REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

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Volume Atual: 23:e-1257 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20190105

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Pesquisa

Construção e validação de Exame Clínico Objetivo Estruturado (OSCE) sobre ressuscitação cardiopulmonar

Construction and validation of Objective Structured Clinical Examination (OSCE) on cardiopulmonary resuscitation

Mateus Goulart Alves1; Marco Túlio Menezes Carvalho2; Juliana da Silva Garcia Nascimento3; Jordana Luiza Gouvêa de Oliveira3; Regilene Molina Zacareli Cyrillo3; Fernanda Titareli Merizio Martins Braga3; Luciana Mara Monti Fonseca3; Maria Celia Barcellos Dalri 3

1.Faculdade Atenas, Curso de Medicina. Passos, MG - Brasil; Universidade de São Paulo - USP, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Programa Enfermagem Fundamental. Ribeirão Preto, SP - Brasil; Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG, Núcleo de Ciências Biomédicas e da Saúde. Passos, MG - Brasil
2. Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG, Núcleo de Ciências Biomédicas e da Saúde. Passos, MG - Brasil
3. Universidade de São Paulo - USP, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Programa Enfermagem Fundamental. Ribeirão Preto, SP - Brasil

Endereço para correspondência

Mateus Goulart Alves
E-mail: mateusgoulartalves@gmail.com

Submetido em: 09/01/2019
Aprovado em: 16/10/2019

Contribuições dos autores: Análise estatística: Mateus G. Alves, Maria C. B. Dalri; Coleta de Dados: Mateus G. Alves, Maria C. B. Dalri; Conceitualização: Mateus G. Alves, Jordana L. G. Oliveira, Maria C. B. Dalri; Gerenciamento do Projeto: Mateus G. Alves, Maria C. B. Dalri; Investigação: Mateus G. Alves, Maria C. B. Dalri; Metodologia: Mateus G. Alves, Maria C. B. Dalri; Redação - Preparação do Original: Mateus G. Alves, Marco T. M. Carvalho, Juliana S. G. Nascimento, Jordana L. G. Oliveira, Regilene M. Z. Cyrillo, Fernanda T. M. M. Braga, Luciana M. M. Fonseca, Maria C. B. Dalri; Redação - Revisão e Edição: Mateus G. Alves, Marco T. M. Carvalho, Juliana S. G. Nascimento, Jordana L. G. Oliveira, Regilene M. Z. Cyrillo, Fernanda T. M. M. Braga, Luciana M. M. Fonseca, Maria C. B. Dalri; Supervisão: Mateus G. Alves, Maria C. B. Dalri; Validação: Mateus G. Alves, Juliana S. G. Nascimento, Regilene M. Z. Cyrillo, Fernanda T. M. M. Braga, Luciana M. M. Fonseca, Maria C. B. Dalri; Visualização: Mateus G. Alves, Marco T. M. Carvalho, Juliana S. G. Nascimento, Jordana L. G. Oliveira, Regilene M. Z. Cyrillo, Fernanda T. M. M. Braga, Luciana M. M. Fonseca, Maria C. B. Dalri.

Fomento: Não houve financiamento.

Resumo

OBJETIVO: desenvolver e validar um instrumento de exame clínico objetivo estruturado para o cenário de simulação sobre ressuscitação cardiopulmonar no adulto em suporte básico de vida com o uso do desfibrilador externo automático no ambiente hospitalar.
MÉTODO: pesquisa aplicada, de produção tecnológica, desenvolvida na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, no período de janeiro de 2017 a março de 2018 com 16 profissionais experts da área de urgência e emergência para validação do exame clínico objetivo estruturado. O instrumento abordou 40 itens de intervenção relacionados ao elo da cadeia da sobrevivência da American Heart Association (2015) para realizar a avaliação clínica no cenário de simulação em ressuscitação cardiopulmonar.
RESULTADOS: dos experts, 62,5% obtiveram pontuação superior ou igual a 10 nos critérios de Fehring e destaca-se que 93,75% possuem prática clínica em urgência e emergência no adulto. O exame clínico objetivo estruturado alcançou concordância de 97,34% em organização; 96,09% em objetividade; 93,75% em clareza, e na categorização da concordância interavaliador proposta por Landis e Kock evidenciou "concordância quase perfeita”, com p<0,0001.
CONCLUSÃO: no processo de validação pelos experts foram identificadas e acatadas as oportunidades de melhorias e o exame clínico objetivo estruturado apresentado demonstrou-se um objeto contemporâneo e adequado para aplicação no processo de ensino-aprendizagem sobre ressuscitação cardiopulmonar no adulto em suporte básico de vida com o uso do desfibrilador externo automático no ambiente hospitalar.

