REME - Revista Mineira de Enfermagem

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Enfermagem UFMG

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Volume: 10.1

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Pesquisa

A identidade masculina e feminina na visão dos profissionais de saúde de um serviço de saúde reprodutiva*

Masculine and feminine identity from the point of view of health workers at a reproductive health service

Elizabeth Perez GalastroI; Rosa Maria Godoy Serpa da FonsecaII

IEnfermeira. Professora Adjunta da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: galastro@enf.ufmg.br
IIEnfermeira. Professora Titular da Escola de Enfermagem da USP

Recebido em: 01/02/2005

Aprovado em: 01/02/2006

Resumo

O objetivo deste estudo foi analisar as representações sociais e gênero que profissionais de um serviço de saúde reprodutiva têm sobre a identidade masculina e feminina. Optou-se pela oficina de trabalho para a coleta de dados, cujo tema foi "A construção da identidade masculina e feminina". Os dados mostram que o papel de cuidadora é central na identidade feminina, enquanto a racionalidade é o elemento estrutural do masculino.

Palavras-chave: Medicina Reprodutiva, Serviços de Saúde Reprodutiva, Identidade de Gênero

 

INTRODUÇÃO

O sujeito inserido historicamente numa determinada sociedade tem seu conhecimento do mundo determinado pelos significados e sistemas simbólicos. E é por meio desses significados e símbolos produzidos pelas representações que damos sentido à nossa experiência e àquilo que somos. Conforme argumenta Lago(1), a identidade

"procura justamente dar conta das contradições dos sujeitos, organizando-as numa história coerente, unitária, através da qual ele se referencia como portador de um passado, relacionando-o a um presente e às suas expectativas no futuro. Identidade não é algo acabado, com peso constituinte, mas, enfatizamos, uma construção imaginária, um permanente processo de significações, de reelaboração, de investimento em novas identificações e novas significações".

A identidade é construída na trama das relações sociais na medida em que os sujeitos incorporam as regras, as normas, os valores e a forma de pensar de cada cultura e de cada momento histórico. Para verificar como as identidades são construídas, implica analisar as diferenças sob a forma de posições contraditórias. Ser do gênero feminino ou ser do gênero masculino leva a perceber o mundo e estar nele de forma diferente. Homens e mulheres são construídos de acordo com as suas vivências e experiências pessoais. Assim, as identidades de gênero são marcadas por valores e padrões desiguais com funções atribuídas a cada um dos sexos. Nessa construção, a primeira diferença se faz pela identificação sexual no momento do nascimento. Porém, outras diferenças são construídas na relação do indivíduo com a cultura e com a sociedade, representada principalmente por família, escola, religião, trabalho. Gênero orienta para além do sexo, representa o masculino e o feminino na sua relação de produção social e cultural, na aprendizagem e reprodução dos comportamentos, é, portanto, o modo de ser de cada um no mundo que resulta na complexa teia das relações culturais. Para Bourdieu(2), é através de um imenso trabalho de socialização contínua que as diferentes identidades se estabelecem como habitus claramente diferenciados e percebidos, segundo o princípio de divisão dominante. Assim, cabe ao homem o lugar externo, do oficial, do público, realizar todos os atos visíveis e arriscados como por exemplo as guerras. À mulher cabe o lugar interno, o privado, o escondido, como os afazeres de casa e o cuidado com os filhos. Para Pierre Boudieu(2), habitus é um sistema de disposições duráveis, estruturas estruturadas predispostas a funcionarem como estruturas estruturantes, isto é, como princípio que gera e estrutura as práticas e as representações que podem ser objetivamente regulamentadas e reguladas sem que por isso sejam o produto de obediência de regras.

 

OBJETIVO

O objetivo deste trabalho foi analisar as representações sociais e de gênero que profissionais de um serviço de saúde reprodutiva têm sobre a identidade masculina e feminina visando proporcionar um espaço para que refletissem sobre questões relacionadas aos gêneros masculino e feminino e contribuir para a construção de estratégias que possibilitem a maior presença do homem nas diversas áreas de assistência reprodutiva.

 

METODOLOGIA

A escolha foi pela metodologia qualitativa que responde às questões do universo de significações referente aos valores, às crenças, aos estereótipos, atitudes e fenômenos que não podem ser quantificáveis. Segundo Minayo(3), é uma abordagem que "incorpora a questão do significado e da intencionalidade como inerentes aos atos, às relações e às estruturas sociais, sendo essas últimas tomadas tanto no seu advento, quanto na sua transformação como construções humanas significativas". O referencial teórico adotado foi a Teoria das Representações Sociais e de Gênero. Foram selecionados para apresentação neste artigo apenas os resultados referentes às construções da identidade masculina e feminina na concepção dos profissionais de saúde.

