REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

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Volume: 18.2 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20140035

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Revisão

Aplicativos móveis desenvolvidos para a área da saúde no Brasil: revisão integrativa da literatura

Mobile applications developed for the health sector in Brazil: an integrative literature review

Chris Mayara dos Santos Tibes1; Jessica David Dias1; Silvia Helena Zem-Mascarenhas2

1. Enfermeira. Mestranda em Enfermagem do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). São Carlos, SP - Brasil
2. Enfermeira. Professor Associado da UFSCar. São Carlos, SP - Brasil

Endereço para correspondência

Chris Mayara dos Santos Tibes
E-mail: christibes@gmail.com

Submetido em: 15/08/2013
Aprovado em: 27/02/2014

Resumo

A popularização dos celulares inteligentes, os smartphones, tem sido considerada por muitos a revolução tecnológica de maior impacto nos últimos tempos. Considerado um computador de bolso e com acesso a milhões de aplicativos, sua principal característica é a quebra da limitação da mobilidade, acompanhando o seu usuário 24 horas por dia em qualquer lugar. Essa qualidade é fundamental para auxiliar a assistência em saúde, uma vez que esses profissionais deslocam-se constantemente dentro das instituições em que trabalham. Este estudo objetivou identificar quais as pesquisas envolvendo tecnologia móvel aplicada à saúde que estão sendo desenvolvidas no Brasil. A metodologia empregada é do tipo revisão integrativa da literatura. A amostra final contou com 27 trabalhos. A análise dos resultados trouxe que a temática mais abordada no desenvolvimento de aplicativos móveis para a área de saúde foi a de apoio ao profissional. Quando analisado o foco desses aplicativos, viu-se que a área mais beneficiada pela pesquisa em computação móvel tem sido a multiprofissional. Concluiu-se, com a revisão, que é de suma importância o desenvolvimento de aplicativos móveis vinculados à pesquisa científica em saúde, pois seu conteúdo será analisado e testado por profissionais que conhecem as reais necessidades dos usuários finais.

Palavras-chave: Computação em Informática Médica; Enfermagem; Informática em Saúde.

 

INTRODUÇÃO

A popularização dos celulares inteligentes, os smartphones, tem sido considerada por muitos a revolução tecnológica de maior impacto nos últimos tempos após a revolução causada pela Internet e pelas redes sociais.1

O crescimento do mercado de dispositivos móveis tem gerado oportunidades comerciais e sociais em diversas áreas. Esse tipo de dispositivo é considerado um computador de bolso com acesso a milhões de aplicativos. Apenas em 2012, mais de 40 bilhões de aplicativos foram baixados nos smartphones e a previsão é de que esse número chegue a 300 bilhões em 2016.2 Isso se deve principalmente à facilidade com que esses aplicativos podem ser acessados em suas respectivas lojas virtuais. Desse modo, desenvolver soluções computacionais no formato de aplicativos móveis representa um meio eficaz de disponibilizar a ferramenta e atingir o público-alvo desejado.

A principal característica dos aplicativos móveis é a quebra da limitação da mobilidade, uma vez que os smartphones são como um computador de bolso, que pode acompanhar seu usuário 24 horas por dia onde ele estiver. Outro aspecto relevante é a pessoalidade que o equipamento proporciona aos seus usuários, considerando que o profissional pode utilizar seu aparelho pessoal, com o qual já está acostumado a lidar diariamente.3

A utilização de ferramentas computacionais na área da saúde está em crescente expansão, pois esse tipo de suporte pode proporcionar aos profissionais alcançarem mais precisão e agilidade em seus trabalhos. No que diz respeito ao cuidado de enfermagem no Brasil, a adoção de recursos tecnológicos é um fato crescente desde a década 60, com a fundamentação científica da profissão.4

A computação móvel pode ser aplicada em várias vertentes dentro da área da saúde. Entre essas aplicações podem se destacar o monitoramento remoto, o apoio ao diagnóstico e o apoio à tomada de decisão.5,6

Esta revisão faz parte de um projeto maior que visa ao desenvolvimento de tecnologia móvel para a área da saúde e enfermagem. Além disso, o estudo de revisão também é essencial para identificar as lacunas a serem pesquisadas na área.

Nesse escopo, o objetivo da pesquisa foi identificar o estado da arte atual e as tendências de pesquisas no Brasil que utilizam tecnologia móvel na área da saúde.

 

MATERIAL E MÉTODO

Realizou-se estudo de revisão integrativa da literatura, visando apreender o que existe na literatura científica brasileira sobre a temática tecnologia e aplicativos móveis na área da saúde no período de janeiro de 2006 a julho de 2013.