Palavras-chave: Reanimação Cardiopulmonar; Ensino; Competência Clínica; Aprendizagem; Avaliação Educacional.

 

INTRODUÇÃO

Com o avanço tecnológico, a maneira como as informações estão sendo trabalhadas para contribuição da prática pedagógica adequada na Enfermagem tornou-se constante preocupação, a fim de garantir novas possibilidades de ensinar e aprender na contemporaneidade, especialmente para o perfil peculiar dos nativos digitais.1

Nativos digitais é o termo que tem sido amplamente utilizado acerca do uso favorável da tecnologia, não condicionado apenas à idade, mas também referente aos grupos sociais, econômicos e culturais.2

Na intencionalidade de se obter uma educação contemporânea e tecnológica na Enfermagem, houve a exigência da construção de métodos que viabilizassem o entendimento da relação entre teoria e prática, atreladas em um processo de ensino voltado para a formação de indivíduos qualificados, criativos, críticos e reflexivos.3

Ao considerar o objetivo de aprendizagem na temática da ressuscitação cardiopulmonar (RCP), a construção do conhecimento e aquisição de habilidades também exigem um padrão de excelência e inovação.4

Nesse contexto, destacando as suas competências legais, cabe à Enfermagem prestar assistência a pacientes em parada cardiorrespiratória e tomar decisões imediatas quanto à execução do suporte básico de vida com o uso do desfibrilador externo automático (DEA) e além disso, promover educação de forma permanente no ambiente hospitalar sobre esta temática, visando ao desenvolvimento de competência clínica na equipe de saúde.5

A International Liaison Committee on Resuscitation -Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação (ILCOR), representante da American Heart Association - Associação Americana do Coração (AHA), especifica a importância de treinamentos em RCP de forma adaptada ao público-alvo em diferentes modalidades, oferecendo meios alternativos de ensino, visando garantir a aquisição e retenção de conhecimentos e habilidades.6

Para esse fim, recomenda-se a utilização do Objective Structured Clinical Examination - exame clínico objetivo estruturado (OSCE), considerado uma ferramenta de medida de competências clínicas, mediante adoção de estações padronizadas, que permite a completa integração entre os indicadores de avaliação clínica dentro dos domínios cognitivos, efetivo e psicomotor e quantifica o desempenho de estudantes em ambientes simulados.7

Durante um OSCE é esperado que os candidatos executem uma variedade de tarefas (clínicas, diagnósticas e/ou relacionado à comunicação, entre outras) em um ambiente simulado enquanto é avaliado por profissionais especializados utilizando instrumento de avaliação padronizado.8 Este será considerado bem-sucedido somente quando houver planejamento significativo, coordenação de múltiplos recursos, compromisso para testes em larga escala e uso criterioso de dados para avaliação, configurando-se ainda em um método para o desenvolvimento de competência sobre a ciência da RCP pouco explorado e muitas vezes mal utilizado para esse fim.9

A execução do OSCE, como ferramenta de medida e avaliação de competência, vem preencher uma lacuna importante, existente tanto no processo de ensino e aprendizagem na Enfermagem sobre RCP, como também na prática clínica, configurada pela incipiência de formatos padronizados de avaliação de excelência que articulem o conhecimento cognitivo e habilidades psicomotoras de estudantes e profissionais.10 Essa fragilidade não impede o ensino da RCP, porém o torna vulnerável quanto À sua eficiência para o processo de ensino e aprendizagem nas escolas e instituições de saúde.11,12

Essa problemática reforça a necessidade de se desenvolver ferramentas que aperfeiçoem e qualifiquem o ensino da RCP no adulto em SBV com o uso do DEA no ambiente hospitalar, somadas também à mudança no perfil da população, caracterizada pela maciça presença dos nativos digitais, com íntima relação com os recursos tecnológicos e anseios por um processo de ensino-aprendizagem inovador.