A técnica para a coleta de dados foi a oficina de trabalho, por apresentar uma relação horizontal do pesquisador com o pesquisado, pois fornece um espaço de discussão e tem como objetivo "resgatar os conhecimentos existentes, manifestar os sentimentos relativos à vivência, facilitar a expressão e a comunicação intergrupal, aliados à motivação para a discussão dos conteúdos"(4). Portanto, é uma estratégia que tem por excelência resgatar o conhecimento do ser humano.

Participaram da oficina um total de sete profissionais: um médico, uma enfermeira, uma assistente social, duas psicólogas, uma auxiliar de enfermagem e uma ouvidora - nome dado pelo hospital aos voluntários da Associação Comunitária Amigos do Hospital Sofia Feldman e que representam um canal intermediário entre o hospital e os usuários -, todos com vivência profissional na área da assistência à saúde reprodutiva, entre dois e dezoito anos. A oficina foi estruturada em dois encontros, que tiveram como temas: a construção das identidades masculina e feminina e o lugar dos homens no serviço de saúde reprodutiva.

Os encontros foram gravados e transcritos na íntegra. Os dados foram submetidos a análise do discurso que permite explorar as articulações que existem entre o indivíduo e a sociedade, tornando possível o "estudo da afetividade, do engajamento, do identitário e de suas relações com as formas, as lógicas e o funcionamento do pensamento social"(5). Ao final da análise, foram obtidas duas categorias centrais que correspondem aos temas das sessões da oficina com suas respectivas subcategorias "A construção das identidades masculinas e femininas" e "O lugar dos homens no serviço de saúde reprodutiva". Neste texto serão apresentadas análise e discussão da categoria "A construção das identidades masculinas e femininas."

O projeto foi apreciado por um Comitê de Ética e os profissionais foram esclarecidos acerca do objetivo, da finalidade do estudo, da forma de coleta de dados e de apresentação do relatório garantindo o anonimato das informações. No dia da realização da oficina foi entregue uma carta esclarecendo sobre a pesquisa e o termo de consentimento livre e esclarecido para a concordância final. Foi dada a liberdade de deixar o estudo em qualquer momento.

 

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

A construção desta categoria foi fruto da introspecção e reflexão do profissional sobre ele mesmo - ser único e ser social inserido no mundo. Os resultados apontaram para duas subcategorias que serão abordadas separadamente.

O cuidar como uma construção do feminino

A natureza feminina faz parte do mundo de concepções em que a identidade de gênero é construída e formada na sociedade e na cultura. Isso, graças a um trabalho constante e permanente das instituições e práticas explicitamente organizadas. Como afirma Louro(6), esse trabalho de formação inclui "todas as diversas práticas sociais que "educam" os sujeitos, implícitas na divisão/distribuição dos espaços físicos e do tempo, na vestimenta, na estética, etc., ou explícitas nas normas sociais, nas doutrinas religiosas, jurídicas, educacionais e políticas".

A palavra cuidado foi um termo que apareceu muito nos discursos dos profissionais ao se referirem ao ser mulher. Elas cuidam de seus filhos, de sua família, vizinhos e amigos. A mulher como cuidadora apresenta-se de forma natural como se essa característica fosse feminina em sua essência. As representações de gênero do sujeito são elaboradas com base em dados externos, no que ele conhece, em experiências vividas em seu cotidiano e na determinação valorativa que ele dá a essas vivências. O sujeito cria a realidade e, conseqüentemente, o conhecimento dessa realidade, que nunca é deslocada da historicidade e do contexto social e ético do seu mundo(7):

"A mulher tem que ser educadora, compreensiva, ajudadora, sempre presente. Esta questão do cuidado é muito forte na mulher. Isto pode ser culturalmente imposto, mas não sei se é tão imposto assim não. A personalidade feminina na nossa sociedade, em toda a sociedade".

O cuidado é uma dimensão que diferencia profundamente os papéis de gênero na sociedade. Tronto(8) chama a atenção para dois tipos de cuidados, distinguindo o cuidado com e o cuidado de. A diferença de cada um vai depender do objeto ao qual o cuidado é direcionado. Para a autora, a fronteira entre essas duas formas não é muito nítida, mas proporciona o entendimento de como pensamos o cuidado na sociedade, uma vez que essas formas definem o cuidado de acordo com o gênero. O cuidar com "refere-se a objetos menos concretos; caracteriza-se por uma forma mais geral de compromisso", cuidar de "implica um objeto específico, particular, que é o centro dos cuidados". A respeito disso, algumas falas são bem significativas:

"...Eu acho que o papel de cuidadora da família é um papel que é mesmo da mulher. Eu acho que a mulher tem uma grande sensibilidade para isto. O homem é o provedor, mas dentro daquilo do papel da mulher de cuidadora é manter o lar."

