REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

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Volume Atual: 23:e-1212 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20190060

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Pesquisa

Perfil sociodemográfico e clínico dos idosos atendidos em uma instituição filantrópica no interior de Minas Gerais

Socio-demographic and clinical profile of older patients assisted in a philanthropic institution in the interior Minas Gerais

Juliana Nunes Costa Corgozinho1; Paulo Henrique da Cruz Ferreira2; Thabata Coaglio Lucas3

1. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM, Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso. Diamantina, MG - Brasil
2. Santa Casa de Caridade de Diamantina. Diamantina, MG - Brasil
3. UFVJM, Departamento de Enfermagem. Diamantina, MG - Brasil

Endereço para correspondência

Thabata Coaglio Lucas
E-mail: thabataclucas@gmail.com

Submetido em: 25/04/2018
Aprovado em: 06/07/2019

Contribuições dos autores: Análise Estatística: Thabata C. Lucas; Coleta de Dados: Juliana N. C. Corgozinho, Paulo H. C. Ferreira; Conceitualização: Juliana N. C. Corgozinho, Paulo H. C. Ferreira, Thabata C. Lucas; Gerenciamento de Recursos: Thabata C. Lucas; Gerenciamento do Projeto: Thabata C. Lucas; Metodologia: Juliana N. C. Corgozinho, Thabata C. Lucas; Redação - Preparação do Original: Juliana N. C. Corgozinho, Paulo H. C. Ferreira, Thabata C. Lucas; Redação - Revisão e Edição: Juliana N. C. Corgozinho, Paulo H. C. Ferreira, Thabata C. Lucas.

Fomento: Não houve financiamento.

Resumo

OBJETIVO: determinar o perfil sociodemográfico e clínico dos idosos internados em uma instituição filantrópica no interior de Minas Gerais.
MÉTODOS: estudo documental, retrospectivo, descritivo, em que foram analisados os prontuários dos idosos internados no período de janeiro a outubro de 2017. O cálculo amostral foi realizado pelo teorema central dos limites, resultando em 400. Na análise de mediana utilizou-se a estatística não paramétrica de Mann-Whitney. Para a análise das variáveis categóricas usou-se o teste qui-quadrado de Pearson. Foi adotado de forma fixa o nível de significância 5%. Quanto aos dados sociodemográficos, 35% dos idosos eram maiores de 80 anos, 52,7% do sexo masculino, 36% casados, 74,8% com comorbidades e 70,9% faziam uso de medicamentos.
RESULTADOS: a associação entre comorbidades e uso de medicamentos foi significativa (p=0,0002). Quanto aos dados clínicos, os principais diagnósticos de internação relacionavam-se ao sistema cardiovascular (26,8%), sendo a associação entre o diagnóstico de internação e a evolução clínica significativa (p<0,001). A taxa de reinternação foi de 42,5%. O tempo de permanência prevaleceu entre um e 10 dias (79%) e a evolução clínica para a alta (74,8%) prevaleceu quando se comparou ao óbito (19,8%). A associação entre tempo de permanência e a evolução clínica foi significativa (p=0,005).
CONCLUSÃO: este estudo pode gerar implicações positivas para a melhora da qualidade do atendimento dos idosos, uma vez que o perfil sociodemográfico e clínico desses pacientes possibilita a geração de indicadores de saúde, essenciais para a redução do tempo de internação, taxas de morbimortalidade e reinternações.

Palavras-chave: Assistência a Idosos; Saúde do Idoso Institucionalizado; Estudos Retrospectivos; Enfermagem.