Compreende-se, portanto, que, ensino e avaliação em saúde ainda são permeados por métodos tradicionais e que disponibilizar recursos de avaliação diferenciados como o OSCE, que aborda o desenvolvimento de competência em RCP, pode ser um incentivo para mudar as práticas de ensino vigentes. Com base nisso, este estudo teve como objetivo desenvolver e validar um instrumento de OSCE para o cenário de simulação sobre RCP no adulto em suporte básico de vida (SBV) com o uso do desfibrilador externo automático (DEA) no ambiente hospitalar.

 

MÉTODO

A pesquisa aplicada, de produção tecnológica, foi abordada neste estudo para desenvolvimento e validação de um instrumento denominado OSCE, que objetivou avaliar o atendimento da RCP no adulto em SBV com o uso do DEA no ambiente hospitalar, voltado para o ensino-aprendizagem de estudantes e profissionais de saúde.

A pesquisa foi desenvolvida na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP), tendo como população 16 profissionais experts da área de urgência e emergência (UE), para avaliação e validação do OSCE, selecionados por meio dos critérios de Fehring13. Estes consideram determinada pontuação, de acordo com a descrição profissional, da seguinte forma: quatro pontos para titulação de mestre em Enfermagem; um ponto para titulação de mestre em Enfermagem com dissertação na área de interesse do estudo; dois pontos para tese de doutorado na área do estudo; um ponto para prática clínica de pelo menos um ano na área de interesse; dois pontos para certificado de prática clínica (especialização) na área de interesse; dois pontos para publicação de pesquisa relevante para a área de interesse e dois pontos para publicação de artigo sobre o tema em periódico de referência.

Os critérios de inclusão dos profissionais utilizados neste estudo foram: obter pontuação mínima de cinco pontos, valor mínimo para ser considerado expert nos critérios de Fehring13 e apresentar atuação/formação/docência na área de UE. Os critérios de exclusão consideraram férias ou afastamento no período definido pelo pesquisador para avaliação dos instrumentos e não realização da avaliação dentro do período determinado.

Para selecioná-los, foi realizado levantamento nos grupos de pesquisa relacionados às áreas de UE, busca por autores de estudos relacionados à parada cardiorrespiratória (PCR) e RCP e docentes da área de UE em instituições de regiões diversas. Foi enviado convite, via e-mail, com exposição dos objetivos deste estudo, para 26 profissionais experts; 18 responderam com aceite em participar e 16 finalizaram o processo de avaliação e validação. Aos que aceitaram participar foi enviado via correio eletrônico ou impresso, de acordo com a preferência do expert, os seguintes itens: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE); orientações gerais relacionadas ao processo de avaliação/validação, roteiro explicativo para validação, instrumento para validação; e o OSCE.

Para constituir o OSCE, foram elaborados 40 itens de intervenção, a fim de realizar a avaliação clínica no cenário de simulação em RCP no adulto em SBV com o uso do DEA em ambiente hospitalar, de acordo com as diretrizes da AHA14 e registro da PCR/PCP, conforme o relatório In-hospital UtsteinStyle.15 Os itens abordados foram: a segurança da cena para atendimento da vítima; utilização de equipamentos de proteção individual; confirmação da irresponsividade do paciente; solicitação de ajuda para o atendimento; solicitação de profissional médico; solicitação de carrinho de emergência e DEA; exposição do tórax da vítima; avaliação do pulso carotídeo; avaliação da respiração; avaliação simultânea de pulso e respiração; posicionamento do paciente no leito com tábua para compressões; posicionamento do socorrista em relação ao tórax da vítima; local correto para realizar as compressões torácicas; profundidade correta para as compressões torácicas; velocidade ideal para as compressões torácicas; permissão para retorno do tórax após cada compressão; interrupção a cada dois minutos para checagem de pulso; revezamento do socorrista para compressão a cada dois minutos; elevação da cabeça para manutenção da permeabilidade das vias aéreas; conexão da bolsa-válvula-máscara ao umidificador de oxigênio; garantir o fluxo de oxigênio de 12 a 15 litros por minuto; correta acoplagem da máscara na face da vítima para ventilação; oferecimento de duas ventilações de um segundo cada; inspeção da expansibilidade torácica a cada ventilação; realização de 30 compressões para duas ventilações; providência de ligar o DEA imediatamente e aproximá-lo da vítima; encaixe das pás ao DEA; fixação correta das pás no tórax da vítima; garantia da qualidade das compressões durante a aderência das pás; garantia do afastamento de todos durante a solicitação do DEA; interrupção do fluxo de oxigênio durante o uso do DEA; pressão do botão indicado pelo DEA para o choque no momento certo; reinício da ressuscitação cardiopulmonar imediata após aplicação do choque; avaliação da resposta do paciente quando o choque não foi indicado; garantia da permeabilidade da vias aéreas; oferta de oxigênio por máscara não reinalante de alto fluxo ou ventilação com pressão positiva; verificação da pressão arterial, oximetria e monitorização eletrocardiográfica contínua; manutenção das pás do DEA aderidas ao tórax da vítima; encaminhamento da vítima para unidade de cuidados intensivos pós-PCR; seguimento do modelo In-Hospital Utstein Style1

