REME - Revista Mineira de Enfermagem

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Enfermagem UFMG

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Volume: 12.1

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Pesquisa

Perfil da incidência bacteriana e resitência antimicrobiana em uma instituição hospitalar

Profile of bacterial incidence and antimicrobian resistence in a hospital

Dênis Derly DamascenoI; Fábio de Souza TerraII; Paula Oliveira DutraIII; Solange Izabel Campos LibânioIV

IEnfermeiro. Professor substituto do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Alfenas-MG. Minas Gerais, Brasil
IIEnfermeiro. Professor substituto do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Alfenas-MG. Minas Gerais, Brasil
IIIEstudante do 7º período de Enfermagem do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Alfenas-MG. Minas Gerais, Brasil
IVEnfermeira. Especialista em Nefrologia pela Sociedade Brasileira de Enfermagem em Nefrologia e em Infectologia pela Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. São Paulo, Brasil

Endereço para correspondência

Avenida Augusto de Lima, nº 1219, aptº 1104, bairro Barro Preto
Belo Horizonte-MG. CEP 30.190-002
E-mail: denisddamasceno@hotmail.com

Data de submissão: 13/12/2007
Data de aprovação: 26/6/2008

Resumo

O uso indiscriminado de antimicrobianos tem chamado a atenção das pessoas dado seu papel no desenvolvimento de microorganismos multirresistentes. Com este estudo, objetiva-se traçar um perfil bacteriológico das infecções em clientes hospitalizados e da resistência e sensibilidade aos antimicrobianos, levantando os microrganismos mais comuns por setor de internação e local de coleta da amostra. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo de corte transversal, realizado por meio de análise documental dos 402 resultados positivos das culturas no período de um ano em uma instituição hospitalar. Utilizou-se como tratamento estatístico o teste de X2 de Pearson e "t" de Student-Newman-Keuls (p<0,05). Após análise dos dados, observou-se que a E. coli é o principal causador de ITUs;o, o S. aureus, de infecções do tecido córneo e do sistema circulatório; e o S. epidermidis, de infecções de catéter. O microrgansimo P. aeruginosa apareceu em 19,5% dos resultados positivos, sendo sensível ao imipenem em 77,2% dos casos e resistente à amicacina, o principal causador de infecções na clínica médica masculina e CTI, em 61%. Assim, é necessário que os profissionais de saúde estejam conscientes no uso racional e adequado de antimicrobianos, minimizando o risco de o indivíduo desenvolver resistência a eles.

Palavras-chave: Infecção; Infecções Bacterianas; Farmacorresistência Bacteriana; Testes de Sensibilidade Microbiana.

 

INTRODUÇÃO

A utilização de drogas antimicrobianas tem sido crescente desde o surgimento da penicilina no final da primeira metade do século XX.1 A partir da década de 1940, essas drogas reduziram drasticamente a morbidade e a mortalidade das enfermidades infecciosas, mas as bactérias e outros microrganismos patógenos possuem notável capacidade de se tornarem resistentes a elas, principalmente em decorrência do uso irracional ou inadequado delas, tornando-se atualmente um objeto de preocupação, merecendo destaque na área da saúde.1,2

Vale ressaltar que o custo do tratamento das infecções resistentes aos antimicrobianos são mais elevados, dada a necessidade de hospitalização, geralmente mais prolongada (de quatro dias, em média) e do prognóstico desfavorável.2,3,4 No Brasil, os dados sobre infecção hospitalar são pouco divulgados, além de não serem consolidados por muitos hospitais, o que dificulta o conhecimento da dimensão desse problema.5

Diante do fenômeno da resistência antimicrobiana nos indicadores de saúde e dos custos, é necessário modificar as práticas de tratamento, procurando o uso racional dos antimicrobianosedeestratégiasqueajudemapreservar-lhe a eficácia.6 Uma das recomendações é que os antibióticos devem ser diferenciados segundo seu uso em profiláticos, empíricos e específicos (terapêuticos).7 Segundo Ferral et al.,8 a decisão de usar antibióticos é tomada com freqüência semconsiderar o microrganismo, a seletividade, a resistência e a relação custo-benefício ao selecionar um antibiótico, possibilitando, dessa forma, ao cliente desenvolver resistência ao antimicrobiano utilizado.

