REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

Busca Avançada

Volume: 15.1

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Pesquisa

Manifestações de egressos de um curso de enfermagem

Manifestations of graduates from a nursing course

Dulce Maria NunesI; Gabriela BottanII; Laura Bianchi e SilvaIII

IEnfermeira associada do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EEUFRGS). Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo (UFSP). Pós-Doutora em Semiótica da Escola de Paris pela Universidade de Limoges, França
IIEnfermeira formada pela EEUFRGS. Pós-Graduada em Especialização em Urgência e Emergência Adulto/Pediátrico pela EEUFRGS. Enfermeira da Saúde Mental, CAPS 1, da Prefeitura Municipal de Cachoeirinha-RS
IIIAcadêmica de Enfermagem pela EEUFRGS

Endereço para correspondência

Rua Corte Real, 228, ap. 201
CEP 90360-080, bairro Petrópolis
Porto Alegre-RS
E-mail: dulce.nunes@globo.com

Data de submissão: 29/5/2009
Data de aprovação: 7/12/2010

Resumo

Nesta investigação qualitativa, fenomenológica, apoiada em Martin Heidegger, trata-se da manifestação de egressos da graduação da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EEUFRGS), relativa ao referencial do currículo cuidado humano de 1996. Os objetivos foram desvelar e compreender se o modo de desenvolvimento do ensino teórico e do teórico-prático ofereceu embasamento teórico e prático para atuação profissional. O Projeto nº 2005430, aprovado pelo Comitê de Pesquisa e Ética da UFRGS, respeitou aspectos éticos, conforme diretrizes e normas reguladoras da pesquisa envolvendo seres humanos. Participaram da pesquisa oito enfermeiros, graduados entre 2000 e 2005, cujo currículo incluiu cuidado humano como referencial. O material, coletado em entrevista semiestruturada, recebeu análise fenomenológica. Foram obtidas seis essências em relação ao egresso e ao mercado de trabalho, aos enfermeiros assistenciais, ao corpo humano, à competência gerencial e outras. Aspectos constituintes do fenômeno manifestado demonstraram a importância da contribuição do egresso para a instituição de origem, necessitando esse tema, por ser dinâmico, de novos estudos.

Palavras-chave: Cuidados de Enfermagem; Ensino; Estudantes de Enfermagem

 

INTRODUÇÃO

Neste estudo, discorre-se sobre a manifestação de egressos do Curso de Graduação em Enfermagem, na Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EEUFRGS), em relação ao referencial teórico do currículo cuidado humano, implementado em 1996. Trata-se de uma investigação qualitativa, fenomenológica, apoiada na filosofia de Martin Heidegger. Os objetivos foram desvelar e compreender se o ensino teórico e o teórico-prático, de acordo com o modo como foram desenvolvidos durante o curso, ofereceram ao egresso embasamento teórico e prático para atuar como profissional.

Essa instituição, EEUFRGS, em seu Projeto Político-Pedagógico (PPP) 2001, representado pelo currículo, cerne deste projeto, demonstra o percurso organizado do conhecimento a ser desenvolvido para a formação do acadêmico que dela procede.1

Um currículo é constituído por aquilo que é aprendido e ensinado (contexto), pelo modo como é oferecido (métodos de ensino e aprendizado) e avaliado (xx: provas) e pelos recursos humanos e tecnológicos disponíveis. Ele resulta de escolhas que devem levar em conta "o que" e "como" deve ser ensinado, sendo, porém, o mais importante, o porquê de aquele conhecimento ter sido escolhido. Além disso, também estão presentes os interesses nele subentendidos, a importância da construção social da profissão, os tipos de relação (profissionais/de poder/afetivas/cognitivas), dos fenômenos históricos, sociais, políticos e culturais existentes dentro e fora da realidade dos estudantes.2

A formação do egresso da escola de enfermagem, em estudo, está direcionada para o domínio do cuidado humano, por isso, durante essa formação, o acadêmico é orientado, por meio de cenários de ensino teórico e prático, a desenvolver assistência à saúde das pessoas. Esse conjunto tem o propósito de lhe oferecer oportunidades de apreender e compreender sua futura profissão, levando-o a refletir sobre esses fenômenos, sobre os enfoques teóricos neles contidos, bem como sobre o significado e o valor da profissão no contexto social. Essa aprendizagem será, então, um caminho percorrido que refletirá uma síntese do meio social no qual poderá se inserir na forma esperada e autorizada na conclusão do curso.