Os itens do OSCE foram organizados distribuindo-os em um quadro com quatro colunas, sendo, respectivamente, apresentados os itens relacionados ao elo da cadeia da sobrevivência da AHA14 (os itens foram distribuídos de acordo com cada elo), descrição detalhada da ação esperada na execução do cenário simulado, opção de resposta e quantificação da pontuação). Em cada item foram descritas e especificadas as ações detalhadas e definidas em resposta "correta" e "incorreta" com quantificação de cada item/resposta, perfazendo, no total, valor de zero a 10 pontos.

O OSCE está baseado nas diretrizes publicadas pelo Medicai Council of Canada8, a saber: é esperado que os candidatos executem uma variedade de tarefas (clínicas, diagnosticas e/ou relacionadas à comunicação, entre outras) em um ambiente simulado, enquanto é avaliado por profissionais especializados, utilizando-se instrumento de avaliação padronizado, permitindo a observação direta do estudante, em um período relativamente curto, com abordagem padronizada de uma avaliação específica, minimizando o viés pelas características dos examinadores.

O cenário de simulação para execução do OSCE abordou um paciente de 50 anos que deu entrada em um pronto-socorro de um hospital pela manhã, admitido pela equipe de Enfermagem, queixando-se de vômitos, dor epigástrica e precordial com irradiação para região torácica posterior, apresentando posteriormente parada cardiorrespiratória, com implementação do suporte básico de vida com uso do DEA.

Para validação do OSCE foi solicitada a avaliação de acordo com os itens destacados pelo Medical Council of Canada8 e utilizado um instrumento, adaptado de Bellan16 estruturado em um quadro, avaliando-se os aspectos relacionados a organização, clareza e objetividade, com opões de respostas dicotômicas (Sim/Não).

Foi solicitado aos experts que, na identificação de ausência de informações necessárias e/ou informações desnecessárias e em discordâncias, registrassem sugestões e comentários, em área específica do instrumento. Importante ressaltar que, mediante aos apontamentos realizados na validação, foram realizados ajustes e correções em consonância às diretrizes da AHA.14

O conteúdo do OSCE foi considerado validado se 80% dos experts atribuíssem uma avaliação positiva (assinalando a opção de resposta "sim") nos instrumentos de validação.

A análise de dados referente à caracterização dos expertsfoi realizada por meio de estatística descritiva, frequência, percentagem e medida de posição (média). Para avaliar a concordância interavaliadores entre os 16 experts, foi utilizada a estatística AC1, desenvolvida por Gwet.17 Para a organização dos dados, foram confeccionadas planilhas no programa Microsoft Excel 2010', com dupla digitação, realizada por duas pessoas, com posterior validação para obtenção de dados fidedignos. A análise estatística foi realizada com o apoio de um profissional estatístico vinculado à EERP/USP. O programa utilizado para as análises de concordância foi o R versão 3.4.1, que pode ser baixado gratuitamente do site <www.r-project.org>. Em todas as análises foi adotado o nível de significância de 5% (p < 0,05). Para categorização da concordância interavaliador foram considerados os valores definidos por Landis e Kock18, conforme descrito na Tabela 1.