 

INTRODUÇÃO

O envelhecimento populacional é um cenário sociodemográfico mundial que vem crescendo, sobretudo, nos países em desenvolvimento.1,2 A pessoa idosa é definida como aquela com 60 anos ou mais em países em desenvolvimento e com 65 anos ou mais em países desenvolvidos.3

O processo de envelhecer pode gerar impactos econômicos, sociais e epidemiológicos no país, uma vez que o idoso, além de perder seu vínculo profissional, tende a perder de forma gradual suas funções orgânicas e fisiológicas.4,5 Tais modificações podem gerar aumento na taxa de readmissão hospitalar.3-5

Além disso, podem ocorrer readmissões não planejadas, uma vez que, com a internação hospitalar, o idoso reduz suas atividades de vida diária e pode desenvolver novos déficits funcionais com a hospitalização.2-5

A alta prevalência de reinternações hospitalares contribui para gerar reflexos nas demandas sociais, de saúde e na previdência, o que implica a incidência de hospitalizações.2

Nos Estados Unidos da América (EUA), a taxa de readmissão hospitalar do idoso foi de 18,3% em pacientes com infrações agudas do miocárdio, 23% com insuficiência cardíaca congestiva e 17,6% com pneumonia.5 As taxas de readmissões nos EUA obtiveram média de 18,4%, podendo resultar em despesas excessivas de aproximadamente US$ 17 bilhões por ano, além de expor o paciente a riscos de infecções e perdas funcionais.5

No Brasil, 31,42% dos custos com hospitalizações são referentes a indivíduos maiores de 60 anos.6 A população brasileira de idosos passou de 9,7% em 2004 para 13,7% em 2014. E, de acordo com a projeção da população realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2013, esse aumento poderá chegar a 18,6% em 2030 e a 33,7% em 2060.7

A taxa de internação hospitalar e a taxa de ocupação do leito são muito mais prevalentes e prolongadas em idosos, sobretudo quando associadas a doenças cardiovasculares.1,8-9 Estudos epidemiológicos confirmam que as principais causas de internação entre idosos referem-se ao sistema cardiovascular.1,8,9 Apesar desses três estudos apresentarem como maior prevalência as doenças cardiovasculares (32,55%, 44,13% e 24,8%), a segunda principal causa variou entre eles.1,8,9 Enquanto um estudo encontrou como segunda causa as doenças relacionadas ao aparelho respiratório com taxa de 27,9%, os outros dois referiram as neoplasias com taxas de 24,72% e 13,1%, respectivamente.1,8,9

A prevalência das doenças crônicas não transmissíveis, em especial as cardiovasculares, respiratórias e neurológicas, além de aumentar consideravelmente na população idosa, são fatores de risco para hospitalização e mortalidade.10 A identificação desses fatores pode gerar indicadores de saúde que são essenciais para a melhoria da vigilância e qualidade no atendimento aos idosos hospitalizados.10

A hospitalização do idoso pode não indicar a melhoria da sua condição clínica de internação, pelo contrário, ela pode gerar diminuição da qualidade de vida e o surgimento de complicações não relacionadas ao problema que levou à admissão hospitalar.11,12 A gravidade das condições clínicas e patológicas nos idosos e monitoramento inadequado podem ocasionar reações adversas incapacitantes, o que aumenta a incidência de reinternações nos idosos.1

Entender o perfil sociodemográfico e clínico dos idosos é relevante tanto para a prática clínica quanto para comunidade científica, pois possibilita desenvolver ações institucionais efetivas que serão específicas para cada população de idosos. Tais ações fortalecem os serviços de saúde para melhora na detecção e controle de doenças crônicas, comorbidades e fatores de risco que, se não identificados, podem levar a reinternações e aumento da morbimortalidade no período de permanência hospitalar.2

Vários estudos avaliaram o perfil epidemiológico de idosos internados, demonstrando a importância do levantamento de demandas e o planejamento de cuidados diferenciados a esse público.1,8,9,12 Mas há ainda uma lacuna no conhecimento científico no que diz respeito ao perfil clínico, social e demográfico dos idosos em regiões do interior do Brasil que ainda requerem demandas de cuidados específicos e individualizados para melhor vigilância e impacto positivo no atendimento a essa população. Diante de tal desafio, o presente estudo teve como objetivo determinar o perfil sociodemográfico e clínico dos idosos internados em uma instituição filantrópica no interior de Minas Gerais.