Cuidado humano significa estar presente para o ser humano. O cuidado é uma prática social, "é arte, baseada no potencial sensível dos seres humanos", e é desenvolvido entre pessoas, como uma condição de vida humana. É a presença de um para o outro e um modo de ser e estar no mundo.3

O que se depreende desse ser humano é que a presença do outro faculta compreender a intenção do cuidador. Assim, é nesse espaço de manifestação não tangível que o acadêmico exercita o cuidado, distinguindo, classificando cada ação em sua vivência, adquirindo condições para fundamentar seu aprendizado. Durante esse exercício, ele aprende a lidar com o que já sabe, integra novos conhecimentos e vai em busca de respostas para aquilo que ainda não sabe e deseja aprender.

O cuidado envolve presença e um "sentir-se como o outro". Presença evoca o processo de constituição ontológica do homem, ser humano e humanidade. É na presença que o homem constrói seu modo de ser, sua existência, sua história.4,5

Diante da preocupação em verificar se o modo como foram desenvolvidos o ensino teórico e o teórico-prático e se a integração de ambos está sendo aplicada na prática profissional do egresso do curso de enfermagem, surgiu uma interrogação: o profissional, egresso dessa escola de enfermagem, aplica os aspectos contidos no referencial teórico do cuidado humano no cuidado que desenvolve após seu ingresso como profissional?

Este estudo está embasado na filosofia da existência de Martim Heidegger. Nele, foram enfocados aspectos nos quais o filósofo Heidegger afirma que a "cura" (die sorge) exprime a estrutura ontológica que unifica todos os sentidos constitutivos do "ser-no-mundo". A "cura" se direciona no sentido de reconduzir o homem de volta à sua essência, tornando esse homem (Homo) humano (Humanus). Humanis significa curar e cuidar para que o homem seja humano e não inumano, o que seria estranho à sua essência.6

A intencionalidade, como essência da consciência para o cuidar, deve ser estimulada na formação dos enfermeiros, expressando o sentido de humanidade.

Heidegger pensa o homem na sua humanitas, ou seja, naquilo que ele tem e que é diverso do animal. O homem "desdobra seu ser na sua essência, enquanto recebe o apelo do ser". É na intimidade desse apelo que ele encontra aquilo no qual mora sua essência, a saber, a linguagem. O homem está prostrado na clareira do ser, e isso é precisamente sua essência, a que Heidegger chama de"ec-sistência"."A ec-sistência somente deixa-se dizer a partir da essência do homem, isto é, somente a partir do modo humano de ser". Somente o homem, por ser o único ente capaz de se debruçar sobre si mesmo e perguntar sobre o seu próprio ser, possui esse modo tão particular de ser: a ec-sistência. Mas ela não é entendida como a"existentia", ou seja, a"existentia"como"atualitas", como realidade efetiva, mas "estar exposto na verdade do ser".7

A ontologia fundamental que Heidegger construiu é a analíticado"ser-aí", ou seja, desse ente que nós mesmos somos.8

"Ser-aí" é aquilo que é característico do homem. Só o homem, na concepção heideggeriana, existe como um "ser-aí", capaz de revelar-se, sem se esgotar ou identificar-se com ele. O homem teria a possibilidade de trazê-lo à luz e apresentar-se enquanto tal, ou seja, como um ser que se mostra no tempo. Por ser dotado de linguagem, o homem tem a condição necessária para manifestar o próprio ser no tempo não como objeto tradicional das ciências e filosofia ocidental, mas na forma de uma subjetividade entrelaçada, na qual sujeito e objeto se mesclam em um pensamento originário"9

Do mesmo modo como o mundo do ensino (a escola) forma o acadêmico e o futuro egresso, esse acadêmico, como sujeito desse processo, igualmente se entrelaça com o ensino, objeto da formação. O mundo é um conceito relacionado com nossa experiencia imediata. O mundo é a configuração última para nós e para todas as coisas que experenciamos. O mundo é o concreto e o todo atual de nossa experiência.10

 

METODOLOGIA

A fenomenologia é um método pertinente ao estudo desta temática, uma vez que possibilita ao pesquisador desvelar e compreender, na expressão dos sujeitos, o significado por eles descrito, caracterizando o "como" e não "o quê".

