REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

Busca Avançada

Volume: 19.3 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20150057

Voltar ao Sumário

Pesquisa

O impacto do gerenciamento da informação em saúde no exercício da enfermagem brasileira no período de 2004-2009

Impact of health information management on Brazilian nursing practice from 2004 to 2009

Juliana Alves Viana Matos1; Lidiane Sales Vieira2; Lúcia Maciel de Castro Franco1

1. Enfermeira. Doutoranda no Programa de Pós-Graduação da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Belo Horizonte, MG - Brasil
2. Enfermeira Atenção Básica. Mestranda no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina da UFMG. Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Belo Horizonte, MG - Brasil

Endereço para correspondência

Lidiane Sales Vieira
E-mail: lidianesavi@yahoo.com.br

Submetido em: 21/07/2014
Aprovado em: 13/10/2014

Resumo

A crescente busca de qualidade no atendimento à saúde abrange o gerenciamento da informação em saúde como elemento constitucional de realidades profissionais e assistenciais aprimoradas. Em face de o engajamento profissional assumir papel tático nessa conjuntura, desenvolveu-se uma revisão integrativa da literatura com o objetivo de analisar os impactos do gerenciamento da informação em saúde que permearam os processos de trabalho da Enfermagem brasileira no período de 2004 a 2009. Identificaram-se os reflexos da integração de sistemas e tecnologias de informação no contexto da atuação do profissional enfermeiro. Efetuou-se levantamento bibliográfico na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, sendo que 20 produções somadas à Política Nacional de Informação e Informática em Saúde versão 2.0 foram analisadas mediante três linhas de significado. Relevou-se o empoderamento da enfermagem brasileira em 60% dos estudos, em 25% ficaram expressas as desarticulações laborais da profissão frente aos Sistemas de Informação em Saúde nacionais e 15% das produções remeteram a um cenário caracterizado por percalços experimentados pela Enfermagem. Evidenciou-se o interesse da Enfermagem em gerar conhecimentos e programar estratégias consoantes os fenômenos gerenciais da informação em saúde. Todavia, o enfermeiro não se apoderou veementemente dos mecanismos mais acertados para tal processo.

Palavras-chave: Gestão da Informação em Saúde; Enfermagem; Sistemas de Informação; Sistemas de Informação em Saúde; Informática em Enfermagem; Processamento Automatizado de Dados.

 

INTRODUÇÃO

Em esforço na edificação de um modelo de saúde resolutivo e coerente, o uso integrado da informação e metodologias correlatas institui elemento determinante ao arranjo de conteúdos assistenciais e profissionais diferenciados.1 "Nesse sentido, os serviços de saúde necessitam considerar informação e conhecimento como insumos estratégicos para atender à resolubilidade de suas ações, adequando-se ao paradigma da Sociedade da Informação".2:23

Fruto de um longo e promissor processo de construção político-democrática, os campos de tecnologia da informação e informática em saúde têm avocado espaço em constante ascensão mundial.3 Independentemente da pátria, o avanço das ações e serviços de saúde entremeia-se intimamente ao processo do gerenciamento da informação. Para alcançar mais eficácia e eficiência nos trabalhos que apresentam vastas especificidades em seu exercício, a informação para a gestão em saúde molda fecundos aliados ao enfrentamento estratégico requerido nessa realidade.4

Em perspectiva harmônica, o Brasil tem se empenhado na estruturação de sistemas de informação abrangentes e qualificados, que possam significar melhorias em suas políticas de saúde. O Ministério da Saúde, em sintonia com o cenário internacional, definiu a elaboração da Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS) como um de seus objetivos setoriais prioritários. A PNIIS fora planejada no intuito de promover a democratização da informação em interface com o aperfeiçoamento tecnológico e integrativo de redes informativas.5

Todavia, o gerenciamento da informação em saúde representa uma aspiração organizativa bastante anterior ao firmamento da referida política e, de modo geral, antecede, inclusive, ações nacionais ou estrangeiras empenhadas no século XX. O desígnio de conduzir a informação para efeitos concretos de gestão ou geração de conhecimento em saúde se apresenta imperioso já em meados do ano de 1800 e prontamente assume expressividade na Enfermagem. Florence Nightingale6, a precursora da Enfermagem moderna, na Guerra da Crimeia (1853-1856) proferiu a necessidade de creditar e compartilhar seguramente as informações dos pacientes. Para Nightingale6, a tomada de decisão eficaz em muito poderia usufruir de conteúdos adequadamente registrados e disponibilizados entre os prestadores de cuidados. A perspicácia atemporal de Nightingale permite inferir o quão valiosas e necessárias se fazem as ações sistemáticas referentes aos processos de trabalho em saúde.