 

METODOLOGIA

Estudo descritivo e retrospectivo realizado no período de janeiro a outubro de 2017 em uma instituição filantrópica de Diamantina-MG, Brasil. A cidade de Diamantina situa-se em uma região denominada Alto Jequitinhonha, que se destaca devido à grande discrepância entre a população de abrangência prevista para uma região ampliada de saúde (1.000.000 habitantes) e a população da região ampliada de saúde Jequitinhonha (374.199 habitantes).13

O presente estudo foi realizado numa instituição filantrópica considerada de médio porte e que possui 100 leitos de internação. Esses leitos são distribuídos em clínicas (médica, cirúrgica, neurológica e convênios) e centro de terapia intensiva.

No período do estudo, foram hospitalizadas 4.433 pacientes de todas as faixas etárias, entre eles 2.058 com idade igual ou maior de 60 anos, de ambos os sexos, nas clínicas médica, neurológica, cirúrgica e convênios. O cálculo amostral foi realizado com base no teorema central dos limites, que descreve a distribuição da média de uma amostra aleatória de uma população não normal com variância finita, calculada por meio de um intervalo de confiança de 95%, resultando em 400 participantes. Os 400 prontuários foram obtidos por meio de sorteio aleatório simples. A perda amostral foi de 28%, devido à falta de informações contidas nos prontuários e, sendo assim, 112 prontuários foram substituídos.

O instrumento de coleta de dados foi construído pelos próprios autores de acordo com os parâmetros que foram estudados no prontuário. As variáveis de escolha foram baseadas em estudos anteriores que diziam respeito ao perfil de idosos internados nas instituições de saúde.4,5,14-16

A ficha de dados construída foi composta das seguintes variáveis: sociodemográficas (sexo, idade, procedência e estado civil) e clínicas (diagnóstico médico, tempo de internação, reinternações no ano, evolução clínica - alta, transferência ou óbito -, comorbidades e fatores que prolongam o tempo de internação). Os prontuários foram codificados para evitar a identificação dos indivíduos.

Como critérios de inclusão, foram considerados todos os prontuários de pacientes internados nas clínicas médica, neurológica, cirúrgica e convênios da instituição em questão, de ambos os sexos, com idade igual ou maior de 60 anos. Aqueles pacientes que não possuíam prontuário online foram excluídos deste estudo. Alem disso, para a definição de um perfil específico e característico das unidades de internação, os idosos admitidos na unidade de terapia intensiva foram excluídos do presente trabalho. Os idosos criticamente enfermos podem apresentar necessidades diferenciadas de tratamento e de acometimentos clínicos que talvez influenciem na especificidade do perfil dos que eram admitidos nas unidades de internação.

Os dados coletados foram categorizados e analisados no Software Statistical Package for the Social® versão 20 (SPSS). As variáveis foram analisadas por métodos estatísticos descritivos e, depois de constatada a rejeição da hipótese de normalidade dos dados por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov, optou-se por utilizar mediana e quartis. Na análise de mediana utilizou-se a estatística não paramétrica de Mann-Whitney. Para a análise das variáveis categóricas, utilizou-se o teste qui-quadrado de Pearson. Foi utilizado de forma fixa o nível de significância 5% para todas as análises realizadas.

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, sob o parecer de número 2.468.631 de 2017.

 

RESULTADOS

No presente estudo, verificou-se que, das 4.433 internações ocorridas, 2.058 (46,42%) referiam-se a pacientes idosos. O cálculo amostral selecionou, entre os 2.058 idosos, 400 prontuários para coleta de dados, sendo 134 (33,5%) de pacientes de 60 a 69 anos, 126 (31,5%) de 70 a 79 anos e 140 (35%) acima de 80 anos de idade.

O perfil sociodemográfico e o tempo de permanência dos idosos internados na instituição de estudo são apresentados na Tabela 1.

 

 

Dos 400 prontuários dos idosos pesquisados, 299 (74,8%) apresentavam comorbidades, entre elas: 57,5% hipertensão arterial sistêmica (HAS), 20,5% diabetes mellitus (DM), 16,3% dislipidemia, 18,5% insuficiência cardíaca congestiva (ICC), 4,8% insuficiência coronariana, 8,0% doença de Chagas, 18,5% doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), 12,5% insuficiência renal crônica e/ou 2,0% depressão. Destes, 212 (70,9%) faziam uso regular de medicamentos específicos para cada tipo de comorbidade.