O Projeto nº 2005430, que foi submetido à aprovação do Comitê de Pesquisa e Ética da UFRGS, teve como finalidade apresentar a proposta da pesquisa realizada na EEUFRGS, entre 2006 e 2007. Os aspectos éticos foram respeitados de acordo com as diretrizes e normas que regulamentam a pesquisa envolvendo seres humanos.11

Oito enfermeiros egressos da EEUFRGS, formados entre 2000 e 2005, desde a primeira turma de acadêmicos cujo currículo teve o cuidado humano como referencial teórico, participaram da pesquisa. A escolha desses sujeitos foi intencional, e a inclusão deles levou em conta a questão do acesso a esses profissionais, além de estarem no período de cinco anos após a conclusão do curso. O critério relativo ao total de sujeitos ficou submetido à saturação dos materiais e à representatividade de atuação em assistência hospitalar pública e privada e unidades de saúde pública.12

A coleta dos materiais deu-se por meio de uma entrevista semiestruturada, aplicada individualmente, gravada em fita cassete para ser armazenada por cinco anos e constituída de duas partes: a primeira, relativa à caracterização dos sujeitos; a segunda, relativa às questões pertinentes aos objetivos do estudo. Antes da entrevista, pesquisadores explicaram aos sujeitos como se desenvolveriam os procedimentos éticos e a coleta das informações.

Os materiais coletados foram transcritos, obedecendo-se fielmente à fala dos sujeitos. Após esse procedimento, foram submetidos à análise fenomenológica, composta por três passos. "A descrição é o primeiro passo da trajetória fenomenológica"; o segundo é a redução fenomenológica, que consiste num estado de alerta, de suspensão de juízo de valor diante do fenômeno interrogado. O discurso da pessoa que vivencia o fenômeno interrogado é a peça-chave para que o pesquisador possa realizar a análise compreensiva. Esse é o momento a que Husserl chamou de époche, palavra que significa uma maneira comum de olhar e de abandonar os preceitos e crenças em relação ao fenômeno. No terceiro passo da análise, efetua-se a compreensão fenomenológica que sempre envolve uma interpretação. É o momento em que o pesquisador tenta especificar o"significado", que é essência como forma de investigação da experiência vivida. Ao compreender a essência desse conjunto de significados, compreendese, também, a direção da consciência de mundo do sujeito que está voltada para o fenômeno."Desocultado o fenômeno, o pesquisador está apto para repensar sua inquietação e refletir sobre ela, dando mobilidade a esse conjunto de significações."13,14

Da análise fenomenológica originaram-se as essências que revelam o fenômeno, denominadas: O egresso e o mercado de trabalho; Referências teóricas do cuidado; Egressos e enfermeiros assistenciais; Valores profissionais adquiridos na graduação; O egresso e o corpo humano; O egresso e a competência gerencial.

O egresso e o mercado de trabalho

O mercado de trabalho é o contexto social ao qual os egressos aderem, buscando integração para atuar profissionalmente. A realização dos procedimentos de cuidado, a administração de cuidados, bem como o gerenciamento da assistência de enfermagem, na qual desenvolvem suas atividades profissionais, variam conforme o meio social, que sofre influências históricas, culturais, econômicas, sociais e psicossociais, e desafiam o profissional recém-graduado que não teme a ousadia da proposição de mudanças. Isso acontece porque esse profissional traz uma bagagem de vitalidade acadêmica por vezes idealizada que o torna diferente, no cotidiano, dos outros atores da assistência, por sua vez mais experientes e portadores do conhecimento das evidências de cuidado. Essas evidências possuem várias naturezas às quais os novos conhecimentos, trazidos pelos egressos, precisam se adaptar para responder às demandas das diversas realidades dos meios não acadêmicos.