O gerenciamento informacional em saúde para o desenho de estratégias e metodologias assistenciais organizadas é, pois, um fato em fase de promissora solidificação. Carecendo de investimento, tanto do ponto de vista humano, financeiro e organizacional, o novo paradigma de planejamento assistencial depende de múltiplos fatores, de modo que as necessidades de usuários, profissionais de saúde, prestadores de serviço e gestores governamentais consolidam elementos basilares à contenda.5

A implicação dos profissionais no processo que sinaliza o manejo da informação como ingrediente essencial à tomada de decisão compõe, assim, um quesito imponente. Percebe-se que a situação coloca tais agentes como atores estrategicamente relevantes na realização de ações que institucionalizem a conduta sistemática de informações imersas em seu fazer. O enfrentamento tático dessa realidade por agentes da enfermagem brasileira exerce, pois, peculiar interesse ao presente estudo.

Em decorrência do importante empenho dos profissionais da saúde no uso racional e transformador da informação nos desenlaces dos trabalhos na área e mediante o particular interesse na atuação de enfermeiros envoltos nessa conjuntura, questionou-se: que impactos o gerenciamento da informação em saúde promoveu no processo de trabalho da enfermagem brasileira no período de 2004 a 2009?

A Enfermagem brasileira, sendo uma das múltiplas profissões da área da saúde, congrega em seus papéis o uso de estratégias por meio das quais se expressa o gerenciamento da informação.7 O adequado manuseio das mesmas se sobrepõe às designações normativas, devendo ser entendido e integrado como potencial proposta de melhoria para o processo de trabalho. Propôs-se uma revisão integrativa da literatura com a finalidade de analisar os impactos do gerenciamento da informação em saúde, que permearam o processo de trabalho da Enfermagem brasileira no referido período, identificando os reflexos da integração de sistemas e tecnologias de informação no âmbito de atuação do profissional enfermeiro.

Se o interesse é a busca de cada vez mais qualidade no atendimento à saúde, esse intento investigativo se justifica à medida que considera o enfermeiro um agente de potencial desempenho na esfera da assistência sistematizada e informatizada de saúde. Cabe a esse profissional se apoderar dos Sistemas de Informação em Saúde (SIS) e corroborar o uso inovador e transformador da tecnologia da informação em seu campo de atuação.

Ressalta-se a importância de analisar a desenvoltura do enfermeiro no manejo dos instrumentos e estratégias que podem significar redimensionamentos de grande valia no fazer da enfermagem, mediante o contexto tecnológico que se consolida. Se os artifícios embutidos no processo de gerenciar informações em saúde representam potenciais aliados à tomada de decisão da enfermagem ou instituem um complicador de tarefas, confia-se que a lacuna pode se clarificar no transcorrer deste estudo.

Assim sendo, este trabalho poderá contribuir para o conhecimento compartilhado acerca de empreendimentos que impactaram nas múltiplas realidades do enfermeiro brasileiro, em face do gerenciar informação em saúde.

 

METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Tal gênero metodológico coopera com a produção sistemática do conhecimento ao favorecer o diálogo entre resultados advindos de múltiplas pesquisas de mesma essência temática.8

O preparo da revisão integrativa emerge e depende de um questionamento a ser arguido no desenrolar da obra.8 Assim, a presente revisão integrativa amparou-se na seguinte questão: "que impactos o gerenciamento da informação em saúde promoveu nos processos de trabalho da enfermagem brasileira no período de 2004 a 2009?"

Para efetuar o resgate bibliográfico-científico em função de responder à questão-problema desenhada, recorreu-se exclusivamente à base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), BIREME acessível no endereço eletrônico: www.bireme.br. Essa base foi utilizada por se tratar de uma ferramenta descentralizada de informação científica em saúde, operante na internet a partir da integralização de diversificadas bases informatizadas. Desse modo, com base na conveniente utilização da BVS, significantes fontes de informação tornaram-se partícipes desse levantamento bibliográfico: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE); e Base de Dados de Enfermagem (BDENF).

Na perspectiva de aludir ao processo de trabalho do profissional enfermeiro e ao impacto do gerenciamento da informação em saúde em seu cenário de desempenho, definiram-se as diretrizes de busca do conteúdo científico. Para tanto, foi efetuado o levantamento bibliográfico on-line em março de 2010, com o emprego dos descritores de assunto "serviços de informação e enfermagem", "informação e saúde e enfermagem", "gerenciamento da informação e enfermagem", "informática aplicada à enfermagem", "processamento automatizado de dados e saúde".

Os critérios utilizados para a seleção da amostra foram: produções indexadas na BVS, publicadas entre os anos de 2004 e 2009, independentes do método de pesquisa ou tipo de estudo utilizado, nos idiomas português, inglês e espanhol.