Sader et al.9 enfatizam a importância dos programas de vigilância de resistência bacteriana a antimicrobianos na orientação da terapêutica empírica, pois, segundo Castro,10 o conhecimento aprofundado do perfil de resistência microbiana em uma Instituição é de grande importância para a escolha apropriada de antimicrobianos. Beltran11 afirma que a mortalidade por sepses eleva de 56% a 78% quando o antimicrobiano administrado inicialmente não é apropriado.

O objetivo com este estudo foi realizar um levantamento dos resultados do antibiograma e da cultura de microrganismos realizados nos pacientes internados em uma instituição hospitalar para traçar o perfil da incidência de bactérias por setor de internação e local de coleta da amostra, bem como de sua resistência e sensibilidade aos antimicrobianos. Espera-se que esses dados sirvam de subsídio para a escolha mais apropriada de uma antibioticoterapia empírica e, conseqüentemente, diminua o risco de o paciente desenvolver uma resistência bacteriana futura.

 

METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa descritiva, documental e retrospectiva, realizada por meio de um estudo de corte transversal, na qual os dados foram levantados com base em documentos cientificamente autênticos. Foram abordados como variável dependente os exames bacteriológicos e como variável independente, o antibiograma.

Os dados foram adquiridos por meio de coleta secundária dos resultados da cultura de material colhido dos suspeitos de infecção e do antibiograma dos casos confirmados, no período de janeiro a dezembro de 2005, em um hospital filantrópico do município de Alfenas-MG. Antes dessa coleta, solicitou-se autorização à Administração do referido hospital. A população investigada constitui-se de 846 culturas de material coletado, sendo que desses puderam ser analisados 402 antibiogramas de portadores de infecção na instituição em questão.

Foram obtidos os seguintes dados: setor de internação; local de coleta da amostra para a realização do antibiograma; bactérias isoladas e os antimicrobianos aos quais estas eram sensíveis e resistentes. Após a coleta dos dados, estes foram tabulados e analisados estatisticamente pelo teste de Qui-Quadrado de Pearson e teste "t" de Student-Newman-Keuls, sendo considerados valores significativos para p<0,05.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Neste estudo foram analisados, em 12 meses, 402 resultados de antibiograma de culturas positivas para microrganismos de uma amostra de 846 culturas.

Os microrganismos mais comumente isolados foram a Pseudomonas aeruginosa (19,5%), seguida da Escherichia coli (17,3%), do Sthaphylococcus aureus (16,9%) e do Sthaphylococcus epidermidis (12,7%). Dentre os outros microrganismos (19,5%), destacam-se o Sthaphylococcus coagulase negativa e a Candica albinas (TAB. 1). Villas Boas e Ruiz4 verificaram que os agentes isolados foram: Pseudomonas aeruginosa (35,7%), Staphylococcus aureus (21,5%), Escherichia coli (14,2%), Staphylococcus coagulase-negativo (11,9%), Bacilo Gram negativo não fermentador (9,5%) e Candida sp (7,2%).

Os antimicrobianos aos quais essa bactéria foi sensível foram: Imipenem (77%) e Piperacilina + Tazobactam (74%); sendo resistente a gentamicina (73%), amicacina (61%), ciprofloxacina (59%), levofloxacina (55%), tetraciclina (94%) e ao cloranfenicol (98%); dados semelhantes aos encontrados por Zambrano e Nelson12 em seu estudo, em que a P. aeruginosa foi sensível ao imipenem (73,7%) e a piperalicina+tazobactam (94,7%), resistente a levofloxacina (78,9%) ciprofloxacina (68,4%), porém com menor resistência à amicacina (36,8%) e à gentamicina (26,3%).