No presente estudo, consideraram-se “fatores que prolongam o tempo de internação” as seguintes variáveis: tabagismo 48 (12,0%), etilismo 30 (7,5%), transtornos mentais 25 (6,3%), demências 18 (4,5%) e depressão oito (2,0%). Do total de hospitalizados, 77,3% dos prontuários não continham informações sobre esses fatores.

Os diagnósticos de internação foram organizados nos seguintes grupos: cardiovascular, respiratório, digestivo, urinário, neurológico, infecções, neoplasias e outros. Entre as principais causas de internações verificou-se que prevaleceram aquelas relacionadas ao aparelho cardiovascular, 107 (26,8%): ICC (10,3%), infarto agudo do miocárdio (2,3%), angina instável (3,8%) e bloqueio atrioventricular total (2,5%). A segunda maior causa de internação foi o grupo neurológico, 105 (26,3%): acidente vascular encefálico (14,1%), hematoma subdural crônico e agudo (4.6%) e traumatismo cranioencefálico (1,5%).

A associação entre o diagnóstico de internação e a evolução clínica apresentou resultado significativo, p<0,001. Em relação às principais causas que levaram os pacientes ao óbito, 33,3% foram relativos ao sistema respiratório, 14,9% ao sistema cardiovascular e 11,4% ao sistema neurológico.

Das 400 internações, 230 (57,5%) referiam-se a idosos internados pela primeira vez na instituição e 170 (42,5%) àqueles com pelo menos duas internações no ano.

As associações entre o tempo de permanência e os diagnósticos de internação, as comorbidades e a evolução clínica dos idosos são apresentadas na Tabela 2.

 

 

A associação entre as reinternações e a procedência e as comorbidades é mostrada na Tabela 3.

 

 

Na Tabela 4 são representadas as associações entre o sexo e a evolução clínica e o estado civil. A seguir, observa-se o cruzamento entre comorbidades e a evolução clínica e o uso regular de medicamentos em domicílio.

 

 

A Tabela 5 demonstra as associações entre as faixas etárias e as comorbidades, o número de medicamentos de uso regular em domicílio, motivos da internação e evolução clínica.

 

 

DISCUSSÃO

No presente trabalho, a prevalência de idosos internados no período do estudo foi de 46,42% do total das hospitalizações. Estudo epidemiológico transversal encontrou prevalência de 33,96% de idosos do total de pacientes hospitalizados no estado de Minas Gerais em um período de estudo semelhante a este estudo.7

A taxa elevada de idosos internados pode ser explicada pelo aumento crescente da prevalência de idosos que procuram o setor terciário de atendimento devido aos possíveis agravos das doenças preexistentes.7 Pode ser ainda, devido à falta da realização de medidas sistemáticas de controle e vigilância, na atenção primária à saúde, o que provoca o aumento da procura por serviços terciários.9

Apurou-se que a maior taxa de idosos hospitalizados encontrava-se na faixa etária acima de 80 anos (35%). Estudo transversal realizado em Salvador, Bahia e outro estudo de coorte na cidade de Sete Lagoas-MG sobre a prevalência de idosos internados em instituições de saúde também identificaram elevadas taxas nessa faixa etária, sendo 43,8 e 50,4%, respectivamente.12,14 Essa prevalência pode estar associada ao maior número de comorbidades e limitações funcionais que os idosos acima de 80 anos geralmente apresentam quando comparados a idosos com menores faixa de idade.15-17 Pesquisa observacional prospectiva realizada em Paris, França, revelou que idosos entre 80 e 89 anos apresentaram alta taxa (72%) de comorbidade associada a história de insuficiência cardíaca e fibrilação arterial, o que contribuía para aumentar o tempo de permanência no hospital.17