Tal marco temporal decorre do fato de que, em fins de 2003, a XII Conferência Nacional de Saúde culminou no desenho definitivo de uma política que legitima a necessidade de gerir a informação nos serviços de saúde brasileiros. Eis que a consolidação dessa política, a PNIIS, coloca em destaque a necessidade intransponível de agregar metodologias de trabalho que favoreçam o manejo racional da informação no quadro de saúde.5 Ainda que múltiplas estratégias antecedam o referido recorte temporal ou portem outros estímulos que não os políticos, constata-se a inevitabilidade de consolidar ferramentas utilitárias ao gerenciamento da informação em saúde. Assim, em decorrência do forte impulso político e do importante espaço que a era tecnológica e a informática têm alçado, interpretou-se o contexto da instituição da PNIIS como sendo um marco imponente à incorporação de recursos táticos para o gerenciamento de informação em saúde.

Desta forma, o trajeto metodológico compôs-se de um quantitativo geral de 1.787 produções, quando do emprego dos já referidos descritores na BVS. Dessa população, 50 produções foram selecionadas por meio da análise exploratória definida pela leitura de títulos. Como alguns trabalhos repetiram-se em distintas bases ou foram comuns entre diferentes descritores de assunto, a população do estudo após essas exclusões (26) totalizou 24 produções. Com as sequenciais leituras dos resumos, foram eliminadas outras três publicações. Do contingente de 21 produções destinadas à leitura integral, que num primeiro momento portou caráter eliminatório, uma única exclusão foi efetuada, por não consonância da obra com o questionamento proposto. Por fim, ficou definido o quantitativo de 20 estudos para integrar a amostra da presente revisão, a qual constou de 18 artigos, uma dissertação e uma tese.

Em virtude do relevante papel desempenhado pelos desígnios políticos concernentes à temática aqui erguida, utilizou-se também a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde versão 2.0 (PNIIS), disponibilizada na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.

As publicações selecionadas como amostragem de interesse para este trabalho, disponibilizadas on-line (17 artigos e a PNIIS), foram impressas na íntegra. Na impossibilidade do emprego de tal estratégia, para três artigos realizaram-se a busca dos periódicos e a respectiva aquisição em bibliotecas.

Na identificação das fontes para localização dos artigos obteve-se que: 18 (90%) foram provenientes do LILACS, um (5%) foi localizado exclusivamente pela BDENF e um (5%) adveio do MEDLINE.

Em síntese, a apuração dos conteúdos que se fizeram interessantes aos objetivos desta revisão perfaz um percurso quantitativo ilustrado na sequência (Figura 1).

 


Figura 1 - Fluxograma da definição da população de estudo proveniente da busca na BVS - março, 2010.

 

A revisão integrativa carece de acurada conduta procedimental na extração das informações dos estudos selecionados.8 Promulgou-se, dessa maneira, concisa manipulação investigativa do conteúdo abarcado na amostragem literária de estudo. A fase de coleta de dados dos estudos viabilizou-se a partir de uma categorização individualizada das produções, materializada num instrumento simplificado que aglomerou informações relativas à identificação do artigo e autores, fonte de localização, objetivos e tipo de metodologia empregada, resultados e principais conclusões.

A apresentação dos resultados e discussão dos dados obtidos foi feita de forma a sintetizar o diálogo entre autores e promover a convergência do conhecimento produzido sobre o tema. De modo a interpretar os significados que emergiram dos conteúdos, optou-se por definir linhas de significação e organizar a análise discursiva em tais eixos de sentido.

 

RESULTADOS

Foram analisados 18 artigos, uma tese e uma dissertação, agregados às interpretações subsidiadas pela PNIIS. A questão-problema definida como guia desta revisão foi: interrogar sobre os impactos promovidos pelo gerenciamento da informação em saúde nos processos de trabalho da enfermagem brasileira no período compreendido entre os anos de 2004 e 2009. Em função disso, somente construções científicas nacionais integraram a amostra de estudo. Todavia, como o condicionante "enfermagem brasileira" não elimina a possibilidade de empreendimentos nacionais serem publicados em periódicos estrangeiros, das publicações científicas examinadas verificou-se que um artigo adveio de periódico internacional.

Entre as produções incluídas na revisão ao eximir as monografias e a PNIIS, apurou-se que 17% dos artigos derivaram de revistas científicas não relacionadas à Enfermagem. Outro aspecto averiguado nos trabalhos publicados pela Enfermagem é que 11% dos artigos científicos procederam de dissertações desenvolvidas na área.

Os contextos prevalentes dos quais se obtiveram os 20 estudos, ao serem agrupados a partir de seu enfoque principal, revelaram que 60% das pesquisas ambientalizaram-se na conjuntura hospitalar, 25% desenvolveram-se à luz da atenção básica e 15% das produções não sugeriam panorama de aplicação prioritário.

É importante ressalvar que essa distribuição contextual conforme níveis de atenção à saúde não significa que os estudos trataram de estratégias restritamente funcionais ao ambiente definido como hospital ou atenção básica. Os percentuais definidos foram interpretados a partir de uma lógica que considerou, por exemplo, que o mais alto percentual (60%) dos estudos teve como cenário de fundo o hospital, e não que a viabilidade do empreendimento encontrou-se limitada a esse ambiente. Vale inferir que, se o tema proposto não reporta um panorama exclusivo para se concretizar o gerenciamento da informação em saúde, a percentagem referente ao âmbito hospitalar (60%) pode expressar significado relevante.

