REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

Busca Avançada

Volume: 16.3

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Revisão Teórica

Pesquisa clínica em enfermagem: contribuições para inovação tecnológica

Clinical research in nursing: contributions for technological innovation

Edivane PedroloI; Franciane SchneiderII; Franciele Soares PottIII; Elaine Cristina RinaldiIV; Marineli Joaquim MeierV; Mitzy Tannia Reichembach DanskiVI

IEnfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná. Docente do Instituto Federal do Paraná. Membro do grupo de pesquisa Tecnologia e Inovação em Saúde: fundamentos para a prática profissional (TIS). E-mail: edivanepedrolo@gmail.com
IIEnfermeira Oncologista. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná. Enfermeira do Hospital São Vicente - Fundação de Estudos das Doenças do Fígado Koutoulas Ribeiro. Bolsista Capes. Membro do grupo de pesquisa TIS. E-mail: franciane_06@yahoo.com.br
IIIEnfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná. Bolsista Capes. Membro do grupo de pesquisa TIS. E-mail: franzinha_soares@yahoo.com.br
IVEnfermeira. Especialista em Gestão em Saúde Pública. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná. Membro do grupo de pesquisa TIS. E-mail: ecrisrinaldi@yahoo.com.br
VEnfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Paraná. Professora do Programa de Pós-Graduação da UFPR. Líder do grupo de pesquisa TIS. E-mail: mmarineli@ufpr.br
VIEnfermeira. Doutora. Docente da Graduação e Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná. Vice-líder do grupo de pesquisa TIS. E-mail: profa.mitzy@ufpr.br

Endereço para correspondência

Rua Des Westphalen, 824, apto. 408B, Rebouças
Curitiba-PR Paraná, Brasil. CEP 80.230-100
Fone: (41) 3232-5787

Data de submissão: 17/1/2012
Data de aprovação: 21/3/2012

Resumo

A pesquisa clínica é um estudo sistemático que segue métodos científicos aplicáveis aos seres humanos. Objetivouse, neste estudo, identificar as contribuições da pesquisa clínica para inovação tecnológica na área da enfermagem. Trata-se de um estudo operacionalizado mediante revisão integrativa. Realizou-se busca nas bases de dados Lilacs, Medline e BDENF, associada à busca manual das publicações. As áreas com significativo número de artigos foram Saúde do Adulto (44%) e Saúde da Mulher (14%). Verificou-se que 8% das publicações resultaram em inovação tecnológica, o que evidencia pouca contribuição da pesquisa clínica nesta abordagem presente nas produções científicas da enfermagem. Conclui-se que a produção da enfermagem restringe-se às tecnologias leves e leve-duras, sendo incipientes as publicações referentes à produção e aperfeiçoamento de materiais e equipamentos. Destaque-se a importância dessas publicações por permitirem aquisição, produção e aprofundamento dos conhecimentos.

Palavras-chave: Enfermagem; Tecnologia; Inovação; Pesquisa em enfermagem clínica

 

INTRODUÇÃO

A pesquisa em saúde caracteriza-se como uma investigação científica, tecnológica e inovadora, com impacto positivo na saúde das pessoas, independentemente da área do conhecimento a que pertencem ou da instituição ou grupo de pesquisa em que foram realizadas.1,2

Quando o processo de investigação científica tem como foco o ser humano, esta é denominada "pesquisa clínica", sendo utilizadoas as expressões "ensaio clínico" ou "estudo clínico" como sinônimas. A pesquisa clínica é definida como um estudo sistemático que segue métodos científicos aplicáveis aos seres humanos, sadios ou doentes, com base nos objetivos da pesquisa desenvolvida.3

A história da pesquisa clínica é relativamente recente, caracterizada pelo avanço dos conceitos das boas práticas clínicas, que foi consolidado nos Estados Unidos em 1988, pelo Food and Drug Administration (FDA), o qual determina normas e orientações éticas e científicas para o desenvolvimento desse tipo de estudo.4,5

No cenário da enfermagem, a temática ainda é pouco discutida, dado o campo de atuação recente. Todavia, percebe-se que é uma área com importante potencial de desenvolvimento, o que amplia a possibilidade de expansão de nossa prática profissional.5

