REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

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Volume: 14.3

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Revisão Teórica

A influência da tecnologia na sobrevivência do recém-nascido prematuro extremo de muito baixo peso: revisão integrativa

The influence of technology in newborn survival of extremely premature infants with very low weight: integrative review

Anatércia Muniz de MirandaI; Daniella Imaculada Barros CunhaII; Silvana Maria Fagundes GomesII

IEnfermeira Mestre pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Doutoranda em Ciências da Saúde, Infectologia e Medicina Tropical pela UFMG. Docente do Centro Universitário UNA
IIEnfermeira pelo Centro Universitário UMA. Pós-graduanda em MBA em Gestão e Auditoria em Saúde pela Faculdade Pitágoras

Data de submissão: 12/5/2009
Data de aprovação: 2/8/2010

Resumo

O avanço da tecnologia, aliado ao cuidado mais humanizado nos últimos vinte anos, resultou no aumento da sobrevivência de recém-nascidos pré-termo extremos, classificados com o peso ao nascimento inferior a 1.500 gramas e a idade gestacional inferior a 28 semanas. Há, porém, uma preocupação em torno da qualidade de vida desses prematuros em longo prazo. O peso, ao nascimento, é considerado um dos mais importantes indicadores da qualidade de vida do neonato, por contribuir consideravelmente para a mortalidade infantil neonatal. Neste trabalho reúnem-se artigos que demonstram a importância do avanço tecnológico na sobrevida do recém-nascido prematuro extremo de muito baixo peso, podendo significar um estudo de grande relevância para futuras avaliações. Trata-se de um estudo de revisão integrativa de artigos da literatura nacional encontrados nas bases de dados LILACS e SCIELO sobre a influência da tecnologia na sobrevivência do recém-nascido prematuro extremo de muito baixo peso, no período compreendido entre 1988 e 2008. Foram selecionados 20 artigos na íntegra. Após a análise dos artigos incluídos na revisão, os resultados dos estudos apontaram que o desenvolvimento tecnológico tem proporcionado uma sensível redução na morbimortalidade do recém-nascido pré-termo extremo, trazendo, no entanto, algumas consequências que podem ser consideradas danosas. Por meio dos estudos, foi possível verificar a carência de estudos nacionais referentes à sobrevivência do prematuro extremo de muito baixo peso. O avanço da tecnologia resultou, de fato, no aumento da sobrevida desses recém-nascidos, mas, em contrapartida, muitas morbidades surgiram com a utilização dessa tecnologia.

Palavras-chave: Prematuro; Recém-Nascido de muito Baixo Peso; Mortalidade Neonatal; Terapia Intensiva Neonatal

 

INTRODUÇÃO

O avanço do conhecimento técnico e científico da assistência neonatal, aliado ao cuidado mais humanizado nos últimos anos, resultou no aumento da sobrevivência de recém-nascidos de muito baixo peso (RNMBPs), assim como na diminuição do limite biológico da viabilidade fetal.1

A tecnologia se define por tecno, o saber fazer, e logia, a razão do saber fazer.2 Pode ser classificada em leve, quando falamos de relações, acolhimento e gestão de serviços; em leve-dura, quando nos referimos aos saberes bem estruturados como o processo de enfermagem; e dura, quando envolve os equipamentos tecnológicos do tipo máquinas.3 Apesar dos avanços tecnológicos, há uma preocupação em torno da qualidade de vida em longo prazo. A tecnologia tem proporcionado a sobrevida de recém-nascidos (RNs) até há pouco tempo considerados inviáveis, mas esses RNs tornam-se mais propícios a apresentar inúmeras morbidades provenientes de sua prematuridade.1

O recém-nascido pré-termo ou prematuro (RNPT) pode ser classificado de acordo com a idade gestacional (menor que 37 semanas completas), peso ao nascimento (inferior a 2.500 g) e crescimento intrauterino (relação peso e idade gestacional) que o qualificará em adequado para a idade gestacional (AIG - peso entre percentis 10 e 90); pequeno para a idade gestacional (PIG - peso abaixo do percentil 10); e Grande para a Idade Gestacional (GIG - peso acima do percentil 90). Os RNMBPs apresentam uma idade gestacional menor do que 28 semanas e peso ao nascimento inferior a 1.500g.4

O peso ao nascimento é considerado um dos mais importantes indicadores da qualidade de vida do neonato, por contribuir significativamente para a mortalidade infantil e neonatal, representando mais de 50% dos óbitos de crianças menores de 1 ano. Pelo mesmo motivo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) identificou o RNMBP como o fator isolado mais importante a ser considerado na prematuridade.5

No Brasil, ainda existem poucos estudos publicados que nos permitem analisar com mais critério a morbimortalidade e as intervenções recebidas pelos RNMBPs. Nos países desenvolvidos, no entanto, as pesquisas avançadas no campo da neonatologia possibilitam uma avaliação sistemática dos agravos da prematuridade extrema e o impacto da tecnologia sobre esses agravos.