Entretanto, há que se ponderar que o deslanche de iniciativas no contexto hospitalar, na presente investigação, não encontrou evidências para interpretar esse ou qualquer outro cenário assistencial como definidor de arranjo organizacional sobrepujante. Aliás, a mensuração percentual de tais âmbitos não avançou nessa linha interpretativa, visto que as diretrizes da PNIIS5 firmam o valor das informações de saúde do indivíduo em seus diversos e distintos contatos com o sistema de saúde como sendo igualmente importantes.

Quanto ao tipo de delineamento de pesquisa das produções avaliadas, mais que estimar a definição do método empregado pelos autores, optou-se por conjugar os estudos em vertentes simplificadas que remeteram à essência motivadora dos empreendimentos. Ou seja, 17 estudos (85%) registraram movimentação empreendedora da enfermagem em função de agregar, de alguma maneira, o gerenciamento da informação em saúde aos seus processos de trabalho, enquanto três estudos (15%) priorizaram a contribuição ao pensamento em Enfermagem e saúde unicamente por meio de reflexões.

O percentual de 85% tratou de iniciativas quer sejam peculiares a uma demanda específica ou ações relativas ao macrouniverso da saúde, em que Sistemas de Informação em Saúde nacionais colaboraram para o redimensionamento das atitudes da enfermagem brasileira. Alguns desses empreendimentos não se caracterizaram por amplas dimensões concernentes aos propósitos público-governamentais da política nacional. Mas representaram iniciativas que se ligam, em harmonia, à prerrogativa política, que diz da necessidade de estabelecer mecanismos que permitam o uso transformador da tecnologia da informação em saúde nos diversos contatos dos indivíduos com a assistência de saúde.5

A segunda e última vertente simplificada que reuniu as abordagens metodológicas semelhantes corresponde aos estudos que desenvolveram gêneros reflexivos a respeito da temática investigada e não incrementaram iniciativas de campo na pesquisa. A essa especificação, três artigos (15%) sustentaram seus âmbitos de pesquisas nessa linha. Para tanto, utilizaram reflexões teóricas ou trabalharam numa perspectiva que explorou por meio de entrevistas os posicionamentos de enfermeiros, independentemente de uma vivência formalizada in locu.

Os conteúdos expostos nas pesquisas, ao serem submetidos à análise que invariavelmente interrogou sobre os impactos do manejo da informação em saúde na enfermagem brasileira, delimitaram algumas significações importantes. As informações trabalhadas nos estudos identificaram, em essência, êxitos, desarticulações e percalços que impactaram vigorosamente nos processos de trabalho da enfermagem brasileira.

Em relação à representação concreta desses significados, chegou-se a uma estratégia que mensurou três unidades de sentido, interpretadas em pormenores nas respectivas categorias delineadas na sequência deste trabalho.

Empoderamento da enfermagem brasileira

Os 12 estudos (60%) incluídos nesse primeiro eixo temático sinalizaram a gestão de informações como fundamental para a prática de cuidado. Sejam as informações de naturezas clínicas, epidemiológicas ou gerenciais, provenientes de intervenções concretas ou originárias de estudos reflexivos, constatou-se o tema no aspecto da enfermagem.

Os conteúdos revelaram unidades de significação relacionadas a peculiares empreitadas ou posicionamentos empreendidos pela enfermagem na expectativa de sistematizar a informação em saúde. Trataram de iniciativas práticas para a melhoria dos processos de trabalho da enfermagem ou se dedicaram à reflexão direta do tema gerenciamento da informação como subsídio do processo decisório da profissão.

Ao explorar sistemas informatizados, específicos para os contextos de atuação da enfermagem, averiguou-se o quanto Sistemas de Informação em Saúde corroboraram o planejamento assistencial da categoria. As experiências confluíram para um único sentido: o aprimoramento e melhorias no trabalho em saúde e, por conseguinte, nos processos de atuação da enfermagem, articulam-se às estratégias de gerenciamento informacional. A necessidade de manejar racionalmente as informações em saúde não só instigou a edificação de ferramentas gerenciais, como significou a instrumentalização concreta dos enfermeiros na perspectiva essencial de favorecer a tomada de decisão.9-12

Frente à precisão de potencializar o tempo - veicular informações fidedignas de modo sistematizado -, as tarefas rotineiras do profissional enfermeiro foram redimensionadas no intento de que tais sujeitos conseguiram aperfeiçoar o manuseio do intenso volume de informação que permeia o cotidiano de sua prática.9-12

A idealização de que, independentemente da natureza do conteúdo gerenciado, as repercussões alcançam a qualidade assistencial conferida ao paciente é pactuada em diferentes obras. Em decorrência da fecunda organização gerencial de informações que se façam preponderantes à enfermagem, o enfermeiro, a partir de então, pode elevar o tempo dedicado à assistência direta ao paciente.9,11

A preocupação em edificar ferramentas para o gerenciamento da informação em saúde, demanda também explorada por Coelho10, ganha formas claras na proposição de Aquino e Lunardi Filho9:23: "um trabalho organizado e sistematizado pode demonstrar a força existente na categoria profissional da enfermagem em produzir novos saberes, dirigir e planejar com autonomia o seu fazer".