A maior proporção de idosos deste estudo foi do sexo masculino (52,7%). Estudos descritivos realizados em Niterói, Rio de Janeiro-RJ e no interior de São Paulo-SP obtiveram prevalência de 58,1 e 53,8%, respectivamente, de idosos internados do sexo masculino.1,9 A baixa participação dos homens nas ações preventivas associada a fatores externos tais como o tabagismo e o etilismo expõe o homem a maior vulnerabilidade e, consequentemente, tendem a apresentar maior número de reinternações quando comparados às mulheres.9 Além disso, estudos verificaram que a maior procura dos homens pelas instituições de saúde acontece geralmente quando há exacerbação da sua condição clínica e patológica.9,15

Em contrapartida, estudo epidemiológico descritivo realizado em Fortaleza, Ceará, para definição do perfil de idosos internados encontrou prevalência do sexo feminino (56%), quando comparado ao sexo masculino.11

Neste estudo, o estado civil mais prevalente entre os idosos de ambos os sexos foi a situação casado (36%). Dois estudos descritivos realizados no Rio de Janeiro e em Fortaleza, Ceará também avaliaram o perfil dos idosos internados e identificaram taxas semelhantes de 46,5, 42,6%, respectivamente.1,11

No presente estudo, foi encontrada diferença significativa (p<0,05) entre o estado civil e o sexo masculino e feminino. Esse dado também foi encontrado em um estudo observacional retrospectivo realizado para descrever o perfil da população idosa na Itália.16 O estado civil casado foi mais prevalente no sexo masculino (64,9%) e a viuvez no sexo feminino (79,1%). Esse estudo realizado na Itália corrobora os achados da presente investigação com taxas semelhantes de 57,6% de homens casados e 74% de mulheres viúvas.16 Esse dado pode ser explicado pela maior sobrevida da população feminina, levando-se em conta que os homens se expõem com mais frequência a situações de vulnerabilidade durante a vida, tais como incidentes automobilísticos, proporcionando o aumento das taxas de mortalidade.11 Além disso, os homens após a viuvez têm mais probabilidade de se casarem novamente.14

De acordo com dados encontrados em estudo descritivo para definição do perfil de idosos em um hospital de Maceió, Alagoas, doenças crônicas não transmissíveis em idosos hospitalizados foram de 79,89%.8 Essa taxa foi semelhante à encontrada neste trabalho, de 70,9%.

Tais taxas podem ser justificadas pela transição demográfica no perfil epidemiológico da população. A tendência atual é a redução da ocorrência de doenças infectocontagiosas e parasitárias e o aumento da prevalência das doenças crônico-degenerativas.15

Encontrou-se, nesta pesquisa, prevalência das seguintes comorbidades: HAS 57,3%, DM 20,5%, DPOC 18,5% e ICC 4,8%. As complicações fisiológicas decorrentes dessas doenças, assim como o tratamento inadequado, podem provocar hospitalizações e tornarem-se fator de risco para o óbito.10

Importante comentar que tais taxas de comorbidades são dependentes da região e do perfil específico de cada instituição de saúde. Resultados semelhantes de priorização de comorbidades em idosos também foram encontrados em estudo multicêntrico prospectivo observacional europeu, com prevalência de 79% de pacientes hipertensos, 33% diabéticos e 43% com ICC.17 Outro estudo realizado em Natal, Rio Grande do Norte, também do tipo transversal, encontrou a seguinte ordem de classificação das comorbidades: HAS 50%, DM 25,5%, artrite/artrose 17%, osteoporose 12,8% e cardiopatia 8,5%.2

No presente trabalho, obteve-se que 57,5% dos idosos faziam uso regular de medicamentos específicos para cada tipo de comorbidade. Em estudo epidemiológico descritivo em Fortaleza, Ceará, que também avaliou o uso regular de medicações, foi relatada taxa semelhante, de 53,3%.11. O tratamento medicamentoso pode desempenhar papel decisivo na vida do idoso portador de doenças, pois, além de controlar sinais e sintomas, reduz a morbimortalidade e evita futuras reinternações.11