Analisando a declaração dos egressos e a manifestação de autores, percebe-se que os contextos de ensino/ aprendizagem, nos quais os egressos atuaram como acadêmicos, nem sempre retrataram as realidades sociais, os valores e as dinâmicas das situações atualmente vivenciadas por eles. É possível, por exemplo, que a adoção de práticas humanizadas, tais como o cuidado individualizado, o resgate do conjunto familiar e as orientações sobre o autocuidado sejam ações que não aconteçam no cotidiano de todos os hospitais, bem como de todas as instituições de saúde, o que acaba por desestimular a crença na realidade, nos conceitos e nas práticas oriundas da academia:

A gente [egresso] tem uma realidade deturpada, muitas vezes, dentro da faculdade; eu entendo que eles [professores] têm que dar uma base teórica de cuidado, formar pessoas que têm esse conhecimento, mas acho que eles têm que dar a base teórica da realidade do que é o mundo lá fora, e não só a realidade de hospitais-escola. (Q2 S7)

A realidade no mercado de trabalho é outra: é da pessoa [egresso] lutar pelo material, o que também é assistência. E os professores aqui dentro [da escola], se tu disseres isso, eles vão dizer: 'Não, não é assistência!' É, é assistência, sim! É assistência, na medida em que eu estou trabalhando aquilo para poder retornar ao meu paciente. (Q2 S7)

É importante, para realizar ajustes nos projetos curriculares, saber como os egressos consideram a formação recebida, como os novos profissionais se inserem nos locais em que trabalham e quais as áreas mais solicitadas para que eles atuem. Assim, uma reflexão crítica sobre a formação dos acadêmicos e sua relação com as necessidades do mercado de trabalho faz-se necessária para que essa passagem/transição seja compreendida.15

Os relatos a seguir expressam a preocupação dos egressos com a forma de ensino idealizada, distanciada da realidade:

Durante a graduação a gente aprende uma situação ideal demais, principalmente na aula teórica, que não é o que acontece no dia a dia. (Q4S5US3)

Na faculdade, tu aprendes muito a pegar na 'mãozinha' do paciente, dizer: 'Vamos conversar tudo que aconteceu!'. Isso é muito bonito, poético, mas não é a realidade. (Q2S7)

O aluno, muitas vezes, aprende de uma maneira e tem dificuldade de adaptar-se; e eu acho que nessa formação da graduação ele tem que saber que muita coisa ele terá que se adaptar no lado lá fora, que vai chegar à unidade e vai ter situações que ele nunca imaginou com os funcionários, e eu não vi isso durante a graduação. (Q4S5US3)

Causa preocupação, dentre outros aspectos, o fato de os estudantes somente verem a relevância da teoria retrospectivamente, sendo isso, no entanto, percebido de forma idealizada e "descontextualizada". Conclui-se daí que, se o aprendizado tivesse sido efetivo, haveria a percepção do valor do que lhes foi ensinado, o que os tornaria capazes de aplicá-lo "aqui-e-agora."16

Ouvir o egresso e conhecer a opinião dele depois que se desvinculou da universidade, que esqueceu um pouco os laços afetivos e passou a ter um olhar mais maduro, com certa sabedoria, tendo, então, condições de refletir sobre sua experiência acadêmica, tornou-se fundamental para a instituição formadora.17

Referências teóricas do cuidado

Nesta essência, trata-se da base teórica que dá suporte aos cuidados prestados pelos egressos. O referencial teórico, ministrado durante o curso, não foi nominalmente enunciado, porém eles referiram, em suas falas, expressões relativas aos pressupostos teóricos que orientam a grade curricular dessa escola de enfermagem.

Cuidado humanizado foi referido pelos egressos tanto como a base humanista do currículo quanto em relação a conteúdos, oriundos de teorias de enfermagem, que os auxiliaram a compreender em que consiste o cuidado e a reconhecer, por meio deles, os valores desse cuidado:

A questão da humanização é a base da faculdade. A humanização do cuidado, o respeito ao ser humano, a questão do indivíduo com as mesmas necessidades que nós temos... (Q3S3US3)

Acho que o cuidado prestado no meu dia a dia tem fundamento nesta base teórica que a gente teve dentro da universidade. (Q1S5US1)

A faculdade embasa muito bem esse cuidado humano; é enfatizado durante toda tua formação [...]. É muito forte isso no meu trabalho. (Q1S6US1)

Acho que cuido vendo o paciente como um 'todo', não só a parte física, mas também a parte espiritual, parte dos sentimentos e das necessidades desse paciente. (Q1S4US1)

Nessa base teórica percebe-se a diferença como se pensa, analisam-se as coisas de forma diferente em relação ao paciente. (Q1S6US2)

Tem que lembrar que o paciente [usuário] está numa situação de fragilidade, de doença, e que o cuidado tem que ser individualizado. (Q1S1US3)

As asserções acima destacadas tornaram possível compreender que os egressos fazem uso de critérios teóricos para dar suporte ao cuidado que prestam a seus pacientes/usuários. Evidenciaram que o modo como cuidam dos pacientes é precedido de uma reflexão em que se avalia como realizar o procedimento do cuidado.