A pesquisa clínica permite a produção de conhecimento científico, o qual, ao ser aplicado na prática, caracterizase como uma tecnologia para a saúde.6 A tecnologia é classificada como leve, leve-dura e dura. A primeira refere-se às relações, do tipo produção de vínculos, acolhimento; a segunda consiste nos saberes bem organizados, inseridos no processo de trabalho em saúde; e a terceira compreende os equipamentos tecnológicos, máquinas e a própria estrutura organizacional.7

A incorporação de tecnologias no setor saúde é influenciada por ampla gama de fatores, alguns determinados pela natureza da própria tecnologia ou do problema relevante e outros, pelas ações e interesses dos diversos grupos envolvidos.6

Saliente-se, nesse contexto, que a produção de conhecimento, considerada neste estudo como uma tecnologia, é o primeiro passo para a produção de inovação tecnológica na enfermagem. Autores afirmam que a inovação tecnológica baseia-se no conhecimento disponível, seja ele recente, seja gerado no passado.8 Dessa forma, a inovação figura como principal veículo de transformação do conhecimento em valor.9

A Lei nº 10.973/2004 regulamenta o incentivo à inovação no Brasil, mediante o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica. Segundo essa lei, a palavra "inovação" corresponde à "introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social que resulte em novos produtos, processos ou serviços". No entanto, quando associada ao termo"tecnologia", então denominado "inovação tecnológica", é definida, segundo o § 1º do art. 17, como "concepção de novo produto ou processo de fabricação, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade".10

Diante do exposto, neste estudo objetivou-se identificar as contribuições da pesquisa clínica para inovação tecnológica na área da enfermagem.

 

METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, a qual possibilita conclusões gerais a respeito de uma área do conhecimento mediante a síntese de múltiplos estudos publicados. Os estudos incluídos englobam pesquisas experimentais e quase experimentais, proporcionando uma compreensão mais completa do tema de interesse.11

O desenvolvimento da revisão integrativa processase em seis etapas: definição da questão de pesquisa, delimitação dos critérios de inclusão e exclusão, busca dos dados, análise dos dados e resultados, interpretação dos resultados e síntese da revisão.12

Para esta pesquisa, a questão norteadora foi: "Quais as contribuições da pesquisa clínica para inovação tecnológica na enfermagem?" A fim de responder a essa questão, foram buscados artigos que atendessem aos seguintes critérios de inclusão: apresentar metodologia de pesquisa clínica;13 expor descrição clara do método de pesquisa empregado; ser produzido no Brasil; estar disponíveldemaneiragratuita;terpublicaçãoentrejaneiro de 2009 e maio de 2011; incluir pelo menos um enfermeiro como autor; possuir abordagem quantitativa.

A busca dos artigos se deu nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (Medline) e Base de Dados da Enfermagem (BDENF). Os artigos foram selecionados pelos descritores de assunto do Descritor em Ciências da Saúde (DeCS) pela interface Bireme, utilizando-se a lógica booleana.

Nas três bases de dados, realizaram-se duas buscas: Busca 1. Descritores de assunto: ["Estudos de coortes" OR "Estudos transversais" AND "Enfermagem"]. Busca 2. Descritor de assunto ["Enfermagem"] AND tipo de publicação ["Ensaio Clínico" OR "Ensaio Clínico Controlado" OR "Ensaio Clínico Controlado Aleatório" OR "Estudo Comparativo" OR "Estudo Multicêntrico" OR "Estudos de Avaliação" OR "Estudos de Validação" OR "Guia de prática clínica" OR "Metanálise"].

Para a seleção dos artigos, foram avaliados o título, o resumo e a metodologia, de modo a confirmar se estes contemplavam a questão norteadora e se atendiam aos critérios de inclusão estabelecidos. Dessa maneira, a amostra final foi constituída de 11 artigos provenientes das bases de dados Lilacs e Medline, uma vez que os artigos da BDENF não atenderam aos critérios de inclusão.

Entretanto, observou-se que um significativo número de artigos que atendiam aos critérios de inclusão não foi contemplado porque os descritores utilizados na indexação não consideravam a metodologia empregada. Ademais destaque-se que a expressão "pesquisa clínica" nãocorresponde a umdescritor deassunto noDeCS. Dessa forma, no intuito de ampliar o quantitativo de publicações, optou-se por realizar busca manual dos artigos nas revistas que mais publicam pesquisa clínica,conforme evidenciado na busca por descritores. Saliente-se que a busca manual é uma estratégia que permite abarcar materiais publicados e não publicados, a fim de abranger o maior número de estudos sobre o assunto pesquisado.14

Foram avaliadas as publicações das revistas: Latino-Americana de Enfermagem, Escola de Enfermagem da USP, Gaúcha de Enfermagem e Acta Paulista de Enfermagem. Para a seleção da amostra, foram analisados todos os artigos das revistas publicadas entre janeiro de 2009 e maio de 2011. Atenderam aos critérios de inclusão 39 artigos. Dessa forma, a amostra final desta revisão é composta por 50 artigos.