Nesta pesquisa, a associação entre o uso de medicamentos regulares específicos para cada comorbidades e a faixa etária teve resultado significativo, p=0,008. Estudo retrospectivo de análise de prontuário realizado em uma instituição de saúde na Itália com pacientes idosos informou que 63,8% do total de pacientes idosos fazia uso regular de medicamentos, tais como antidiabéticos orais.16 A prevalência de uso diminuiu, no entanto, com a idade, uma vez que 24,9% dos idosos que utilizavam medicamentos eram maiores de 75 anos, 36,2% entre 65 e 75 anos e 38,9% menores de 65 anos.16

Com o avançar da idade, o idoso fica mais vulnerável a perdas funcionais e a adquirir comorbidades, como as doenças crônicas cardíacas e neurológicas, e ao desenvolvimento de demências.16-19 Tais comorbidades podem influenciar no uso regular de medicações. Além disso, outros fatores, como o social, a escolaridade e as alterações cognitivas, também podem impactar no uso de medicações.18,19 Apesar de não abordado neste estudo, pesquisas atuais mostraram que a educação e a renda são determinantes sociais essenciais para a saúde física e mental dos idosos, o que influencia também no número de medicações em uso domiciliar.17-19

Estudo prospectivo multicêntrico com idosos europeus com idade igual ou maior de 75 anos evidenciou que 40% destes apresentavam algum tipo de demência.17 Contudo, nesta pesquisa, obteve-se que, dos idosos hospitalizados, apenas 4,5% apresentavam registros do diagnóstico e tratamento prévio para algum tipo de demência.

De acordo com a OMS, as demências, apesar de atingirem principalmente a pessoa idosa, não são doenças decorrentes do envelhecimento.18 Tal afirmação pode justificar a taxa encontrada neste estudo, de 4,5%, quando comparada aos outros diagnósticos de internações. Vale ressaltar, no entanto, que nesta investigação a idade versus a demência apresentou valor significativo (p<0,05).

Verificou-se, neste estudo, que 12% dos idosos hospitalizados eram tabagistas. Pesquisa europeia retrospectiva de análise de prontuário descreveu que 16% dos idosos internados eram tabagistas.16

Os principais diagnósticos de internação deste estudo estavam relacionados aos sistemas cardiovascular (26,8%), neurológico (26,3%) e respiratório (14,2%). Levantamento quantitativo realizado em Maceió, Alagoas, corrobora esse achado em relação à primeira causa de internação, na qual se encontraram 44,13% seguidos de 24,72% de neoplasias e 5,86% sistema digestório.8 Do mesmo modo, outro estudo realizado no interior de SP, porém, transversal, obteve como resultado 24,8% de afecções cardiovasculares, seguidas de 13,1% neoplasias e 11,6% doenças gastrointestinais.9

Outro estudo quantitativo descritivo realizado no Rio de Janeiro-RJ encontrou maior prevalência das doenças cardiovasculares (32,55%), seguidas das doenças do aparelho respiratório (27,90%).1

As doenças cardiovasculares, além de constituírem a principal causa de hospitalizações entre idosos, também são consideradas a primeira causa de óbitos nessa população.9

Pesquisa que revisou as diretrizes de práticas clínicas de prevenção das doenças cardiovasculares revelou que os idosos com idade acima de 75 anos apresentam risco aumentado para as doenças cardiovasculares.19 Essa afirmativa foi justificada pelas acentuadas perdas funcionais do aparelho circulatório, maior número de comorbidades, consequente aumento de perdas funcionais adquiridas com o avançar da idade e adesão diminuída aos tratamentos.19 Sendo assim, pode gerar maior número de hospitalizações, reinternações e óbitos associados ao aparelho cardiovascular.19

Estudo retrospectivo realizado nos EUA avaliou as taxas e os fatores preditores para internação e reinternação.20 A doença cardiovascular, como diagnóstico de internação, foi considerada como um dos principais fatores de risco para reinternações em idosos.20

Pesquisa transversal realizada no Nordeste do Brasil indicou que a associação entre o diagnóstico de internação e a evolução clínica foi significativa (p=0,001), apresentando como primeira causa de óbito as doenças cardiovasculares.16 No presente trabalho, a associação entre o diagnóstico de internação e a evolução clínica também apresentou significância, p<0,001. Contudo, a primeira causa que levou os pacientes ao óbito estava associada ao sistema respiratório, 33,3%, seguido do cardiovascular, 14,9%.