 

 

A concordância é considerada satisfatória para índices com valores superiores a 0,60, quando oferecem benchmarksúteis para a discussão de resultados.17

Cumprindo os preceitos éticos, utilizou-se a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS) como parâmetro legal para a pesquisa. A pesquisa foi submetida à avaliação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da EERP-USP. E, após a emissão do parecer favorável CAAE: 65387417.4.0000.5393, iniciou-se a validação dos instrumentos. Solicitou-se a autorização de Bellan16 para uso do instrumento de validação, que foi adaptado a este estudo.

 

RESULTADO

A amostra dos experts que participaram na validação do OSCE foi caracterizada por 100% de enfermeiros. Em relação ao gênero, 13/16 (81,25%) constituíram-se de mulheres e 03/16 (18,75) de homens. A idade variou entre 29 e 55 anos (média de 36,56 ±7,33) e tempo de formação entre quatro e 32 anos (média de 12,93 ±7,51).

Em relação à titulação acadêmica, 13/16 (81,25) possuem especialização, 15/16 (93,75%) mestrado, 10/16 (62,50%) doutorado e 03/16 (18,75%) pós-doutorado. Destaca-se que 08/16 (50%) atuam em docência no ensino superior.

Quando questionados sobre a participação de eventos nos últimos dois anos, 13/16 (81,25%) referiram ter participado de eventos relacionados à área de interesse deste estudo, ou seja, UE.

Ressalta-se a distribuição geográfica dos experts,configurando-se em diferentes estados do Brasil, a saber: 07/16 (43,75%) de São Paulo, 04/16 (25,00%) de Minas Gerais, 02/16 (12,50%) do Rio Grande do Norte, 01/16 (6,25%) de Pernambuco, 01/16 (6,25%) de Alagoas e 01/16 (6,25%) do Mato Grosso do

Sul, abrangendo as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil, atuantes em IES como Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade do Estado de Minas Gerais, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, EERP/USP, Instituto Federal de Pernambuco, Instituto Federal do Sul de Minas Gerais e instituições privadas do interior de Minas Gerais e São Paulo.

Na Tabela 2 são apresentados os critérios e a classificação experts que participaram na validação de acordo com Fehring.13

 

 

Observou-se a excelente classificação pelos critérios de Fehring13, destacando-se que a maioria dos experts que participaram do processo de validação obteve pontuação igual ou superior a 10 (62,5%) e 04/16 (25%) com pontuação máxima, 14 pontos. Ressalta-se que a pontuação mínima definida para inclusão foi de cinco pontos.

Vale destacar também a informação de que 15/16 (93,75%) possuem prática clínica de pelo menos um ano em UE no adulto, 10/16 (62,50%) com publicação de artigo em periódico de referência sobre o tema de UE e 08/16 (50%) com doutoramento na área de UE.

Já a elaboração e validação do instrumento para avaliação prática - OSCE sobre RCP no adulto em SBV com o uso do DEA no ambiente hospitalar - seguiu as diretrizes da AHA.14

Os dados coletados na avaliação pelos experts para validação do OSCE estão apresentados na Tabela 3.

 

 

A avaliação da organização, objetividade e clareza dos itens do OSCE foi considerada positiva: organização 623/640 (97,34%), objetividade 615/640 (96,09%) e clareza 600/640 (93,75%) dos itens com respostas pelos experts em "sim".

Os dados relacionados à avaliação da concordância interavaliadores do OSCE estão apresentados na Tabela 4.

 

 

Na validação de acordo com os valores definidos por Landis e Kock18, foi constatada "concordância quase perfeita" em todos os itens, organização com AC1=0,94, objetividade com AC1=0,91 e clareza com AC1=0,87, todos com p<0,0001. Relacionado às sugestões, comentários e apontamento de revisão pelos experts, foram evidenciadas oportunidades de melhorias no OSCE, sendo realizadas alterações em relação à reorganização das informações descritas no item, inclusão de informações, correção ortográfica e gramatical e alteração de termos fundamentadas nas diretrizes da AHA.14

 

DISCUSSÃO

Os efeitos no processo de ensino-aprendizagem surgem quando a própria avaliação exige aprendizagem, impondo aos educadores uma visão para que as avaliações sejam implementadas com o objetivo de agregar valor pedagógico.19