Os egressos demonstraram ter como referência o entendimento de que o paciente necessita de cuidados para sentir bem-estar físico e espiritual, sendo que o profissional precisa estar apto a perceber o sentido dessas expressões e das necessidades humanas. O acadêmico aprende que o cuidado é a presença do profissional junto da pessoa, decorrendo daí outras ações.

Outro aspecto, manifestado pelos egressos, refere-se à formação com base na integralidade do cuidado que desperta no aluno o respeito ao ser humano na saúde e na doença, o que traz como consequência a individualização do cuidado a ser prestado, a qual leva em conta as características do indivíduo, o meio, a cultura e as crenças.18

A enfermagem realiza o cuidado autônomo e, também, colaborativo a pessoas de todas as idades, às famílias, aos grupos e às comunidades, saudáveis ou doentes, em todos os locais. Ela inclui a promoção da saúde, a prevenção de doenças e o cuidado de doentes, de incapacitados e de pessoas que estão para morrer. Defesa, promoção de um ambiente seguro, pesquisa, participação na modelagem de políticas de saúde e na administração de pacientes e de sistemas de saúde, bem como educação, constituem importantes competências da enfermagem.19

Os referenciais de cuidado humano que permeiam o processo de ensino oferecem aos egressos condições de analisar, fazer e criticar, propiciando-lhes estímulo para revisões teóricas e práticas.20

Egressos e enfermeiros assistenciais

A apreciação a seguir expressa outro aspecto relevante da vivência do egresso no campo do ensino prático, como consequência da atuação tanto dos docentes da escola quanto dos demais profissionais que compõem a equipe assistencial.

Os enfermeiros assistenciais que atuam no campo de ensino têm a responsabilidade de cuidar dos pacientes e, ao mesmo tempo, exemplificar o papel do profissional ao aluno.

Eu acho que os enfermeiros da assistência podem trazer uma contribuição para a faculdade e acabam, às vezes, não tendo a oportunidade de participar da aula, porque a escola é muito fechada. (Q5S2US1 e US3)

O processo de participação de enfermeiros assistenciais no ensino de graduação tem sido objeto de estudos em instituições nas quais o ensino, a assistência e a pesquisa são desenvolvidos mediante a integração docente assistencial21 (Lei nº 5.604, de 2/9/1970).

Os egressos revelaram que o enfermeiro assistencial auxilia no processo de formação, pois demonstra domínio da prática, promove a integração dos alunos com a equipe, associa o aprendizado teórico à atividade prática, ressalta a vivência diária, isto é, a rotina do campo e o vínculo com o paciente como importantes para o alcance de melhores resultados na assistência. Além disso, com a participação do enfermeiro assistencial, eles podem integrar mais a realidade dos cuidados, pois estes apresentam condições de compartilhar conhecimentos, comunicar-se, atualizarse e demonstrar habilidades; têm, também, visão real do ensino e desenvolvem modelos diversificados de relacionamentos interpessoais.22

Outros alunos egressos, quando ingressaram nas instituições como profissionais, perceberam enfermeiros assistenciais desmotivados pela rotina porque desenvolviam a atividade de cuidados da mesma forma repetitiva e mecanizada há muitos anos.