 

RESULTADOS

A análise dos 50 artigos selecionados revelou maior número de publicações de resultados de pesquisas clínicas na Revista Latino-Americana de Enfermagem (RLAE), bem como de artigos publicados em 2010, conforme evidenciado na TAB. 1.

Com relação à autoria dos artigos, considerando o total de 193 autores distribuídos pelos 50 artigos analisados, destaque-se a participação incipiente de profissionais não enfermeiros (8,82%) e a ausência de especificação profissional em 23,84% dos autores, conforme demonstrado na TAB. 2.

O desenho de pesquisa clínica mais empregada foi o estudo transversal, sendo que não houve estudos do tipo caso controle e ensaio clínico randomizado cego, conforme demonstrado na TAB. 3.

No que concerne à temática dos estudos, 22 (44%) abordaram a área de Saúde do Adulto15-36 e sete (14%), Saúde da Mulher.37-43 Dentre as temáticas com menor ocorrência temos: Saúde da Criança,44-48 com cinco estudos (10%); Saúde do Idoso,49-52 Infecção relacionada a Assistência a Saúde53-56 e Saúde do Trabalhador57-60 com quatro estudos cada (8%); Neonatologia61,62 e Processo de Trabalho63,64 com dois estudos cada (4%).

No tocante à produção de tecnologia e inovação para saúde, os resultados dos estudos evidenciaram uma produção incipiente de inovações tecnológicas, representando apenas 8% das publicações, conforme demonstrado na TAB. 4.

Os estudos que resultaram em inovação tecnológica para a saúde encontram-se listados no QUADRO 1:

 

DISCUSSÃO

Estudos de revisão publicados recentemente revelaram a Revista Latino-Americana de Enfermagem e a RevistaEscola de Enfermagem da USP (REEUSP) como os periódicos com maior número de publicações,65,66 confirmando os resultados desta pesquisa. Esse fato pode ser justificado pela tradição da Escola de Enfermagem da USP, a qual consolidou o primeiro curso de pós-graduação stricto sensu do Brasil, em 1973. No que concerne à RLAE, destaque-se que esta foi a primeira revista brasileira com Qualis B internacional, o que desperta o interesse dos pesquisadores em nela publicar.66

Quanto à autoria, estudo em que foram revisadas publicações de três periódicos demonstrou que mais de 45% dos autores dos artigos analisados eram doutores e doutorandos.67 Os resultados confirmam os desta pesquisa, na qual a maioria das publicações (43,52%) foi desenvolvida por autores com essa titulação.

No tocante à vinculação, as pesquisas estão centradas nas áreas acadêmicas, universidades e nos cursos de pós-graduação, conforme evidenciado pela autoria dos artigos analisados nesta revisão.67-69 Esse fato se deve às exigências dos programas de pós-graduação e, no que concerne aos doutores, às exigências da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Ensino Superior (Capes) com relação ao número de publicações.66

No Brasil, as pesquisas desenvolvem-se majoritariamente nas ciências da saúde (53,8%) e representam uma significativa porcentagem de toda a produção científica e tecnológica do país.70 No entanto, áreas como as ciências biológicas, agrárias, humanas, dentre outras, contribuem para produção de conhecimento na saúde, mesmo que de maneira indireta e numa frequência menor. Esse fato pode ser resultado do maior número de doutores e pesquisadores dedicados às ciências da saúde, quando relacionados às demais áreas do conhecimento.71

Nesta revisão,evidenciou-s eessa tendência ao apresentar estudos realizados por enfermeiros em parceria com profissionais de outras áreas, como estatísticos e matemáticos, bem como o desenvolvimento de estudos multiprofissionais com médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, bioquímicos e biólogos.