As avaliações exercem forte influência sobre a forma de estudo adotada pelo aprendiz, por isso devem ser projetadas para fomentar desejáveis habilidades e raciocínio, e identificam se os objetivos de aprendizagem estão sendo alcançados por meio da exposição de resultados, ressaltando pontos fortes e as fragilidades do processo de ensino-aprendizagem para desenvolvimento de melhorias.20,21

Nessa perspectiva, torna-se indispensável avaliar a aprendizagem por meio de instrumentos válidos e confiáveis como o OSCE, que abrange critérios metodológicos adequados, corroborando fidedignamente a prática de avaliação, com alcance de projeção do conhecimento, das habilidades e atitudes.22

Essa afirmação é também cabível quanto ao ensino da RCP, em que as avaliações de habilidades são valiosas oportunidades para implementar melhorias na aprendizagem subsidiadas pelo OSCE.16

A avaliação de conhecimentos, habilidades e atitudes com o uso do OSCE tem vantagens significativas, entre elas, a equivalência do processo de avaliação (em mesmo cenário), objetividade do avaliador respaldado pelo instrumento de avaliação e segurança para os pacientes reais (são substituídos por manequins e/ou atores).8

O OSCE é uma avaliação padrão baseada no desempenho para a identificação de competência clínica, dentro de um cenário simulado relevante para a prática clínica.23 Por meio do OSCE é possível enfatizar a mensuração de comportamentos observáveis necessários para o atendimento ao paciente, tomando-se um instrumento para a avaliação das habilidades.24

A aprendizagem, quando mensurada pelo OSCE, reflete não somente o conhecimento, mas também comportamentos complexos em variadas situações.25 No presente estudo foi estruturado um OSCE com 40 itens abordando todos os elos da cadeia da sobrevivência no atendimento da RCP no adulto em SBV com o uso do DEA no ambiente hospitalar, diante da magnitude, complexidade e necessidade de oportunizar uma ferramenta de avaliação prática, em prol de melhorias na aprendizagem nesta temática.

Com o uso do OSCE é possível envolver no aprendizado da RCP uma percepção de preparação (ou falta dela) para a prática clínica, mas para isso é necessária a implementação de cenários simulados compatíveis com o ambiente real, contribuindo, assim, para a confiança na atuação na prática clínica.8

Nesse sentido, obter critérios confiáveis para interpretação dos itens de avaliação do OSCE é imprescindível e não deve acontecer de maneira subjetiva ou "flexível", por isso estratégias devem ser adotadas para fornecer uma avaliação justa e confiável, visando à excelência do aprendizado e ao desenvolvimento eficaz de conhecimentos, habilidades e atitudes.16

A estratégia adotada na elaboração desse OSCE foi o desenvolvimento de um roteiro explicativo que esclarece sobre as ações que devem ser consideradas corretas ou incorretas em cada item, minimizando a possibilidade de o avaliador agir de maneira subjetiva, pois é descrita a ação detalhada para considerar "correta" ou "incorreta".

Dessa forma, a literatura indica que as opções de respostas sejam geralmente binárias, porém podem ser usadas listas de verificação não binárias, fornecendo mais possibilidades aos avaliadores.16

Optou-se pela utilização de respostas binárias (correta ou incorreta), porque, no contexto de RCP, não existe a possibilidade de realizar a manobra diferente do correto. Parcialmente correta deve ser considerado incorreta, visto que se for realizada incorreta ou parcialmente correta acarretará possibilidade de não reversão da PCR ou de sujeitar a vítima às sequelas.

Para a confiabilidade do OSCE, elemento importante na evidência da validade, é necessário garantir padronização dos itens de avaliação, conferindo a objetividade em relação à marcação pelos examinadores.17

Ressalta-se que instrumentos válidos e confiáveis são necessários no processo de ensino-aprendizagem quando se busca uma prática baseada em evidências e identificação da eficácia de diferentes estratégias de ensino.17

Na construção deste OSCE foi realizada a validação pelos experts em relação a organização, objetividade e clareza, alcançando avaliação positiva acima de 90% na maioria dos itens. Diante do desafio da busca de recursos humanos com carga horária suficiente para o planejamento adequado, pela crise econômica e restrição de recursos financeiros às IES, existentes no Brasil, foi implementada a aplicação do OSCE de baixo custo. Ressalta-se que recursos limitados não representam obstáculos para o sucesso do OSCE.26

E mesmo que outros instrumentos de avaliação de habilidades, menos onerosos e dispendiosos para implementação, venham sendo elaborados, tem-se questionado sua confiabilidade e validade para o desenvolvimento de competência.27

Especificamente, o ensino de RCP no adulto em SBV com o uso do DEA deve ser proposto de maneira contemporânea, atrativa, relevante e conveniente, promovendo mudanças no comportamento por meio de estratégias pedagógicas sustentáveis e atualizadas.