Pactuando com a linha de análise das vivências experimentadas no exercício da enfermagem, cinco literaturas examinadas ampararam posicionamentos congruentes aos aspectos então apresentados. Mediante situações essencialmente similares, os estudos exploraram as possibilidades de organização de serviços e assistência protagonizados pela enfermagem quando do uso de Sistemas de Informações em Saúde nacionais, os SIS nacionais.7,13-16

A partir desse grupo literário viabilizou-se um recorte pormenorizado de características basilares que tangenciaram múltiplos contextos de saúde enlaçados no desempenho da enfermagem. Da análise interpretativa desses conteúdos, depreendeu-se que o uso acertado dos SIS representa substancial aliado ao redesenho de condutas da enfermagem. E à guisa de julgamentos crítico-reflexivos, unanimemente é chamada para a enfermagem a tarefa de aliar informações clínicas, gerenciais e epidemiológicas advindas dos SIS nacionais ao seu quadro de atuação.7,13-16

Na expectativa de planejar a tomada de decisão em enfermagem, o emprego e ajustada manipulação dos SIS nacionais consubstanciaram elementos de ajuda valorosa à atividade do enfermeiro.7,13-16 A apropriação, pela enfermagem, dessas fontes de informação pode desencadear reflexos no gerenciamento dos serviços, na qualidade assistencial e, quiçá, incitar contribuições às políticas públicas.13,14,16

Por meio do uso de diferentes vertentes metodológicas, outros estudos que se empenharam na exclusiva ponderação reflexiva da temática sustentaram julgamentos harmônicos às apreciações recém-mencionadas. Ao se trabalhar o gerenciamento da informação em saúde em face dos seus condicionantes fundamentais, acrescentou-se que a organização informacional dos processos de trabalho da enfermagem se beneficia dos recursos tecnológicos. A informática e empreendimentos tecnológicos aplicados em enfermagem foram reconhecidos como fonte de estratégias capitais ao propósito de melhorar a qualidade da informação gerenciada pela enfermagem.17-19

Todavia, as ferramentas de natureza tecnológica, oportunamente utilizadas, não devem corroborar a desumanização do cuidado e instituem elemento de grande auxílio ao enfermeiro. Conforme evidências transcorridas há pouco, reitera-se que, além de sistematizar a organização de informações em saúde, a gerência da informação nesses cenários tende a aprimorar a disponibilidade temporal da enfermagem para se dedicar ao cuidado direto ao paciente.9,11,17-19

A importância do gerenciamento da informação para a prática de enfermagem por meio dessa discussão revelou os grandes rendimentos que a temática acresceu, entre os anos de 2004 e 2009, aos referidos processos profissionais. E o fato de o percentual de maior expressão da amostra de estudo (60%) enfatizar essa linha de significação reforça sobremaneira o valor das potencialidades que aí se entrelaçam. Eis que se visualizou o empoderamento da enfermagem nacional frente ao gerenciamento da informação em saúde, no sentido do gradual esforço da profissão em aperfeiçoar seu campo de trabalho com o incremento de SIS em seus processos laborais.

Desarticulações laborais da enfermagem frente aos Sistemas Nacionais de Informação

Na segunda unidade de contexto, embasaram-se os estudos que trabalharam as possibilidades de atuação do enfermeiro diante do uso de informações fornecidas por SIS nacionais. Outras pesquisas que compuseram a amostra de estudo também tangenciaram seu enfoque investigativo nessa perspectiva. No entanto, tornou-se interessante aglomerar especificamente cinco estudos, porque foi nesse contingente da amostra que o quesito fidedignidade dos dados e informações em saúde pairou interessantemente.

Os cinco trabalhos analisados (25%) nessa vertente interpretativa trataram de sistemas nacionais em vigor e, em sintonia com a análise concluída na linha de significado anterior, reafirmaram o valor incontestável do SIS para a enfermagem nacional.20-24

Entretanto, diante da prática assistencial de enfermagem, os conteúdos desses sistemas são inquiridos quanto à sua confiabilidade. Os autores perceberam e identificaram as fragilidades que perpassam a lida de gerenciar informações em saúde de valor público, ingressas em SIS de alcance nacional.20-24

As apreciações pronunciaram-se sobre os entraves que comprometem a interlocução de informações processadas em nível de SIS nacionais e o tênue proveito dos profissionais da saúde desses conteúdos. Em essência, foram elaborados apontamentos que evidenciaram a fragmentação entre gerenciamento de informação - SIS nacionais - e tomada de decisão da enfermagem.20,22-24