Esse método possibilita sumarizar as pesquisas já realizadas e obter conclusões a partir de um tema específico.7 Por se tratar de uma revisão integrativa da literatura, não foi necessária a aprovação do estudo pelo comitê de ética em pesquisa, segundo a Resolução 466/12 do Ministério da Saúde.8 Para a realização da revisão utilizou-se o modelo proposto por Ganong9, que envolve as seguintes etapas:

seleção das questões para revisão;
estabelecimento de critérios para inclusão de estudos e busca na literatura;
apresentação das características dos estudos revisados;
análise dos estudos utilizando instrumento específico;
interpretação dos resultados;
apresentação dos resultados e síntese do conhecimento.

Para guiar a revisão integrativa, formulou-se a seguinte questão: "o que foi desenvolvido no Brasil em pesquisa cientifica na área de saúde relacionado a aplicativos móveis?"

Para a seleção dos artigos foram utilizadas as seguintes bases de dados: Biblioteca virtual SCIELO, LILACS e Google Scholar. Esta última foi consultada no intuito de ampliar o âmbito da pesquisa, abrangendo, além de artigos indexados, teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso não encontrados em bibliotecas indexadas, minimizando possíveis vieses nessa etapa do processo de elaboração desta revisão. Os estudos encontrados em mais de uma base de dados foram considerados somente uma vez.

Os critérios de inclusão de artigos foram os seguintes: publicações disponíveis on-line, em língua Portuguesa, trabalhos desenvolvidos por pesquisadores brasileiros e publicados no período compreendido entre 2006 e 2013. Os critérios de exclusão foram: artigos em que não foi possível identificar relação com a temática por meio da leitura de título e resumo, pesquisas que não foram desenvolvidas por pesquisadores brasileiros e artigos de revisão. Os descritores utilizados foram: aplicativo and saúde and smartphone. O processo de seleção dos artigos está apresentado na Figura 1.

 


Figura 1 - Síntese do processo de seleção dos artigos para revisão integrativa da literatura.

 

Para extração e análise dos dados dos estudos selecionados, utilizou-se um instrumento especialmente construído para esse fim. Nesse instrumento é necessário identificar o estudo, sua instituição-sede, tipo de revista em que o trabalho foi publicado, as características metodológicas da pesquisa e a avaliação do rigor metodológico.10

Para realizar a classificação do nível de evidência dos trabalhos foi empregada a categorização da Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ).11 A qualidade das evidências é classificada em seis níveis, a saber:

nível 1 - metanálise de múltiplos estudos controlados;
nível 2 - estudo individual com delineamento experimental;
nível 3 - estudo com delineamento quase-experimental como estudo, sem randomização com grupo único pré e pós-teste, séries temporais ou caso-controle;
nível 4 - estudo com delineamento não experimental, como pesquisa descritiva correlacional e qualitativa ou estudos de caso;
nível 5 - relatório de casos ou dados obtidos de forma sistemática, de qualidade verificável ou dados de avaliação de programas;
nível 6 - opinião de autoridades respeitáveis baseada na competência clínica ou opinião de comitês de especialistas, incluindo interpretações de informações não baseadas em pesquisas.

 

RESULTADOS

A partir da busca nas bases de dados estabelecidas obtiveram-se 319 estudos. Foi realizada leitura de todos os títulos e resumos, respeitando-se os critérios de inclusão e exclusão, elegendo-se 27 estudos para análise detalhada. Para melhor identificação de cada estudo selecionado, organizou-se uma exposição dos artigos em sequência alfanumérica, iniciando em A1 até A27 (Tabela 1).

 

 

Os trabalhos selecionados foram sumarizados e classificados de acordo com os seguintes critérios: ano de publicação, tipo de publicação, abordagem temática e categoria profissional foco da aplicação. Segundo o ano de publicação, obtive-se a seguinte distribuição: 2013 (1), 2012 (10), 2011 (6), 2010 (3), 2009 (3), 2008 (1), 2007 (1) e 2006 (2).

Quanto ao tipo da publicação, não foram encontradas teses, e os demais tipos foram sumarizados em: artigo (13), dissertação (7) e trabalho de conclusão de curso (7). Todos os estudos identificados foram classificados com o nível de evidência 4, baseados na categorização da AHRQ11, por conterem delineamento não experimental, com tipo de pesquisa descritiva, aplicada ou correlacional.

Para analisar e discutir as aplicações móveis desenvolvidas para a área da saúde, organizaram-se os estudos selecionados em categorias por adesão temática ao público-alvo de cada pesquisa, a saber: "Estudos com foco multiprofissional"; "Estudos com foco no profissional de enfermagem"; "Estudos com foco no profissional de Medicina"; "Estudos com foco no profissional de Odontologia" e "Estudos com foco no paciente" (Tabela 2).