Das 400 internações, 230 (57,5%) referiam-se a idosos internados pela primeira vez na instituição e 170 (42,5%) àqueles com reinternações no ano. Sabe-se que portar doenças crônicas e fazer uso de várias medicações são fatores de risco para reinternações em idosos.20

Estudo transversal encontrou taxa de readmissão de 50,0% dos idosos hospitalizados no ano 2015.22 Contudo, avaliação de coorte longitudinal retrospectiva realizada entre idosos diabéticos beneficiários de uma instituição de saúde acusou o valor de 13,2% como taxa de readmissões entre idosos portadores de DM do tipo 2.20 As taxas de readmissão reduzidas entre os portadores de DM desse estudo pode ser justificada pela realização do gerenciamento do cuidado específico para diabéticos, que é típico da instituição.20 Diante desses achados, pode-se inferir que o conhecimento do perfil de pacientes que geralmente são reinternados nas instituições de saúde possibilita melhor gerenciamento institucional e administrativo dos cuidados em saúde do idoso.

No que diz respeito ao tempo de permanência, foi observada maior frequência de idosos internados um a 10 dias, sendo a mediana de cinco. Dados encontrados em estudo transversal sugeriu tempo de permanência superior a sete dias, sendo a mediana de três.9 O cuidado da equipe multiprofissional influencia na evolução durante o período de internação do idoso, promove a recuperação e reduz o tempo de permanência do hospitalizado.9 Além disso, quanto menos o idoso permanecer hospitalizado, menor será o tempo de utilização de medidas invasivas e menor será o tempo exposto a meios de transmissão de bactérias e medicamentos, reduzindo, assim, o risco de complicações.15

Considerando a evolução clínica das hospitalizações, foi encontrada maior prevalência da alta hospitalar (74,8%), seguida de óbitos (19,8%) e transferências (4,3%). Em pesquisa transversal no interior de São Paulo, verificou-se ordem de classificação semelhante, com 88,9% de alta hospitalar seguida de 10,5% de óbitos e 0,6% de transferências.9 Apesar de ambos os estudos acontecerem em regiões diferentes, a prevalência da alta em relação ao óbito pode indicar bons indicadores de saúde, pois diminui o risco de declínio funcional, das iatrogenias e das readmissões hospitalares.9 As orientações ao idoso antes da alta também contribuem para evitar reinternações e possíveis gastos onerosos com as internações, pois melhora a capacidade do autocuidado e o conhecimento de seu estado de saúde.23

A evolução clínica associada ao sexo não apresentou significância (p= 0,911). Estudo transversal realizado no Nordeste do Brasil corrobora este dado, apresentando p=0,233 para a mesma associação.21

As associações entre reinternações e ICC (p=0,001) e entre reinternações e DPOC (p=0,01) foram significativas. Em estudo retrospectivo realizado nos EUA em que foram associadas as mesmas variáveis também foram constatadas significâncias, apresentando p<0,001 para as duas associações: reinternações e ICC (p<0,001) e reinternações e DPOC (p<0,001).23

As associações entre reinternações e HAS (p>0,05) e entre reinternações e DM (p>0,05) não apresentaram resultado significativo nesta pesquisa. Contudo, o estudo retrospectivo realizado nos EUA detectou resultado significativo para as duas associações: entre reinternações e HAS (p<0,001) e reinternações e o DM (p<0,001).23

A associação entre idade e comorbidades foi significativa, com valor de p=0,048. Estudo transversal no município de Bagé, no Rio Grande do Sul, encontrou que 81,3% do total de idosos apresentavam duas ou mais comorbidades.24 Relacionando à idade, informou que 83,3% dos idosos com idade igual ou acima de 75 anos apresentaram duas ou mais comorbidades.24 Esse estudo afirma que portar mais de três comorbidades torna-se um fator preditor para hospitalização, já que, quanto maior o número de comorbidades, maior a probabilidade de internações.24