Circundante à qualidade e completude da informação de SIS nacionais utilizados amplamente na realidade brasileira, numa perspectiva que interpretou o enfermeiro e seus campos de atuação, achados importantes ganharam formas. O argumento ampara-se e implica as evidências diagnosticadas: mascaramento ou subnotificação de informações, inadequações de preenchimentos, de interpretações e consequentes decisões dissociadas dos dados que essencialmente foram angariados justamente para somarem-se ao processo decisório de práticas e condutas da enfermagem.20,22-24

Ao investigar panoramas por vezes similares, salientou-se o expressivo distanciamento dos profissionais da equipe de enfermagem na atenção básica, em se valerem proveitosamente das informações de sistemas de informação públicos. Ficaram claros o desempenho desarticulado da enfermagem e o respectivo despreparo desses sujeitos na utilização de SIS, inviabilizando oportunidades que poderiam repercutir na implementação programático-assistencial.20,22,24

Em apreciação relevante, uma publicação21 em especial subsidiou uma análise diferenciada. Na ocasião de verificar as possíveis contrapartidas alcançáveis via Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS), a pesquisa ponderou que o mascaramento de dados de saúde não emerge das informações do SIH-SUS, mas é evidenciado por ele. Assim, é desvendado como a enfermagem e profissionais da saúde podem alcançar informações de ênfase epidemiológica em complementaridade ao seu fazer, uma vez que problemáticas de relevância pública podem ser revistas e enfrentadas com o auxílio das informações conglomeradas em SIS.

A experiência em questão validou a prerrogativa de que o embasamento de decisões da enfermagem em SIS nacionais pode engrenar aprimorado desempenho profissional. Ao sinalizar a ênfase de se integrar conteúdos de SIS nacionais aos domínios da enfermagem, averiguou-se que a consolidação de uma prática baseada em evidências faz-se preponderante. Trata-se de práticas acessíveis, sem custos e principalmente capazes de redesenhar as performances assistenciais da Enfermagem - conjuntura que clarifica a intrínseca importância moldada pelo envolvimento e esforço profissional nessa empreitada.16,21

Ficou evidente a essencial necessidade de corresponsabilização dos profissionais na utilização e manejo de estratégias gestoras da informação em saúde. Sem se apoderar do processo, o enfermeiro não consegue proferir a contrapartida adequada para auxiliá-lo em suas condutas. E o apoio ao processo decisório pode então assumir formas equivocadas, permeadas por idealizações que indicam aspirações custosas e impraticáveis.

Desafios do gerenciamento da informação

Da última unidade de significação se realçaram características de um percurso em processual construção. Realizações experimentadas pela enfermagem identificaram os entraves que podem emergir do processo de gerenciar informações em saúde e impactam no seu campo de atuação. Três investigações em especial contribuíram com mais força para a discussão desse aspecto, contudo, os demais estudos por meio de posicionamentos menos acentuados, porém relevantes, não excluíram considerações dessa natureza.

Essa diretriz de significado tratou de três publicações (15%) que examinaram centralmente a informatização e tecnologias correlatas, sob a ótica do processo de trabalho da enfermagem. Em comum, as pesquisas compartilharam o potencial valor da informática insuficientemente apoderado pela enfermagem.25-27

Nessas investigações25-27, por meio do uso de abordagens metodológicas que alcançaram diretamente o discurso emitido por enfermeiros, detectou-se a difícil conciliação que a enfermagem interpõe entre o ato de cuidar e administrar as informações em saúde. Argumentações fundamentais que embasaram tal circunstância consideraram a falta de tempo, execução restrita de registros burocráticos, dificuldade em manusear o computador e descontinuidade dos conteúdos informacionais como as principais justificações emitidas pela enfermagem.

É importante ponderar que esses derradeiros reflexos identificados e analisados não trataram necessariamente dos impactos negativos do gerenciamento da informação em saúde na enfermagem brasileira. Na realidade, as construções versaram sobre elementos coadjuvantes ao desenlace da gerência informacional em saúde, que foram experimentados de modo primitivo pela enfermagem.

Nessa compreensão, a necessidade de incluir e utilizar elementos tecnológicos, em especial o computador e correspondentes sistemas operacionais, compôs um aspecto amplamente abordado na última linha analítica. Mencionada como condicionante imperiosa para o gerenciamento da informação, a manipulação indispensável da informática pela enfermagem ocupa modesto apoderamento dos profissionais.25-27

Nessa perspectiva, encontraram-se na literatura comprovações que consubstanciaram a dificuldade da enfermagem brasileira em fundamentar o planejamento de seu fazer em processos informatizados. Estudo25 verificou a frágil implicação da enfermagem em processos informatizados, em função de esses profissionais compreenderem apenas o cuidado direto como algo que dá significado ao seu fazer, justificando o tênue interesse na prática tecnologicamente sistematizada.