Estudos demonstram resultados positivos de intervenções multiprofissionais em diferentes áreas, com significativo incremento na taxa de adesão ao tratamento e redução de fatores de risco para comorbidades, sendo esta uma importante vertente para melhoria do tratamento aos pacientes.72,73

Ademais, a pesquisa precisa ser estratégica, ou seja, os experimentos devem atender às necessidades de saúde da população.71 Uma das vertentes para sua consolidação compreende a pesquisa clínica, a qual trabalha a influência de certos fatores sobre a saúde dos indivíduos, na forma de um desfecho clínico e assumindo diferentes enfoques.74

A pesquisa clínica é um método de estudo que engloba diferentes desenhos de pesquisa, de acordo com a posição do observador, divididos em observacionais e de intervenção.13

Os estudos observacionais são aqueles em que o investigador não controla a exposição dos indivíduos ao fator de risco nem o modo pelo qual eles são alocados aos grupos a serem comparados. Dentre os estudos observacionais, pontuam-se os estudos de coorte, transversal e de caso-controle.

Quando a posição do observador é ativa com relação ao evento observado, há os estudos de intervenção, também denominados "ensaios clínicos"13, nos quais o pesquisador maneja o fator de exposição (a intervenção), alterando intencionalmente o estado de saúde dos indivíduos, tendo como objetivo investigar os efeitos da intervenção provocada.75

Dentre as opções de ensaio clínico, o ensaio clínico randomizado (ECR) é, em geral, o melhor delineamento, mas ensaios clínicos não randomizados são mais adequados a determinadas questões de pesquisa. O ECR permite estabelecer causalidade e avaliar a efetividade de intervenções.13

O ensaio clínico randomizado cego consiste no padrãoouro da pesquisa clínica, caracterizando, portanto, uma das melhores evidências clínicas na área da saúde. Isso porque a randomização elimina a influência das variáveis confundidoras sobre o desfecho, enquanto o cegamento é importante por evitar uma cointervenção, bem como por prevenir vieses na avaliação do desfecho.13

Infere-se que a baixa incidência de ECR se deva ao fato de que estudos com esse método demandam tempo para sua realização e têm um custo muito alto,1 necessitando. Portanto, de incentivo e financiamento por parte das agências nacionais e internacionais de fomento, a fim de que possam se consolidar no cenário da enfermagem e subsidiar a prática clínica do enfermeiro.

Com relação à temática dos estudos analisados nesta revisão, os resultados vão ao encontro de outro trabalho publicado,67 no qual houve uma concentração de publicações na área de Saúde do Adulto. Entretanto, na área de Saúde da Mulher os dados são divergentes, uma vez que esta foi a área com menor quantitativo, enquanto nesta pesquisa a temática Saúde da Mulher foi a segunda mais abordada.

Com referência à classificação de tecnologia e inovação para saúde, a análise dos estudos revelou que a produção científica da enfermagem ainda não se detém ao desenvolvimento de tecnologias duras, uma vez que a maior parte dos artigos obteve como resultado conhecimento científico, considerado neste trabalho como uma tecnologia leve-dura.

O termo "tecnologia" muitas vezes nos remete exclusivamente a máquinas e equipamentos de alta complexidade, mantendo-nos reféns de uma visão simplista sobre sua abrangência.76 A tecnologia envolve diferentes dimensões, dentre elas os saberes e habilidades, dos quais resultam produtos, teorias ou bens simbólicos. Dessa forma, os equipamentos tecnológicos correspondem à expressão de uma tecnologia, ou seja, são os resultados dos saberes.77

Considerando a classificação de tecnologia em leve, leve-dura e dura,7 essa não deve ser entendida apenas como um produto palpável, mas sim como resultado de um amplo trabalho que abrange ações abstratas ou concretas, com vista a uma finalidade específica.77 Nesse contexto, inúmeros autores destacam a tecnologia como algo abrangente, que abarca, além das tecnologias duras, as relações humanas e os conhecimentos sistematizados, que na área da saúde fundamentam e delimitam o saber-fazer do cuidar.78,79

Tecnologia em saúde compreende, segundo a Portaria nº 2.510/GM de 2005, medicamentos, materiais, equipamentos e procedimentos, sistemas organizacionais, educacionais, de informações e de suporte, bem como programas e protocolos assistenciais, os quais subsidiam a atenção e os cuidados à saúde da população.2

Na enfermagem, a tecnologia "compreende um conjunto de conhecimentos (científicos e empíricos) sistematizados, em constante processo de inovação, que visam qualidade de vida e se concretizam no ato de cuidar". Dessa forma, ultrapassa o caráter técnico e o teórico, englobando a utilização de diversos saberes, alémdosmétodoseprocessosqueconduzemaocuidado, finalidade do processo de trabalho do enfermeiro. Destarte, a tecnologia em enfermagem resulta em um fazer com qualidade, o qual requer reflexão, análise e interpretação, sendo útil no desenvolvimento e na organização do trabalho.78