O cuidar de envolve as estruturas privadas principalmente a família, e quem cuida sempre são as mulheres, com raras exceções. Em quase todos os lugares do mundo são as mulheres que têm a responsabilidade diária de alimentar e cuidar das crianças, dos maridos e parentes. Portanto, o cuidado está ligado às atividades cotidianas da vida. O cotidiano aqui não se refere aos fatos históricos e grandiosos das grandes conquistas e invenções, mas à vida de todo dia. O cotidiano é o mundo doméstico, o mundo das relações mais diretas, que às vezes pode mudar as relações mais amplas. O cotidiano é a rotina de cada dia, de ter o que cozinhar, de ter água para lavar as crianças, as roupas, de trocar afagos e gestos de amor, mas também de violência. Faz lembrar da concretude da vida das coisas que são necessárias à própria sobrevivência do ser humano. Dessa forma, o cotidiano faz parte das questões socioeconômicas e políticas e tem tudo a ver com o que vivemos nos nossos lares.

A cultura patriarcal desenvolveu entre as mulheres uma educação de renúncia, de vontade própria sempre a serviço dos outros. Homens e mulheres têm introjetado e projetado essas posições tanto no nível individual como no nível social, reforçando essa desigualdade. No entanto, durante o século XX, mais precisamente a partir da metade desse século, vêm ocorrendo transformações significativas nas relações entre homens e mulheres. A complexa realidade humana e social com suas variáveis vem contribuindo para essas mudanças, como por exemplo, o intenso debate dos diversos movimentos sociais, o controle da reprodução principalmente com o uso do anticoncepcional e a incorporação da mulher no mercado de trabalho desafiando essa posição fixa entre o público e o privado. Hoje, a delimitação rígida entre a casa e a rua já faz parte do passado; novas relações entre homem/mulher surgiram. O confrontamento de valores, crenças, normas e atitudes das mulheres, no âmbito das relações de gênero, pode proporcionar a introdução de elementos novos e a exclusão de elementos tradicionais nas representações do homem e da mulher(9). Observa-se uma transformação das relações sociais tanto na dimensão pública como na dimensão privada, e o que se busca é uma maior eqüidade entre os gêneros.

A racionalidade uma construção do masculino

Assim como as mulheres, a partir do nascimento, o homem inicia o seu processo de construção direcionada para o que a sociedade espera dele. Os primeiros anos de vida são fundamentais na formação do sujeito social. Essa construção se faz paulatinamente e o modo de ser homem se manifesta no cotidiano das relações, nos atos, na linguagem. A linguagem - sistema simbólico - é o principal instrumento de comunicação e transmissão de significados em relação ao modo de pensar dos sujeitos.

Assim, quando na realização da oficina de trabalho foi solicitado aos profissionais que citassem ditados populares sobre o homem, surgiram falas que revelavam atributos sociais e normativos referentes às características de racionalidade e insensibilidade:

"Homem que é homem não chora.

"Homem que é homem come mel e mastiga abelha."

Os ditados populares geralmente exaltam a força, a virilidade, o poder e a falta de emoção do homem, sendo, portanto, representações de gênero que marcam e determinam a identidade masculina. A visão dominante da divisão sexual segundo Bourdieu(2) está em toda parte, "exprime-se nos discursos tais como os ditados, os provérbios, os enigmas, os cantos, os poemas ou nas representações gráficas tais como as decorações murais, os motivos das cerâmicas ou dos tecidos". Para o mesmo autor, esta divisão "parece estar na ordem das coisas", está presente no mundo social em estado objetivo e também em estado incorporado no habitus.

As características genéricas atribuídas ao homem, por si só, lhe outorgam poder, ou seja, comandar, ganhar, ordenar, ser duro, entre outras. É o modelo de homem que a cultura tem gestado e que aparece explicita nos discursos.

"...A sociedade quer homem durão, repressor, provedor. A sociedade exige que o homem seja desta forma. Não é que os homens sejam assim, as estruturas da sociedade exigem assim, do ponto de vista da construção do papel cultural do homem desta forma. Eu acho que do ponto de vista individual vai ter muita diferença, mas do ponto de vista coletivo?"

Na medida em que a sociedade caracteriza o homem como uma pessoa "dura", significa que ela é desprovida de emoções, sentimentos e que não tem necessidades afetivas. Esse modelo racional de se colocar no mundo, por um lado, proporcionou ao homem um elemento chave que é o poder. Poder sobre as mulheres e sobre todas as coisas que fazem parte do mundo. Joan Scott(10) ressalta que gênero é uma forma primária de significar as relações de poder, embora não seja o único campo. Mas é uma forma "persistente e recorrente de tornar eficaz a significação do poder no Ocidente, nas tradições judaico-cristãs bem como nas islâmicas". Embora as relações de poder sejam recorrentes, elas sempre estarão sujeitas ao sentidos próprios de cada sociedade e de seu momento histórico. Esse poder pode adquirir aspectos diferentes, dependendo da situação, dos sujeitos homem ou mulher, do lugar e do tempo.

