REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

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Volume: 18.4 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20140075

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Artigo Reflexivo

Dando voz às crianças: considerações sobre a entrevista qualitativa em pediatria

Giving voice to children: considerations on qualitative interviews in pediatrics

Raquel Candido Ylamas Vasques1; Ana Márcia Chiaradia Mendes-Castillo2; Regina Szylit Bousso3; Camila Amaral Borghi4; Patrícia Stella Sampaio5

1. Enfermeira. Doutoranda em Ciências pela Escola de Enfermagem-EE da Universidade de São Paulo-USP; Professor Assistente I do Centro Universitário São Camilo. São Paulo, SP - Brasil
2. Enfermeira. Doutora em Ciências. Bolsista de Pós-Doutorado Júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPQ. Pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Perdas e Luto-NIPPEL da EE/USP. São Paulo, SP - Brasil
3. Enfermeira. Livre docente. Professor Associado da EE/USP. Líder do NIPPEL. São Paulo-SP, Brasil
4. Enfermeira. Doutoranda em Ciências pela EE/USP. Membro do NIPPEL. São Paulo, SP - Brasil
5. Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Membro do NIPPEL. Professor Assistente da Universidade Paulista - UNIP. São Paulo, SP - Brasil

Endereço para correspondência

Raquel Candido Ylamas Vasques
E-mail: raquelcy@usp.br

Submetido em: 26/09/2014
Aprovado em: 12/10/2014

Resumo

Ao considerar a criança como um sujeito de pesquisa e almejar compreender a sua perspectiva em relação a determinada experiência, deve-se levar em conta a necessidade de seguir criteriosos passos para garantir sua autonomia, bem como respeitar seu estágio de desenvolvimento e sua capacidade de compreensão. Este ensaio tem como objetivo tecer considerações acerca das questões metodológicas para a realização de entrevistas qualitativas com crianças, a partir de levantamento teórico, disponível na literatura atual. Trata-se de um resgate bibliográfico das questões mais relevantes ao se realizar uma entrevista qualitativa com crianças. Três aspectos principais são discutidos: desenvolvimento cognitivo da criança, estratégias de aproximação e critérios éticos para participação e inclusão de crianças, com ênfase no consentimento e confidencialidade.

Palavras-chave: Pesquisa Qualitativa; Criança; Metodologia; Saúde da Criança.

 

INTRODUÇÃO

Atualmente, os pesquisadores estão reconhecendo a importância de se considerar a criança um participante de suas investigações, independentemente de ser um ambiente clínico ou não. Pesquisar o universo da criança tem sido objeto de estudos das mais diversas áreas do conhecimento, como Educação, Psicologia e Saúde.1,2

As crianças são as melhores fontes de informação sobre suas experiências e opiniões, mas o modo como elas se comunicam e expressam seus sentimentos é potencialmente influenciado pelos contextos físico, social, econômico e político.3 Considerando o caráter único da experiência da criança, a pesquisa qualitativa pode ser empregada como um auxílio, visando a garantir toda a riqueza e complexidade da experiência. Mediante uma abordagem qualitativa, é possível investigar os eventos ocorridos pela ótica das crianças e o significado que elas atribuem às experiências vividas.3

As crianças são boas comunicadoras; vão contar suas histórias para aqueles que estejam dispostos a ouvir. Muitas vezes, a maneira como são expressos os seus pensamentos e sentimentos pode ocorrer de forma verbal ou não verbal, incluindo outros modos de expressão, como: gestos, choro, fala, desenho, música e escrita. Esses pensamentos e sentimentos não bastam ser expressos por ela, devem ser notados e valorizados também por quem cuida delas e, no âmbito investigativo, pelo pesquisador que aborda essa criança.1,4 Portanto, fazem-se necessários conhecimentos e habilidades adicionais ao se realizar pesquisa na forma de entrevista quando o sujeito é uma criança.