Eu acho que ainda falta motivação suficiente dos enfermeiros para buscar a base teórica e também estudar, porque muita coisa se mantém, se perpetua pela repetição, e não, necessariamente, por estar entendendo o que está sendo feito. (Q2S5US1)

E quando tu consegues que o profissional não seja uma máquina, um robô que faz aquela tarefa do dia a dia por fazer, sem pensar, a gente não está conseguindo um bom profissional de enfermagem, pois um bom profissional não age sem ideias próprias, automaticamente, sem refletir.(Q5 S2 US6)

Há profissionais que evidenciam comportamentos que permitem identificar a dificuldades no trabalho, tais como apatia, indiferenças, descompromisso, irresponsabilidade, relação desumanizada com o cliente, falta de motivação, insatisfação e falta de criatividade, fatores que contribuem para um desenvolvimento profissional não desejado.23

Valores profissionais adquiridos na graduação

Nesta essência, examinam-se aspectos sobre os valores profissionais dos egressos, adquiridos durante o curso de enfermagem, e sobre particularidades advindas do modo como eles desenvolvem o cuidado aos pacientes. Tais valores estão inseridos no projeto político-pedagógico (PPP) e podem ser assimilados mais especificamente nas disciplinas da área profissionalizante do curso de graduação.

Valor é a crença sobre a importância de alguma coisa, sobre o que é relevante, como uma diretriz para orientar o comportamento de alguém. O indivíduo não nasce com valores; ao contrário, eles são formados durante a vida, por meio de informações do meio, da família e da cultura.24

Os egressos relataram muitos momentos, dentre os vivenciados como profissionais, nos quais lhes ficou clara a aquisição de novos valores, como a oportunidades de cuidado que exigiam reflexão e/ou concessões. Essas novas atitudes foram originadas da aquisição de maior discernimento e competência, proporcionados pelo bom senso no modo de apreciar as circunstâncias em que se encontravam os pacientes. Essa postura de prudência e sensatez refere-se à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do que é melhor ou pior, ou seja, modificada pela aprendizagem e pela experiência profissional que se aprimora à medida que se exercita, conforme se observa nos relatos:

É importante que tu penses por que tu precisas cuidar o 'máximo' daquela pessoa em determinados momentos, mas isso 'se perde', isso não pode ser apenas levado em consideração. É primordial, por exemplo, ter o discernimento de que a relação família e cliente são prioridades em determinados momentos de cuidado. (Q1S7US18)

Hoje eu vejo que ensinar uma técnica se ensina em uma semana, um mês no máximo a gente está treinada; agora, os princípios de respeito, de solidariedade, são mais difíceis: aprender a pensar, a criticar, a refletir é mais difícil. (Q3S2US2)

Uma perspectiva pouco considerada pelos enfermeiros diz respeito à interação com a pessoa doente, a qual desperta no egresso a consciência quanto à abrangência do cuidado como um conjunto de ações plenas, mas não acabadas, porque, ao atender uma necessidade do paciente, outras vão surgindo. O egresso quer e sabe fazer, mas essa ponderação "se perde"em meio a outros fazeres e, então, emerge somente o "básico", aquilo que é indispensável, o que reduz as ações a fazeres coletivos, violando princípios do cuidado individualizado.

No que se refere a outro elemento do cuidado, enfermeiras cuidadoras relatam a importância do respeito, associado a uma ação cognitiva de compreender e conhecer a pessoa, ou seja, a enfermeira indica que o respeito precisa ancorar-se num esquema de sentidos ou de representações pré-existentes em seu sistema de referências.25

O egresso e o corpo humano

Durante o curso de graduação, o acadêmico é orientado quanto aos valores humanos. Um dos exemplos mais comuns disso trata da valorização da pessoa em si e de seu corpo, enfatizando o cuidado que lhe deve ser dispensado. Esse aspecto é considerado como valor, sendo um dos alicerces da construção do cuidado humano. Essa concepção é oriunda do modo como o cuidador vê esse corpo e o que o cuidado dele significa, especialmente no que diz respeito ao merecimento de como ele vive e viveu. A descrição do textocorpo mostra ao cuidador que essa é a contribuição indispensável para o aprendizado de quem vai se tornar cuidador:

Ter cuidado com o corpo do paciente, com a forma como tu tratas aquele corpo, que não é só um corpo, é um corpo com vivências, é um corpo com crenças, com valores que tu não podes deturpar naquele momento, mesmo sem querer. E isso é o mais triste porque, às vezes, tu fazes sem querer; quando tu fazes comentários do cotidiano, naquele momento desagradável, e isso é do cuidado também. (Q1 S7)

O corpo é, inicialmente, a sede da experiência sensível e da relação com o mundo como fenômeno, uma vez que essa experiência pode se prolongar em vivências estéticas, implícitas na fala.26