Neste estudo, o S. epidermidis apresentou sensibilidade de 100% à vancomicina, 82% à Piperacilina + tazobactan, 68,3% ao imipenem e 57,8% à amicacina, sendo resistente em 83,3% dos casos em que se utilizou oxacilina e 96% dos casos em que se utilizou Penicilina G. Em trabalho realizado por Michelim et al.13 este foi também 100% sensível à vancomicina e resistente à gentamicina (82,6%), à eritromicina (79,6%), ao sulfametoxazol-trimetropim (76,5%), à clindamicina (74,5%), à cefalotina e à oxacilina (72,4%) e à ciprofloxacina (71,4%), sendo resistente à penicilina e à ampicilina.

A E. coli apresentou sensibilidade em 96,4% dos resultados avaliados à piperacilina + tazobactam, 70% à amicacina, 94% ao imipenem, 53,3% à ceftriaxona e foi resistente em 51% dos casos à ciprofloxacina, 60% ao cloranfenicol e 84% ao sulfazotrim. Em estudo de Lopes et al.14 é importante mencionar que a E. coli apresentou uma das freqüências mais baixas de resistência bacteriana e pequena modificação na sensibilidade à norfloxacina e à ciprofloxacina no período estudado.

Quanto à sensibilidade e à resistência, o S. aures foi sensível em 100% dos casos à vancomicina, 81% à piperacilina + tazobactam, 60% à amicacina e 51% à ciprofloxacina e foi resistente em 75% dos resultados à oxacillina e 98,5% à penicillina G. Quase todas as cepas de S. aureus de estudos realizados nos Estados Unidos são resistentes à penicilina; muitas são resistentes aos mais recentes antimicrobianos relacionados com a meticilina, e desde 1997 algumas cepas com susceptibilidade diminuída à vancomicina, fármaco que durante muitos anos foi o único invariavelmente eficaz diante desses microrganismos têm sido detectadas.2

Neste estudo, a P. aeruginosa mostrou-se resistente, em média, a 10 antimicrobinos testados (p<0,0001) (TAB. 2).

 

 

Os dados apresentados na TAB. 3, referentes aos locais de coleta, mostram que, nas infecções do trato urinário, o microrganismo mais isolado foi a E. coli (38,63%), sendo mais que o dobro da P. aeruginosa (18,2%). Nas infecções do sistema circulatório o mais freqüente foi a S. aureus (28,2%); nas infecções de cateteres, o S. epidermidis (33,3%); e nas infecções do tecido córneos os principais microrganismos foram o S. aureus (29,7%) e o P. aeruginosa (23,76%).

Estudo realizado por Tresoldi et al.,15 no hospital da Unicamp, revelou que o microrganismo mais comumente isolado foi o S. aureus (20.9%), sendo sua freqüência quase o dobro da P. aeruginosa (12.9%). A E. coli foi encontrada em 11.7% dos isolados e os Enterococcus em 9.7%. Os microrganismos mais freqüentes em infecções cirúrgicas foram S. aureus (17.5%) e Enterococcus (16.5%). Em infecções circulatórias, S. aureus predominou (35.2%) e em infecções arteriovenosas, S. aureus (27.2%) e S. coagulase-negativo (16.9%) foram os mais freqüentes, enquanto nas infecções do trato urinário os patógenos mais isolados foram os gram-negativos como a P. aeruginosa (22.1%), E. coli (20.4%) e Klebsiela sp (14.0%).

Segundo Michelim et al.,13 o S. epidermidis está freqüentemente associado à colonização de cateteres e implantes. Neste estudo, esse também foi o principal agente causador de infecções em ponta de cateter, correspondendo a 24,6% dos casos, sendo esse valor significativo para p<0,01 quando aplicado o Teste de Student-Newman-Keuls (TAB. 3). Quando analisado pelo Teste de Qui-Quadrado observou-se que o principal causador das infecções urinárias foi a E. coli.