Exemplo de promoção de ensino-aprendizagem de maneira contemporânea está exposto em estudo28 desenvolvido nos EUA que avaliou a autoconfiança de enfermeiros na realização de RCP antes e após a capacitação com o uso de simulação e avaliação por meio do OSCE. Esse exemplo comprovou que o uso desse instrumento é um método eficaz para avaliar a autoconfiança na realização de RCP no cenário simulado, o que corrobora a presente pesquisa.

Pesquisa realizada em uma universidade americana somou o trabalho e os conhecimentos de vários docentes em Enfermagem para elaborar ferramentas avaliativas para o processo de ensino e aprendizagem na Enfermagem, enfatizando a temática da RCP em adultos por meio do OSCE. Concluiu que a adoção desse instrumento na prática da simulação maximiza o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes dos participantes, o que se assemelha ao objetivo pretendido nesta pesquisa e se torna possível pela elaboração e validação dessa ferramenta.29

A adoção do OSCE para o processo de ensino e aprendizagem da RCP no adulto em SBV com o uso do DEA no ambiente hospitalar vem sendo reconhecida por educadores em Enfermagem como um mecanismo de mudança da forma como os alunos são ensinados e avaliados, aperfeiçoando o desenvolvimento de competência clínica em um ambiente seguro e controlado de aprendizagem, o que gera mais confiança e autonomia em estudantes e profissionais de Enfermagem.30

Dessa forma, nota-se que a ferramenta elaborada neste estudo facilita o aprendizado da RCP no adulto em SBV com o uso do DEA no ambiente hospitalar e confere segurança e confiabilidade na avaliação das habilidades cognitivas e psicomotoras de estudantes e profissionais de Enfermagem. Assemelha-se ao principal objetivo do OSCE, pela presença de variáveis criteriosamente desenvolvidas, demonstrando-se, assim, uma nova possibilidade pedagógica para condução de estratégias de ensino sobre RCP, pesquisa e extensão de maneira contemporânea e atualizada.

 

CONCLUSÃO

Este estudo representa uma importante contribuição para o ensino-aprendizagem sobre a RCP no adulto em SBV com o uso do DEA no ambiente hospitalar, pelo desenvolvimento e validação de um OSCE. Notou-se rigor metodológico na realização desta pesquisa, apresentando critérios embasados na literatura para seleção dos experts,realização da etapa do processo de validação e elaboração do OSCE, etapas demasiadamente revisadas a fim de garantir um percurso seguro e sem riscos para viés.

O instrumento abordou 40 itens referentes e validados em relação às questões de organização, objetividade e clareza, registrando "concordância quase perfeita". Os apontamentos pelos experts de oportunidades de melhorias foram prontamente acatados após análise do pesquisador, em relação à consonância com as diretrizes adotadas.

Limitações encontradas foram em relação aos experts,pela demora em obter as respostas de aceite ou recusa em participar do estudo, bem como pelo tempo necessário para que o instrumento fosse avaliado e validado.

Notou-se que a trajetória metodológica adotada é adequada para classificação dos experts e desenvolvimento do OSCE, porém há necessidade de estudos posteriores para a implementação dessa ferramenta em estudantes e profissionais da saúde. E também se requer a identificação da efetividade e impacto no processo de ensino-aprendizagem em RCP no adulto em SBV com o uso do DEA no ambiente hospitalar, que propicie conhecimento e habilidade voltada para essa população, proporcionando a formação de indivíduos ativos, criativos, reflexivos e habilidosos. O OSCE apresentado neste estudo é um objeto contemporâneo e adequado para aplicação no processo de ensino-aprendizagem sobre RCP no adulto em SBV com o uso do DEA no ambiente hospitalar.

 

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