As experiências tratadas por Santos e Santos27 e Santos26 não divergiram substancialmente da perspectiva depreendida por Fonseca e Santos.25 A informática e tecnologias correlatas foram incondicionalmente valorizadas nos posicionamentos ideológicos da enfermagem. Todavia, em oportunidades práticas de sistematizar empreendimentos do gênero, vários obstáculos dificultaram ou limitaram as iniciativas dos profissionais. Fortes argumentações despontaram nos discursos edificados pela equipe de enfermagem, que além de não compactuarem com os investimentos informatizados, buscou justificar o não envolvimento na causa. Foi nessa contenda que emergiram os apontamentos citados anteriormente.

Diante do exposto, o valor percentual dessa categoria (15%) assumiu estima importante para a análise proposta, visto que as significações aí embutidas revelam a longa trajetória que a enfermagem deverá empreender para incorporar estrategicamente o gerenciamento da informação em saúde na sua esfera de atuação.

Avigora-se que o manejo gerencial da informação em saúde requer estratégias que concretizem a possibilidade de recuperação, acessibilidade e compartilhamento das informações.5 Logo, o domínio tecnológico por parte da enfermagem e de profissionais da área da saúde institui condicionante primordial para incorporação da tecnologia no processo de trabalho.11,25-27

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dado o interesse em analisar o impacto do gerenciamento da informação em saúde, concernente ao desempenho da enfermagem brasileira, o presente estudo possibilitou identificar as repercussões que o tema promoveu em múltiplas situações cotidianas da prática de enfermagem. Diante da presente análise, percebeu-se que há tendência à incorporação de mecanismos de gerenciamento da informação ao exercício do enfermeiro. A maioria das interpelações privilegiou questões acerca do engajamento prático da enfermagem e empoderamento da profissão, denotando uma iniciativa com o intuito de desenvolver intervenções na prática profissional.

Evidencia-se, assim, o interesse da enfermagem em gerar conhecimentos e programar estratégias consoantes os fenômenos gerenciais da informação em saúde, sem perder de vista os objetivos assistenciais de seu fazer. Reforçando essa atitude experimentada pela enfermagem brasileira, constatou-se sinergia entre os estudos referente à importância prático-profissional dada pela enfermagem, para que o manejo processual da informação em saúde fundamente sua performance.

Este trabalho mostrou, assim, sua relevância, à medida que desencadeou uma reflexão sobre o empenho do enfermeiro no processo de gerenciar informações em saúde e sobre a utilização de Sistemas de Informação em Saúde como instrumentos essenciais para a tomada de decisão e a prática do cuidado.

Independentemente dos frutos alçados nas pesquisas submetidas à interpretação, apreciações valorativas foram enunciadas pela enfermagem na perspectiva de estimar o gerenciamento da informação em saúde na sua atuação. Entretanto, a necessidade de se investir em abordagens que impulsionem a enfermagem para transformar ou adotar comportamentos inovadores acerca de condutas sob sua competência é uma necessidade fundamental. Perante o transcorrido nesta análise, infere-se que o empenho profissional institui força definidora na transposição de frustrações, desafios e desarticulações que se emaranharam às múltiplas realidades de enfermagem.

Inquietações da profissão, quando a ela se aplica somente a modesta e descaracterizada tarefa de alimentar fontes públicas de informação ou resistências em agregar ferramentas tecnológicas em seus processos de trabalho, fundaram outras ponderações reveladas. Reconhece-se que o enfermeiro não se apoderou veementemente de todos os meios disponibilizados para o processo de gerenciar informações em saúde, protagonizando, na presente época, uma trajetória em gradual progressão.

 

REFERÊNCIAS

1. Marin HF, Massad E, Azevedo Neto RS. Prontuário eletrônico do paciente: definições e conceitos. In: Marin HF, Massad E, Azevedo Neto RS, Lira ACO. O prontuário eletrônico do paciente na assistência, informação e conhecimento médico. São Paulo: USP; 2003. p.1-20.

2. Cunha FJAP, Mendes VLPS. A política nacional de informação e informática: uma base para a implantação da gestão da informação nos serviços de saúde. In: Anais do V Encontro nacional de ciência da informação, 2004 jun 28-30. Salvador: Universidade Federal da Bahia, Instituto de Ciência da Informação, Programa de Pós-Graduação; 2004.

3. Naffah Filho MN, Cecilio MAM. A política estadual de informação de saúde: um debate necessário. In: Botazzo C, Oliveira MA, organizadores. Atenção básica no Sistema Único de Saúde: abordagem interdisciplinar para os serviços de saúde bucal. São Paulo: Páginas & Letras; 2008. p.85-92.