Como mostra os dados da TAB. 4, a P. aeruginosa foi o principal microrganismo causador de infecções no setor de Clínica Médica masculina (36 casos). Na hemodiálise, os microrganismos foram o S. aureus e S. epidermidis, ambos com 12 casos. No setor de Clínica Médica feminina destacou-se a E. coli (23 casos) e no CTI a P. aeruginosa (41 casos), tendo sido todos eles significativos para p<0,01 ao aplicar o teste de Qui-Quadrado de Pearson.

A presença de resistência antimicrobiana é de grande importância nos CTIs, repercutindo nos custos de atenção, morbidade e mortalidade.16 Para Teixeira et al.,17 os CTIs são considerados epicentros de resistência bacteriana, sendo a principal fonte de surtos de bactérias multirresistentes. Dentre os fatores de risco, destaca-se o consumo abusivo de antimicrobianos e o uso rotineiro de técnicas invasivas, bem como a susceptibilidade dessa população. Segundo Michelim et al.,13 os agentes mais comumente isolados são S. epidermidis e S. aureus, porém neste estudo, a bactéria mais isolada foi a P. aeruginosa (TAB. 4).

Observou-se que o local mais comum de ocorrência de infecções foi o CTI, e quando comparado com os outros setores o resultados positivos foram significativos para p<0,01 pelo teste de Student-Newman-Keuls (p<0,01). Quando comparados os resultados negativos dos antibiogramas por setor, porém, foi possível observar que estes são mais freqüentes no CTI, se comparados com os demais setores, sendo que em relação à hemodiálise foi significativo para p<0,001 e na Clínica Médica Feminina e Masculina foi significativo para p<0,05 pelo Teste de Student-Newman-Keuls (TAB. 5).

A ITU é responsável por 35% a 45% de todas as infecções adquiridas no âmbito hospitalar, sendo a causa mais comum de infecção nosocomial.18 Neste estudo, essa foi a causa de 32,8% de todas as infecções ocorridas na instituição estudada (TAB. 6), sendo que na comparação dos resultados positivos dos antibiogramas em relação aos locais de coleta foi possível observar que estes ocorriam com mais freqüência nas coletas de urinas. Aplicando o Teste de Student-Newman-Keuls, verificou-se que houve significância na comparação entre os resultados das coletas de urina com os dados das hemoculturas e pontas de cateter (p<0,01) e também com os resultados das lesões de tecido córneo (p<0,05). Na comparação dos resultados negativos dos antibiogramas e locais de coleta, porém, observou-se que estes ocorriam com mais freqüência nas urinoculturas e hemoculturas, sendo que quando esta analisada com os resultados das pontas de cateter e lesões de tecido córneo, foram significativos para p<0,0001 pelo teste de Student-Newman-Keuls.

 

CONCLUSÃO

Pode-se concluir neste estudo realizado em uma instituição hospitalar do município de Alfenas-MG, cujo objetivo foi realizar um levantamento dos resultados dos antibiogramas e das culturas de microrganismos realizados em pacientes hospitalizados no período de 12 meses, que dos 402 resultados positivos, 19,5% apresentaram P. aeruginosa como microrganismo isolado, sendo este sensível ao imipenem em 77,2% dos casos e resistente à amicacina em 61%. Nas ITUs o microrganismo mais isolado foi a E. coli (38,63%), infecções do sistema a circulatório, o S. aureus (28,2%), infecções de cateteres, o S. epidermidis (33,3%); o S. aureus infecções do tecido córneo (29,7%). A P. aeruginosa apareceu como o principal microrganismo causador de infecções nos setores Clínica Médica masculina e CTI.

Diante do exposto, faz-se necessária a realização de novos estudos objetivando o levantamento da incidência de infecções em pacientes hospitalizados, bem como o perfil de resistência e sensibilidade aos antimicrobianos. Assim, seria possível reduzir o risco de o paciente vir a desenvolver infecções cruzadas durante a sua hospitalização, de acordo com o setor de internação, bem como o índice de resistência aos antimicrobianos e, conseqüentemente, a utilização de um tratamento adequado, com qualidade e resultados satisfatórios para a saúde do paciente.

 

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