 

 

Estudos com foco multiprofissional

Em relação à categoria "Estudos com foco multiprofissional", foram selecionadas 12 publicações que abarcavam a temática tecnologia móvel voltada para auxílio na prática de diversos profissionais de saúde. A grande maioria dos estudos desenvolveu tecnologias que utilizavam os sinais vitais dos pacientes como conteúdo, visando à visualização desses dados e ao acompanhamento constante do paciente pelos profissionais de saúde, sem a necessidade da permanência no leito e facilitando o acesso às informações em qualquer ambiente.12,14,18,24,25,27,30,33. Entre estes, um estudo partiu de um mecanismo diferenciado para a visualização dos sinais vitais ao se utilizar da fotopletismografia14, enquanto os demais usaram transmissão de dados a partir de uma conexão do dispositivo móvel com os dispositivos eletrônicos acoplados ao paciente. Todos os estudos traziam a importância de facilitar o acesso do profissional às condições dos pacientes e otimizar as atividades destes, auxiliando, ainda, na comunicação entre os profissionais quando o paciente não apresentasse condição estável.

Um dos trabalhos propôs a utilização de tecnologia móvel para auxílio ao protocolo de atendimento de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAM com SST)15; outro desenvolveu um sistema de visão computacional para monitorar, de forma remota, os parâmetros respiratórios de pacientes com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em um ambiente hospitalar35; outro analisou o uso das tecnologias móveis com o propósito didático no contexto da saúde31; e também outros autores pesquisaram e propuseram um ambiente ubíquo de cuidados em saúde a partir do uso de tecnologias móveis.36

Estudos com foco no profissional de Enfermagem

Na categoria "Estudos com foco no profissional de Enfermagem" elegeram-se três estudos que contemplavam a utilização de dispositivos móveis voltados para a prática da enfermagem.

Desenvolveu-se um aplicativo móvel sobre vacinação no Brasil a partir de dados atualizados do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde29 e outro aplicativo móvel para classificação de pacientes e avaliação da carga de trabalho da enfermagem na terapia intensiva, o Nursing Activities Score (NAS).19,23 Ambos os aplicativos estão em fase de desenvolvimento final e posterior avaliação do software na prática clínica, visando à atualização do profissional de Enfermagem e maior inserção da tecnologia móvel em seus ambientes de trabalho.

Estudos com foco no profissional de Medicina

Os estudos selecionados segundo seu foco para o profissional de Medicina somaram oito. Essa categoria foi a segunda mais abordada, atrás apenas de "Estudos com foco multidisciplinar".

Entre os aplicativos selecionados identificaram-se duas iniciativas que auxiliam na tomada de decisão diagnóstica do profissional de Medicina.20,21 Ambas as pesquisas, além de auxiliar o médico no processo diagnóstico, também utilizam a tecnologia de processamento de imagem nesse processo de identificação e classificação de doenças. Uma terceira iniciativa, além de auxiliar nesse processo de diagnóstico, faz a transmissão remota de dados de exames.26

A tecnologia de transmissão de dados dos pacientes foi desenvolvida e utilizada em outros quatro trabalhos com foco no profissional de Medicina.13,16,22,34 Os aplicativos com a função de transmitir dados, além de auxiliarem médicos a acompanhar seus pacientes remotamente, também incentivam às práticas baseadas em evidências, fornecendo consulta a conhecimentos especializados baseados nos dados obtidos.

Estudos com foco no profissional de Odontologia

Na categoria "Estudos com foco no profissional de Odontologia" foram selecionados apenas dois estudos. Ambos os trabalhos apresentaram o desenvolvimento e aplicação de aplicativos para apoio ao profissional de Odontologia atuante no programa do governo brasileiro denominado Estratégia de Saúde da Família (ESF). Nesses sistemas é possível armazenar informações referentes à saúde bucal dos pacientes que recebem a consulta domiciliar.32,37 Os dois trabalhos relatam que os sistemas foram propostos a fim de garantir eficiência no atendimento domiciliar e organização dos dados coletados.

Estudos com foco no apoio ao paciente

Por fim, três pesquisas foram selecionadas segundo seu foco principal na categoria "Estudos com foco no apoio ao paciente". Nessa categoria, dois aplicativos têm como objetivo auxiliar pacientes na adesão tanto ao tratamento farmacológico quanto ao tratamento atitudinal17,28; o terceiro aplicativo dessa categoria tem como objetivo auxiliar na mobilidade de deficientes visuais em meios urbanos.38 Todos os aplicativos foram desenvolvidos com a finalidade de serem utilizados diretamente pelos pacientes, representando, assim, um suporte remoto.