4. Heimann LS, Castro IEN, Rocha JL, Pacheco AG, Kayano J, Junqueira V, et al. Informação para a gestão: o sistema de monitoramento e avaliação do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da Atenção Básica no Estado de São Paulo (SisMasus). In: Botazzo C, Oliveira MA, organizadores. Atenção básica no Sistema Único de Saúde: abordagem interdisciplinar para os serviços de saúde bucal. São Paulo: Páginas & Letras; 2008. p. 93-102.

5. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Departamento de Informação e Informática do SUS. PNIIS - Política Nacional de Informação e Informática em Saúde - Proposta Versão 2.0; inclui deliberações da XII Conferência Nacional de Saúde. Brasília: MS; 2004.

6. Nightingale F. Notas sobre enfermagem: o que é e o que não é. São Paulo: Cortez; 1989.

7. Peterlini OLG, Zagonel IPS. O sistema de informação utilizado pelo enfermeiro no gerenciamento do processo de cuidar. Texto Contexto Enferm. 2006;15(3):418-26.

8. Mendes KD, Silveira RCCP, Galvão, CM. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto Contexto Enferm. 2008;17(4):758-64.

9. Aquino DR, Lunardi Filho WD. Construção da prescrição de enfermagem informatizada em UTI. Cogitare Enferm. 2004;9(1):60-70.

10. Coelho CD. A gestão em saúde e as ferramentas gerenciais: a experiência com o SISPLAN do Instituto Nacional do Câncer. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Instituto de Medicina Social; 2008.

11. Gomes JRAA, Lourencini JC, Horan LM. Elaboração de um sistema informatizado de materiais cirúrgicos: relato de experiência. Rev Sobecc. 2008;13(4):30-4.

12. Rossetti AC, Carqui LM. Implantação de sistema informatizado para planejamento, gerenciamento e otimização das escalas de enfermagem. Acta Paul Enferm. 2009;22(1):83-8.

13. Lima EFA, Sousa AI, Primo CC. Mortalidade neonatal em Serra, Espírito Santo, 2001-2005. Rev Enferm UERJ. 2008;16(2):162-7.

14. Melo ECP, Knupp VMAO, Oliveira RB, Tonini T. A peregrinação das gestantes no município do Rio de Janeiro: perfil de óbitos e nascimentos. Rev Esc Enferm USP. 2007;41(Esp):804-9.

15. Peterlini OLG. Cuidado gerencial e gerência do cuidado na interface da utilização do sistema de informação em saúde pelo enfermeiro. Curitiba: Universidade Federal do Paraná; Programa de Pós-Graduação em Enfermagem; 2004.

16. Silva EC, Costa Júnior ML. Transtornos mentais e comportamentais no sistema de informações hospitalares do SUS: perspectivas para a enfermagem. Rev Esc Enferm USP. 2006;40(2):196-202.

17. Santos SR. Sistema de informação em enfermagem: interação do conhecimento tácito-explícito. Rev Bras Enferm. 2005;58(1):100-4.

18. Marin HF, Cunha ICK. Perspectivas atuais da informática em enfermagem. Rev Bras Enferm. 2006;59(3):354-7.

19. Rodriguez EOL, Guanilo MEE, Fernandes LM, Candundo G. Informática em enfermagem: facilitador na comunicação e apoio para a prática. Invest Educ Enferm. 2008;26(2):144-9.

20. Freitas FP, Pinto IC. Percepção da equipe de saúde da família sobre a utilização do Sistema de Informação da Atenção Básica-SIAB. Rev Latino-Am Enferm. 2005;13(4):547-54.

21. Gomes FA, Mamede MV, Costa Júnior ML, Nakano AMS. Morte materna mascarada: um caminho para sua identificação. Acta Paul Enferm. 2006;19(4):387-93.

22. Oliveira CA, Palha PF. Sistema de informações HIPERDIA, 2002-2004, adequação das informações. Cogitare Enferm. 2008;13(3):395-402.

23. Pinto IC, Rodolpho F, Scochi CGS. Possibilidades de tomada de decisão a partir do sistema de informações de nascidos vivos. Acta Paul Enferm. 2004;17(3):262-7.

24. Sousa LB, Souza RKZT, Scochi MJ. Hipertensão arterial e saúde da família: atenção aos portadores em município de pequeno porte na região Sul do Brasil. Arq Bras Cardiol. 2006;87(4):496-503.

25. Fonseca CMBM, Santos ML. Tecnologia da informação e cuidado hospitalar: reflexões sobre o sentido do trabalho. Ciênc Saúde Coletiva. 2007;12(3):699-708.

26. Santos MS. Informatização de processos de trabalho do enfermeiro relacionados ao gerenciamento da assistência. Nursing. 2008;10(116):21-5.

27. Santos SR, Santos IBC. Impacto da informática na administração em enfermagem: relato de experiência. Nursing. 2004;7(69):41-6.

Logo REME

Logo CC BY
Todo o conteúdo da revista
está licenciado pela Creative
Commons Licence CC BY 4.0

GN1 - Sistemas e Publicações