A possibilidade de aprimorar os cuidados aos RNMBPs requer o conhecimento da assistência oferecida pelos profissionais da área, dos fatores que representam risco de mortalidade e, sobretudo, dos resultados de estudos de follow-up, pois é de extrema importância examinar e compreender não apenas as taxas de sobrevivência, como também os resultados relacionados aos neonatos, com o propósito de determinar quais bebês podem ser pequenos e imaturos demais diante dos limites da nossa tecnologia.6

Inúmeros estudos demonstram que o avanço da tecnologia, juntamente com a ciência, tem beneficiado o campo da neonatologia, sobretudo no que concerne à utilização de modernos e terapêuticos equipamentos, aumentando, com isso, a chance de sobrevida dos recém-nascidos.

Diante dessa realidade e com o conhecido avanço da tecnologia nos últimos anos, realizamos esse estudo por meio de uma busca efetiva sobre as publicações nacionais a partir de 1988. Nosso objetivo foi analisar a influência da tecnologia na sobrevivência dos RNMBPs e determinar, mediante a revisão integrativa da literatura, os fatores que influenciaram nessa sobrevivência, acreditando que esta pesquisa é importante para futuras avaliações e alicerce de novos estudos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Trata-se de um estudo de revisão integrativa, considerada uma "parte valiosa do processo de criar e organizar um corpo da literatura, devendo ter os mesmos níveis de clareza, rigor e replicação das pesquisas primárias".7

Para este estudo foram aplicadas as etapas que auxiliaram na identificação da questão para a revisão; na seleção das pesquisas que constituíram a amostra; na representação das características da pesquisa revisada; na análise dos achados de acordo com os critérios de inclusão estabelecidos; e, por fim, na interpretação, apresentação e divulgação dos resultados.7

A busca dos artigos foi realizada na íntegra pelo acesso livre online, utilizando como eixo norteador uma variável de interesse e três critérios de inclusão, previamente estabelecidos, para manter a coerência na busca e posterior seleção dos artigos e evitar possíveis vieses.

Dessa forma, para nortear a revisão integrativa, formulou-se a seguinte pergunta ou variável de interesse: "Qual a influência da tecnologia na sobrevivência do recém-nascido prematuro extremo de muito baixo peso?"

Como critérios de inclusão, foram selecionados artigos da literatura nacional publicados em português com os resumos disponíveis na base de dados eletrônicos da Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS) e na biblioteca virtual em saúde Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), no período compreendido entre 1988 e 2008. Foram utilizadas quatro terminologias em saúde consultadas nos Descritores em Ciência da Saúde (DeCS/BIREME): prematuro, recém-nascido de muito baixo peso, mortalidade neonatal e terapia intensiva neonatal.

A população deste estudo constou dos artigos indexados nos referidos bancos de dados que continham como descritores, no mínimo, uma das quatro terminologias citadas, obtendo-se 681 artigos no LILACS e 196 no SCIELO, perfazendo um total de 877 artigos.

Para que fosse possível realizar um estudo da literatura nacional sobre o tema e considerando-se os últimos 20 anos como um marco no avanço da tecnologia, foram selecionados, entre a população obtida, somente os artigos nacionais publicados em português, no período entre 1988 a 2008. Esses artigos deviam conter, ao menos, um dos descritores em ciência da saúde previamente instituídos para essa revisão e que respondessem à variável de interesse. Os artigos que não contemplaram estes critérios foram, automaticamente, excluídos do nosso estudo.

A amostra final dessa revisão integrativa foi constituída por 20 artigos. Para a coleta de dados, elaborou-se um instrumento contendo critérios que possibilitaram investigar os estudos selecionados.

O instrumento contém os seguintes componentes: dados referentes ao pesquisador e à publicação do artigo, base de dados, tipo de estudo, resultados/conclusão e variável de interesse. Para a análise e posterior síntese dos artigos que atenderam aos critérios de inclusão foi utilizado um quadro sinóptico especialmente construído para esse fim, que contemplou os seguintes aspectos considerados pertinentes: nome do artigo; nome do primeiro autor; ano de publicação e variável de interesse.

A apresentação dos resultados e a discussão dos dados obtidos foi feita de forma descritiva, possibilitando ao leitor a avaliação da aplicabilidade da revisão integrativa elaborada de forma a atingir o objetivo desse método; ou seja, realizar uma análise de dados científicos que confirmasse, ou não, se a tecnologia realmente influencia na sobrevivência do recém-nascido prematuro extremo de muito baixo peso e de que forma.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dos vinte artigos selecionados para a amostra, cinco (25%) foram localizados somente na base de dados LILACS; três (15%), no SCIELO; e doze (60%), nas duas bases de dados. Considerando a população levantada para este estudo e a amostra obtida, fica evidente a carência de pesquisas nacionais relacionadas à variável de interesse deste estudo.