Verificou-se associação significativa entre a evolução clínica e as seguintes variáveis: idade (p=0,001), comorbidades (p=0,043) e tempo de permanência (p=0,005). Estudo transversal realizado no Nordeste do Brasil corrobora esse dado, propondo p=0,045, p=0,003 e p<0,001, respectivamente para as mesmas associações.21 Fatores como faixa etária e comorbidades devem ser rapidamente identificados no momento da internação, levando em conta que a idade é fator de risco para mortalidade hospitalar, independentemente de outra característica clínica.15

No presente estudo, foi significativa, ainda, a idade versus DPOC (p<0,05). Esse achado é condizente com o processo de senescência, que faz com que os pulmões apresentem perdas funcionais naturais do envelhecimento e as características dessa doença, tais como alterações na resistência, elasticidade e complacência dos pulmões.23,24

Outra associação significativa encontrada neste estudo refere-se à idade versus o diagnóstico de internação (p=0,002). Observa-se, com este achado, que são encontrados diagnósticos de hospitalização prevalentes para cada faixa etária, o que pode ser explicado pelo processo do envelhecimento ao qual o organismo se encontra em perdas progressivas.

Encontrou-se que a existência de comorbidades foi significativa (p<0,01) quando comparada ao uso regular de medicamentos de uso domiciliar. Interessante comentar que idosos portadores de doenças crônicas que tendem a fazer uso regular de medicações, além de evitar internações, evitam agravos futuros devido a possíveis descontroles de tais doenças.

As limitações deste estudo incluem a falta de informações completas nos prontuários, o que poderia influenciar nas taxas encontradas no presente estudo. Os resultados aqui encontrados, no entanto, especificam o perfil dos idosos da instituição avaliada, com taxas semelhantes a vários estudos científicos nacionais e internacionais, o que valida os achados deste trabalho.1,8,9,16 Outra limitação é que esta pesquisa foi realizada em somente uma instituição de saúde do interior de Minas Gerais, sendo assim, não possibilitou a comparação de várias instituições de saúde no Brasil. Esta pesquisa, no entanto, demonstra que cada região tem a sua especificidade e particularidades que devem ser identificadas para possibilitar um atendimento individualizado e específico para cada tipo de população de idosos.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo obteve que o idoso apresenta alta taxa de hospitalização (46,42%) e reinternação (42,5%). A maior prevalência foi de doenças cardiovasculares (26,8%). Os idosos que evoluíram a óbito, no entanto, tiveram maior prevalência de doenças relacionadas ao aparelho respiratório (33,3%) quando comparadas às doenças cardiovasculares (14,9%).

Dos idosos admitidos, 70,9% apresentavam alguma comorbidade, entre elas HAS (57,3%), DM (30,5%) e DPOC (18,5%). A associação entre comorbidades e o uso regular de medicações e faixa etária foi significativa (p<005). Em contrapartida, não foi significativo (p>0,05) quando as comorbidades foram comparadas ao tempo de permanência.

Este estudo fornece evidências empíricas sobre aspectos demográficos e clínicos relevantes para a saúde do idoso nas sociedades contemporâneas. Os resultados sugerem, ainda que, as variáveis analisadas no presente estudo podem ser eficazes na redução do risco de readmissões, já que, quando identificados precocemente, possibilitam abordagem diferenciada para cada região do país, atendendo a diferentes necessidades de prevenção da saúde. Além disso, a abordagem multidisciplinar proporciona mais vigilância e a criação de protocolos de atendimento específicos ao idoso.

Apesar da deterioração natural do organismo associada ao envelhecimento, conhecer o perfil institucional do idoso contribui para a prática clínica no que diz respeito ao atendimento planejado e geração de indicadores de saúde que são essenciais para a redução do tempo de internação, taxas de morbimortalidades e reinternações.

Trabalhos futuros para a comunidade científica podem ser desenvolvidos para comparação clínica e experimental das doenças cardíacas, respiratórias e endócrinas associadas a reinternações, infecções e estados fisiológicos e clínicos dos idosos, sobretudo maiores de 75 anos de idade.

 

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