 

DISCUSSÃO

Os dados analisados revelaram que as publicações na linha de pesquisa de tecnologia móvel aplicada à saúde é um campo novo e em crescente expansão. A publicação encontrada entre os anos de 2006 e 2013 apresentou maior concentração no ano de 2012, com 10 estudos. Notou-se uma expansão de publicações sobre a temática ao longo dos anos e acredita-se que esse número deverá ser ainda maior no ano de 2013, em decorrência da popularização dos smatphones e tablets. Um indicativo de que esse é um campo novo de pesquisa é o fato de que não foi encontrada alguma "tese", o que pode ser em virtude do longo tempo necessário para a conclusão de trabalhos nessa categoria.

A análise dos trabalhos mostrou que a categoria profissional mais beneficiada no desenvolvimento de aplicativos móveis para a área de saúde foi a multiprofissional, com 12 estudos (entende-se como multiprofissional os trabalhos que envolviam dois ou mais distintas categorias profissionais da área da saúde). As categorias que foram abordadas exclusivamente foram Medicina, Enfermagem e Odontologia, com sete, três e dois estudos, respectivamente.

Entre os trabalhos analisados foi possível identificar três aplicativos que têm como seu usuário final o paciente. O desenvolvimento de aplicativos para dar suporte ao paciente pode ser destacado como uma lacuna a ser mais bem explorada. Isso porque o uso dos dispositivos móveis está cada vez mais comum, pois esses aparelhos estão disponíveis 24 horas para o usuário e podem ser levados a qualquer ambiente, como um computador de bolso. Esse papel desempenhado pelos dispositivos móveis pode representar um importante auxílio na adesão ao tratamento atitudinal e/ou medicamentoso.

Trabalho desenvolvido na Universidade de Columbia39 identificou o total de 83 aplicativos móveis documentados na literatura internacional. Destes, 57 eram voltados para os profissionais de saúde e o foco mais encontrado foi o auxílio ao diagnóstico médico. Também se observaram 11 aplicativos voltados para estudantes de Medicina e Enfermagem e 15 para os pacientes. Tais dados são similares ao encontrado nesta revisão integrativa, uma vez que a população mais beneficiada pelos aplicativos móveis é a de profissionais de saúde, destacando-se os aplicativos desenvolvidos para auxílio ao profissional de Medicina.

Não foi identificada revisão integrativa com o tema semelhante no Brasil. Apesar do baixo número de estudos aplicados e/ou desenvolvidos por profissionais da saúde selecionados nesta revisão, pode-se destacar a importância do investimento nesse campo de pesquisa. Os profissionais se deslocam constantemente pelos setores de atendimento das instituições em que trabalham e a computação móvel tem justamente como característica principal a quebra da limitação da mobilidade, podendo, assim, representar suporte remoto para esses profissionais. Além disso, o uso de dispositivos móveis promove melhor comunicação por meio de suas funções multimídia e fornece subsídios para a pesquisa científica no campo de trabalho, incentivando, assim, a prática baseada em evidências.39

Vale ressaltar que as pesquisas analisadas encontram-se apenas em forma de protótipo, não estando ainda disponível para sua utilização na prática diária. Em pesquisa divulgada recentemente40, os autores avaliaram e descreveram aplicativos móveis dirigidos para a saúde que estão disponíveis para download e para uso pelo usuário final. No entanto, ao avaliar esses aplicativos, destaca-se que a maioria não está vinculada a projetos de pesquisa e sim a desenvolvedores particulares. Desse modo, conclui-se que apesar da importância e da popularização dos aplicativos móveis para a área da saúde, a pesquisa nesse meio ainda é incipiente.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste artigo foram apresentados os aplicativos móveis aplicados à saúde identificados na literatura científica brasileira. A maioria dos estudos selecionados tinha como objetivo serem utilizados por três ou mais profissionais de saúde concomitantemente, o que destaca a importância de ferramentas que incentivem a integração multiprofissional.

Apesar do reduzido número de trabalhos desenvolvidos no Brasil com esta temática, vê-se um crescimento contínuo ao longo dos anos analisados. Entende-se que o desenvolvimento de aplicativos móveis relacionados a pesquisas científicas é importante, pois os conteúdos tendem a ser analisados e testados por profissionais que conhecem as reais necessidades dos usuários finais. Reconhecer as necessidades desses usuários é essencial para planejar e implementar novas tecnologias de maneira coerente e adequada, de acordo com as demandas específicas, testadas na pesquisa e implementadas na prática.

Para trabalhos futuros, sugere-se que, além dos aplicativos que dão suporte aos profissionais, torna-se necessário desenvolver aplicativos de suporte ao paciente. Assim, os pacientes poderão se envolver mais com aspectos relacionados à própria saúde, ter acesso a informações e, quando necessário, receber apoio remoto para o autocuidado e seu tratamento.

 

AGRADECIMENTOS

À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

 

REFERÊNCIAS

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