Desses artigos, dezesseis (80%) têm entre seus autores somente médicos, um (5%) é de autoria de enfermeiro, um (5%) de fisioterapeuta e em dois (10%) não conseguimos identificar a categoria profissional de seus autores. Pela análise desses dados, pode-se perceber que ainda há um grande déficit na publicação de artigos relacionados ao prematuro extremo de muito baixo peso por parte dos enfermeiros.

Quanto à titulação dos autores, dez (50%) possuem doutorado, quatro (20%) mestrado, um (5%) é especialista e 5 (25%) não foram identificados. Esses dados demonstram que a maioria das publicações é de profissionais voltados para a pesquisa, sendo em grande parte mestres e doutores.

De acordo com o ano de publicação, dois (10%) foram publicados em 2002, dois (10%) em 2003, seis (30%) em 2005, três (15%) em 2006, cinco (25%) em 2007 e dois (10%) em 2008. Percebeu-se, por essa análise, maior publicação desse tema de 2005 a 2007.

Apesar da busca por publicações nacionais nos últimos vinte anos, a amostra contém somente artigos do período de 2002 a 2008, o que demonstra a falta de artigos publicados há mais de dez anos. Percebeu-se, também, que alguns dos estudos foram realizados na década de 1990, mas suas publicações ocorreram somente anos depois.

Dos artigos avaliados, quatorze (70%) foram realizados em Instituições Hospitalares e seis (30%), de revisão. Nessa análise, fica evidente que um grande percentual de artigos foi realizado por meio de pesquisa de campo.

Em relação aos periódicos nos quais foram publicados os artigos incluídos nesta revisão, a maioria, ou seja, quatorze (70%), aconteceram em periódicos médicos e somente um (5%) em revista de enfermagem geral, sendo os cinco (25%) restantes, em revistas de outras áreas da saúde. O fato de a maioria das publicações serem de autoria médica justifica a concentração de publicações em periódicos da mesma área.

A QUADRO. 1, a seguir, apresenta a síntese dos artigos incluídos nestaa revisão integrativa.

Os estudos demonstraram que o desenvolvimento dos conhecimentos em medicina perinatal e a sofisticação de terapias de suporte nas UTINs têm proporcionado sensível redução nos índices de mortalidade dos RNMBPs.10-12,18-23,25,27

Com esses avanços tecnológicos, acredita-se que países mais ricos apresentem taxas de mortalidade neonatal precoce e tardia inferiores a de países nos quais a atenção à saúde é mais precária.26 No Brasil, sabe-se que o fator neonatal ainda é o principal responsável pela maior parte das taxas de mortalidade infantil nas últimas décadas.

Em um dos trabalhos enfatiza-se que para se obter a diminuição nas taxas de mortalidade, são necessárias medidas preventivas antenatais, intraparto e neonatais. Entre as antenatais, o uso de antibióticos, agentes tocolíticos e corticosteroides, introduzidos na década de 1990, trouxeram grandes benefícios aos RNMBPs. Nas salas de parto, a introdução da monitoração e o tratamento do sofrimento fetal permitiram novos avanços. Após o nascimento, medidas importantes contribuíram para a diminuição da morbimortalidade, como a administração de surfactante, novas modalidades de assistência ventilatória, a prevenção e o controle de infecção hospitalar, o adequado controle térmico e manejo hídrico.21 Essas medidas neonatais foram também analisadas e apresentadas em outro estudo realizado.28 A alimentação enteral com leite materno e a participação ativa dos pais no cuidado com o recém-nascido (RN), são outros aspectos importantes que não podem deixar de ser mencionados.21

Mesmo com as comprovadas contribuições da tecnologia na implementação de novos e modernos equipamentos diagnósticos e terapêuticos, não se deve esquecer de que o uso dela tem merecido críticas. Essa tecnologia tem proporcionado benefícios à saúde, mas, em contrapartida, tem trazido também algumas consequências que podem ser consideradas danosas e que precisam ser cuidadosamente avaliadas.1 Essa realidade é demonstrada em várias pesquisas que compuseram a amostra. Elas relacionaram o avanço tecnológico da neonatologia com o aparecimento e aumento da DBP.11,15,23,25 Outras consequências, como anóxia perinatal5, distúrbio metabólico5, hemorragia peri-intraventricular5, persistência do canal arterial5 e distúrbios neuropsicomotores18 também foram relacionadas a esse avanço. Para este último agravo, entretanto, em um dos estudos, afirma-se que o progresso da perinatologia tem diminuído a morbidade relacionada a sequelas neurológicas.19