A noção de corpo sensível, que se compreende, é a de um corpo de experiência, considerado como a caixa de ressonância na qual toda vivência, seja ela perceptiva, afetiva, cognitiva ou imaginária, se efetiva. Esse corpo é capaz de, ao mesmo tempo, receber a experiência e remetê-la ao sujeito que a vive, devolvendo-a palpável e acessível. Além disso, também tem a capacidade de, por vias que vão além das ferramentas cotidianas de atenção para si, desvelar facetas de experiências inatingíveis pela via puramente reflexiva, tais como sutilezas, nuances, estados, significações que não são alcançáveis senão pela relação perceptiva íntima com essa subjetividade corporal e que podem nutrir as representações de significações e de valores renovados.27

O egresso e a competência gerencial

Os egressos aludem a fatos que abrangem a prática dos cuidados pela enfermeira. Essa manifestação sugere a compreensão de que se trata de um conjunto de eventos que, vinculados, formam a estrutura da ação cuidado. Essa estrutura é aqui representada pela atitude interativa e pela responsabilidade de coordenar as atividades que preservam aspectos da existência e da experiência da enfermeira, os quais demonstram sua autonomia e presença na execução da assistência:

O enfermeiro é sempre um gerente. Ele sempre gerencia pessoas e comunidades, então o gerenciamento é muito importante. Se tu não fazes um gerenciamento adequado, tu não és um bom gerente, tu não manténs os pacientes, tu perdes espaço para os outros profissionais. Tu acabas sendo uma pessoa manipulada, de fácil manipulação. (Q4S7US6)

A minha formação foi aqui na UFRGS, então a gente tinha uma base, pelo menos. Ter uma base de administração, planejamento e ação, acho que isso norteia a gente a saber onde se está pisando... Eu trabalho em saúde pública. (Q3S8US9)

As coisas mudaram muito. A gente vive, fala do cuidado humano de uma forma conceitual, assim: 'Ah! o cuidado humano tem que ser...' e eu vejo o cuidado humano em gerenciamento de equipe, gerenciamento estratégico e gerenciamento de uma empresa. Porque eu trabalho num local e não adianta eu querer ser a melhor enfermeira, se eu não vejo a parte estratégica, e isso é cuidado humano, eu estou pensando no meu cliente, que eu preciso manter naquela instituição. (Q2S7US41)

A empresa não se mantém do ar, ela se mantém de dinheiro, ela tem custos! E isso é o cuidado humano quando tu pensas que aquilo ali, se eu gastar esse material eu não vou ter mais e eu não vou poder prestar o cuidado adequado para meu cliente, entendeu? (Q2S7US42)

Essas falas permitiram compreender a relação entre cuidado humano, gerenciamento de equipe e gerenciamento estratégico da assistência, sustentando que ambos os gerenciamentos são necessários porque visam ao usuário como sujeito de cuidado e à empresa como destinadora, promotora do desenvolvimento dessa prática social de forma humana e científica. Assim, a enfermeira é um dos sujeitos que realiza cuidados e preserva o patrimônio da instituição em que trabalha, tendo a qualidade na assistência ao usuário como estratégia, sua profissão como atividade social e a redução de custos como propiciadora de satisfação a todos.

Observa-se uma nova tendência na oferta de serviço, no campo da saúde, em relação ao papel do enfermeiro gerente o qual está se tornando decisivo para o cuidado efetivo e com qualidade ao cliente. Para enfrentar essas crescentes responsabilidades e exigências, ele, como líder, deve conhecer novas dimensões para obter resultados de qualidade na assistência ao cliente, traçando novas metas para alcançar objetivos estratégicos institucionais.28

As competências gerenciais do enfermeiro, na perspectiva de um curso de graduação em enfermagem e do mercado detrabalho, retratam formas diferentes de apreciar tanto as determinantes da dimensão estrutural, entendidas como os valores e interesses sociais que regem as políticas de saúde e de educação, enquanto as da dimensão particular que se revelam no âmbito da dinâmica das instituições concretas, como universidades e serviço de saúde. Exemplificando, os autores comentam que, enquanto a instituição de ensino superior, que serviu para este estudo por meio de seu PPP, pretendia formar enfermeiros prioritariamente para dimensionar a política comunicativa e o desenvolvimento da cidadania, o mercado de trabalho de enfermagem, representado pelos discursos dos gerentes de serviços de enfermagem, almejava absorver profissionais com ênfase na competência técnica.29