Com relação aos estudos que resultem em inovação para a saúde, a preocupação com essa questão teve início em 1994, com a realização da 1ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, a qual aprovou uma política pública para incentivo ao desenvolvimento de tecnologia e inovação em nível nacional, bem como destacou as prioridades de pesquisa em saúde.70,80

No que diz respeito à pesquisa clínica, ressaltou-se a importância do desenvolvimento de avaliações das intervenções terapêuticas e das novas tecnologias e suas aplicabilidades; testes clínicos de procedimentos diagnósticos e terapêuticos, produtos oriundos da pesquisa nacional; estudos para elaboração de protocolos clínicos; dentre outros.80

As prioridades devem basear-se em conhecimentos científicos e tecnológicos eficientes e eficazes, bem como estar voltadas para o esforço de prospecção, no intuito de adiantar-se às necessidades de novos conhecimentos exigidos pela transformação rápida e permanente da atualidade. Dessa forma, o objetivo é produzir novos conhecimentos e novas práticas, voltados para o cuidado em saúde, considerando os aspectos culturais e étnicos, com estímulo a estudos integrados de caráter multiprofissional, interdisciplinar e intersetorial.70

Destaque-se que dos estudo sque resultaram em inovação tecnológica três empregaram o método de ensaio clínico para o desenvolvimento de instrumentos tecnológicos, bem como para agregar nova funcionalidade a técnicas e procedimentos de cuidado à saúde.

A pesquisa clínica contribui para a inovação quando seus resultados introduzem uma novidade ou promovem o aperfeiçoamento de produtos, processos ou serviços para o setor de saúde. Quando há uma novidade, uma nova característica ou funcionalidade para um produto ou processo, essa é considerada uma inovação tecnológica.10 Nessa perspectiva, desenhos de estudos como o ensaio clínico são relevantes, uma vez que permitem a avaliação da eficácia, da efetividade e da eficiência das inovações tecnológicas, subsidiando sua implantação na prática de enfermagem.

Os avanços científicos, tecnológicos e as inovações trazem novas soluções, bem como novos desafios para área da saúde, fato ressaltado pelo importante papel desempenhado pela ciência, tecnologia e inovação no desenvolvimento econômico e social das nações, sendo impossível mensurar seus benefícios para humanidade.1

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme evidenciado neste estudo, a contribuição da pesquisa clínica para a inovação tecnológica na enfermagem brasileira é incipiente, uma vez que apenas quatro (8%) dos artigos analisados puderam ser classificados nessa categoria. Destaque-se que, destes, em cada pesquisa abordou-se uma temática diferente, o que dificulta a consolidação do conhecimento, a qual é alcançada mediante o desenvolvimento de pesquisas com diferentes metodologias, a fim de abordar em profundidade o assunto.

Observe-se que os resultados das pesquisas clínicas, em sua maioria, se restringem a tecnologias leves e leve-duras, voltadas para o cotidiano de trabalho da enfermagem, em detrimento da produção ou aperfeiçoamento de materiais e equipamentos.

A incorporação de tecnologia em suas diferentes dimensões é uma realidade presente cotidianamente no processo de trabalho da equipe de enfermagem, com vista a mediar o cuidado prestado no que concerne às relações interpessoais efetivadas, à comunicação e à própria manipulação de materiais e equipamentos.

Destarte, saliente-se que as publicações relacionadas ao tema inovação tecnológica na área da saúde são escassas, restringindo-se a estudos publicados que resultaram no desenvolvimento ou aperfeiçoamento de uma tecnologia específica. Nesse contexto, a pesquisa clínica constitui um caminho fecundo na produção de novas tecnologias, inovações e inovações tecnológicas para a saúde e, mais especificamente, para a enfermagem.

Para tanto, há necessidade de trabalhos que visem atender às reais exigências de saúde dos indivíduos, bem como uma aproximação dos enfermeiros atuantes na prática do cuidado quanto ao desenvolvimento de ensaios clínicos, assumindo uma posição ativa na produção e aplicação prática do conhecimento científico. Destaque-se que as publicações e investigações realizadas por enfermeiros são fundamentais, uma vez que permitem a aquisição, produção e aprofundamento dos saberes.

 

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