As infecções foram descritas como uma das maiores causas de morbimortalidade neonatal.9,13,18-20,22,23,27 Os procedimentos invasivos, o desenvolvimento de resistência aos antimicrobianos e o aumento da sobre vivência de RNMBP têm contribuído para o aumento da incidência de sepse neonatal.29 Maior conhecimento, no entanto, sobre a etiopatogenia da sepse fúngica, seu tratamento e profilaxia, bem como a identificação de RNs de alto risco para o desenvolvimento dessa doença, podem diminuir a morbimortalidade.17

Dentre as mais diversas tecnologias utilizadas no tratamento dos RNMBP, pesquisas evidenciam que o diagnóstico radiológico da enterocolite necrosante tem contribuído para uma conduta terapêutica imediata, reduzindo as complicações e aumentando a sobrevivência desstes RNPTs extremos.30 Mesmo com essa afirmativa, um dos estudos revelou que, apesar dos progressos da assistência perinatal, os últimos anos registraram um aumento no número de óbitos decorrentes da enterocolite necrosante.14

A utilização de corticoide pré-natal para induzir a maturação pulmonar e a introdução do surfactante exógeno têm sido de grande importância para os RNPTs extremos. Seus efeitos e mecanismos de ação têm apresentado uma intervenção eficaz e segura na profilaxia e tratamento da SDR, reduzindo a morbimortalidade e aumentando a sobrevida desses RNs.9,15,21,25,27 Uma das pesquisas confirmou a redução do risco de morte em 39% dos 78 RNs analisados que receberam a corticoterapia.8

A administração de surfactante pulmonar tem também contribuído para o aumento da sobrevida dos RNMBPs, evidência essa apresentada em vários estudos.13,20,24,25,27 Em uma pesquisa realizada em Fortaleza, a faixa de peso de 1.000 g a 1.300 g foi a que melhor respondeu ao tratamento com surfactante, contribuindo para a diminuição da mortalidade.24

O avanço tecnológico, sem dúvida, contribuiu para a melhoria na sobrevida de recém-nascidos de alto risco, mas é imprescindível compreender não apenas a importância das taxas de sobrevivência, como também os resultados neonatais determinando quais RNs podem ser considerados inviáveis diante dos limites de nossa tecnologia.6

 

CONCLUSÃO

Por meio da revisão integrativa, foi possível verificar a carência de estudos nacionais referentes à sobrevivência de recém-nascidos pré-termo extremos, sobretudo anteriores a 2000, dificultando, dessa forma, uma análise mais complexa sobre o tema.

Pode-se perceber, também, que a quase totalidade dos artigos foi publicada pela área médica, havendo grande necessidade de novos estudos desenvolvidos pela enfermagem, que trabalha, dia após dia, no cuidado desses RNs.

Em relação à variável de interesse, objetivo com esta revisão, observou-se nos artigos que compõem a amostra que o avanço da tecnologia resultou, de fato, no aumento da sobrevivência do recém-nascido prematuro extremo de muito baixo peso, mas que, em contrapartida, muitas morbidades surgiram com a utilização dessa tecnologia. Além disso, houve aumento no custo dos cuidados e no risco pela excessiva manipulação e tratamento.

O recém-nascido de baixo peso sempre foi motivo de preocupação para os profissionais de saúde por estar associado à maior morbimortalidade neonatal e infantil. Nos últimos anos, no entanto, com o avanço da tecnologia, a preocupação voltou-se, também, para os recém-nascidos prematuro-extremos de muito baixo peso.

É imprescindível que a qualidade da assistência perinatal seja sempre avaliada, sendo necessário rever as práticas assistenciais no que se refere ao parto e nascimento, abrangendo estratégias que visem sempre à humanização.

É inquestionável que, após o nascimento, procedimentos rápidos e corretos podem proporcionar a esses recém-nascidos uma transição segura da vida intra à extrauterina e que as condutas tomadas podem repercutir por toda uma vida.

Vários estudos reconhecem a necessidade de tentar minimizar o impacto negativo das intervenções nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, indispensáveis à sobrevivência do prematuro, mas, por outro lado, extremamente invasivas.

Diante dessa realidade, é imprescindível compreender não apenas a importância das taxas de sobrevivência, uma vez que este estudo comprovou o seu aumento nos últimos anos, mas o acompanhamento desses RNs ao longo do tempo. É necessário refletir sobre esses avanços para que não se tornem apenas questões técnicas e biológicas, para propiciar a essas crianças uma assistência segura e humanizada visando à melhoria contínua dos resultados e a garantia à integridade do ser humano, tendo como princípio básico a proteção da dignidade humana.

 

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