Percebe-se que o desenvolvimento teórico-prático da disciplina de Administração aplicada à enfermagem se dá no oitavo semestre do curso, podendo isso influenciar na assimilação desse conhecimento. A escola não prevê que os processos de cuidar e administrar sejam distintos, porém isso pode acontecer.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os participantes deste estudo convidam-nos a refletir sobre aspectos que se relacionam ao ensino teóricoprático no curso de graduação em enfermagem, os quais podem se refletir na ação do futuro profissional enfermeiro.

O egresso refere que compreendeu vários aspectos do conhecimento adquirido na academia somente após ter atuado como profissional. Com base nessa experiência, sentiu-se habilitado a tecer considerações sobre o aprendizado acadêmico, orientado pelo currículo da instituição em que se formou. Revela, pois, que houve alguns pontos desse currículo que não foram suficientemente desenvolvidos, enquanto outros não foram oferecidos e poderiam ter sido, tendo em vista a qualidade dos cenários de ensino teórico-prático que essa instituição possui, assim como a qualificação de seu corpo docente. Salienta, entretanto, que o que foi apresentado em relação ao referencial cuidado humano constitui ponto relevante de sua formação.

Como principais legados dessa formação, o egresso considera a capacitação para reconhecer e identificar as necessidades de assistência dos usuários, conforme suas prioridades, assumindo a responsabilidade de proteger e respeitar os valores inscritos no corpo do ser humano. A academia imprimiu nele convicções no modo de agir em prol do ser humano e o orientou sobre os fundamentos científicos. Esclareceu-lhe, inclusive, que a habilidade prática é adquirida com o fazer continuado, ao passo que os valores e os outros conhecimentos são construídos ao longo do tempo, com o exercício da profissão.

O egresso relaciona, também, o gerenciamento e o cuidado como aprendizado concreto e aplicável, pois esse conhecimento lhe assegura compreender as estratégias e condições de como bem assistir o ser humano, de como preservar o espaço profissional e contribuir para a conservação do patrimônio da instituição de trabalho.

Entretanto, após conhecer outros contextos assistenciais diferentes daqueles proporcionados pela escola como campo de ensino teórico-prático, ele percebe um distanciamento entre a realidade do que é ensinado e a realidade social, na qual devem ser aplicados os conhecimentos adquiridos. Apoia essa afirmação na percepção de que determinados aspectos da base teórica, difundida na academia, constituem algo mais idealizado do que aplicável, pois lá ele vivenciou atitudes de como tratar o paciente que não são conciliáveis com essa realidade social.

Assim, ele sente necessidade de ressignificar alguns conceitos e de criar novas formas de fazer, referindose às dificuldades de adaptação do que foi ensinado/aprendido em relação ao que é realizável. Defronta-se, também, com o outro, não o paciente, mas que é parte de seu fazer-agir: a equipe.

Reconhece, na atuação dos profissionais assistenciais do campo de ensino teórico-prático, que o conhecimento e a experiência desses profissionais são diferentes daqueles ensinados pelo professor e, por isso, eles poderiam - ou talvez deveriam - participar mais ativamente do ensino acadêmico.

Identifica, na atuação dos profissionais da assistência, que a passagem do tempo no exercício da profissão, quando este é realizado sem estímulos para atualizações e novas condições de desenvolvimento das habilidades práticas, bem como sem encorajamento para novas buscas, determina a redução na qualidade do cuidado, a automação no desempenho dos profissionais, assim como o empobrecimento dos argumentos e da reflexão do ser profissional.

Os aspectos que constituíram o fenômeno manifestado neste estudo demonstraram que o egresso se encontra em condições de contribuir com sua instituição, EEUFRGS. Estando em contato com a diversidade da assistência e com novas tecnologias, ele pode atuar como elo entre as exigências da sociedade e o ensino desenvolvido pela instituição por meio de estudos que venham a preencher lacunas.

 

REFERÊNCIAS

1. Masetto MT. Competência pedagógica do professor universitário. São Paulo: Summus; 2003.

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