobre a sua vivência no processo de nascimento em outros contextos públicos e privados.

 

REFERÊNCIAS

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5. Zampieri MFM, Erdmann AL. Cuidado humanizado no pré-natal: um olhar para além das divergências e convergências. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2010;10(3):359-67.

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7. Brasil. Lei nº 11.108, de 07 de abril de 2005. Dispõe da garantia às parturientes e o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União, Brasília; 2005.

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12. Espírito Santo LC, Bonilha ALL. Expectativas, sentimentos e vivências do pai durante o parto e o nascimento de seu filho. Rev Gaúcha Enferm. 2000;21(2):87-109.

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