A partir das últimas décadas do século passado, com o avanço do movimento feminista e com as conquistas sociais alcançadas pelas mulheres na sociedade ocidental, mudanças significativas vêm ocorrendo nas relações sociais, tanto no âmbito público quanto no privado. Portanto, críticas a esse modelo tradicional de masculinidade vêm acontecendo. A globalização tem contribuído para as sucessivas transformações, no mundo do trabalho, na diminuição de empregos, gerando novas demandas ao homem que, por sua vez, encontra dificuldades em acompanhá-las e compeendê-las. Acrescido a isso, o modelo tradicional de família tem passado por transformações, principalmente no que se refere a rupturas conjugais fazendo emergir: o materialismo, o consumismo, o hedonismo e a permissividade.(11)

Enfim, com todas essas mudanças e transformações do mundo social, o homem está enfrentando um constante questionamento do modelo tradicional que por sua vez tem se mostrado inadequado às exigências da sociedade contemporânea. O que se pode observar, nas últimas décadas, sobre o comportamento do homem, é que uma "crise da masculinidade" está instalada. Ele já não dispõe de um único modelo de comportamento, coexistindo atualmente vários modelos:

"...o macho viril e provedor, instituido pelo modelo tradicional; o ser de relações democráticas e igualitárias com o sexo oposto, em consonância com as demandas feministas; o sujeito múltiplo do mundo pós-moderno que possa prover e ser provido, que possa dar e receber afetos, que possa exercer sua maternidade"(9).

Evidencia-se assim tratar-se de uma época de transições, conflitos e adaptações à nova realidade.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O processo de reflexão da oficina de trabalho permitiu aos profissionais trazer à tona questões importantes para compreender as construções sociais sobre o homem e a mulher. Para a identidade feminina o aspecto marcante foi o cuidar. Esse aspecto representa a marca do encontro do passado com as relações sociais e culturais vividas agora e que ainda perduram, influenciando o modo de pensar e agir das mulheres. Assim como as mulheres, os homens iniciam o seu processo de construção desde que nascem, e o aspecto imperativo na sua identidade foi a racionalidade. Esse modelo racional tem direcionado as condutas e o modo de ser dos homens no coletivo. Assim, os profissionais revelaram em seus discursos que tanto o homem como a mulher carregam rótulos que definem o comportamento e a vida de ambos. No entanto, no atual contexto, marcado por uma complexa dinâmica de relações, é que novas identidades estão sendo formadas. As identidades não são fixas e nem imutáveis, estão constantemente em transformação e adequando-se às novas exigências e demandas.

 

REFERÊNCIAS

1 Lago MCS. Identidade: a fragmentação do conceito. In: Silva AL, Lago MCS, Ramos RO, organizadoras. Falas de gênero: teoria, análise, leitura. Florianópolis: Mulheres; 1999.

2 Bourdieu P. A dominação masculina. Educação & Realidade 1995;20(2):139-84.

3 Minayo MCS. O desfio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 8ª ed. São Paulo: Hucitec; 2004.

4 Chiesa AM. Mulher, corpo e agravo à saúde: do ingênuo ao crítico através do conhecimento. In: Fonseca AMGS, organizadora. Mulher e cidadania na nova ordem social. São Paulo: Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero (NEMGE/USP); 1996.

5 Anadon M, Machado PB. Reflexões teórico-metodológicas sobre as representações sociais. Salvador: UNEB; 2001.

6 Louro GL. Gênero, história e educação: construção e desconstrução. Educação & Realidade 1995;20(2):101-32.

7 Moscovici AS. A representação social da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar; 1978.

8 Tronto JC. Mulheres e cuidado: o que as feministas podem aprender sobre a moralidade a partir disso? In: Jaggar AM, Bordo SR, editoras. Gênero, corpo, conhecimento. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos; 1997. p.186-203.

9 Ribeiro ASM, Almeida AMO. Masculinidade: nova história, velhas representações. In: Faria C, Loureiro MCS, organizadoras. Representações sociais e práticas educativas Goiânia: UCG; 2003.

10 Scott J. Gênero: uma categoria útil para análise histórica. 2ª ed. Recife: SOS Corpo; 1995.

11 Nolasco S. O mito da masculinidade. 2ª ed. Rio de Janeiro: Rocco; 1993.

 

 

* Este trabalho é parte da Tese de Doutorado do Programa de Pós-Graduação da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.

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