O profissional deve estabelecer uma relação efetiva de auxílio à criança e, para tanto, necessita de conhecimento sobre as perspectivas dela em relação à visão do seu próprio mundo. A criança pode ser capaz de comunicar seus sentimentos, ideias e valores, mas muitas têm dificuldade de se expressar e requerem que o pesquisador adentre em seu mundo, utilizando, na coleta de dados, recursos criativos e familiares ao universo infantil.5

Existem três tipos principais de pesquisa que podem envolver crianças ou questões de proteção à criança:6

pedir às crianças que falem sobre os seus sentimentos, opiniões e experiências. Isso pode ser feito tanto em entrevistas presenciais com crianças ou por questionário;

observar o comportamento das crianças. Usando experiências ou atividades monitoradas ou observando crianças em um ambiente não controlado para ver como elas reagem em situações específicas;

analisar as informações contidas nos arquivos sobre as crianças (por exemplo, registros de casos de assistência social ou, até mesmo, registros escolares).

Em levantamento sistemático da produção nacional da enfermagem acerca da utilização da entrevista como técnica de coleta de dados em pesquisas com crianças, encontrou-se que os estudos analisados evidenciam que a entrevista, como única forma ou associada a outras técnicas para a coleta de dados, é técnica adequada para a realização de pesquisas com crianças.7

No entanto, para conduzir uma pesquisa com crianças, alguns cuidados não podem ser esquecidos. É importante avaliar o nível de desenvolvimento da criança para enquadrar a entrevista; sendo assim, formas adequadas de técnicas de entrevista devem ser aplicadas de acordo com a idade. Além disso, por ser uma população vulnerável, a pesquisa envolvendo crianças é uma área que deve se comprometer com as questões metodológicas e éticas.

Desta forma, este ensaio tem como objetivo discorrer sobre aspectos fundamentais das questões metodológicas em pesquisas qualitativas que utilizam a entrevista como estratégia de coleta de dados com crianças. Leva-se em consideração o desenvolvimento cognitivo das crianças e estratégias de aproximação antes e durante a coleta de dados e apresenta-se um importante resgate dos princípios éticos que devem reger a pesquisa em todos os seus passos.

 

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DAS CRIANÇAS

Para realizar uma entrevista com crianças, precisa-se reconhecer que elas são as melhores fontes de informações sobre elas próprias e, para isso, é necessário compreender em qual fase de desenvolvimento cognitivo elas estão e, com isso, formular perguntas apropriadas para cada uma.

Jean Piaget foi o primeiro a considerar que o conhecimento do mundo de uma criança muda com a idade; dessa forma, propôs três estágios de raciocínio: intuitivo, operacional concreto e operacional formal.8

Cada estágio é construído sobre as realizações do estágio anterior e dele derivado em um processo contínuo e ordenado.9 A evolução do desenvolvimento intelectual é dividida em quatro estágios:

a. o sensório motor - que compreende crianças de até dois anos;
b. o pré-operacional - crianças de dois a sete anos de idade;
c. estágio de operações concretas - sete a 11 anos de idade;
d. estágio de operações formais - de 11 a 18 anos.

Segundo a Teoria do Desenvolvimento Cognitivo8 no estágio pré-operacional, o pensamento é mais concreto e egocêntrico, sendo os significados das palavras mais amplos e restritos à linguagem. Nessa idade, a criança responde às perguntas, mas utilizam uma forma mais simples e direta. Já no estágio de operações concretas, elas conseguem dar mais informações sobre suas experiências do que aquelas no estágio anterior (pré-operacional). Essas crianças têm dificuldades em definir conceitos abstratos, mas é esperado que consigam entender e pensar de maneira mais geral. Já os adolescentes, que estão no estágio de operações formais, já definem conceitos abstratos, pensam sobre questões lógicas e filosóficas e conseguem chegar a conclusões lógicas a partir da sua observação.

A idade adequada para uma criança participar de uma entrevista de pesquisa varia de acordo com o objeto das pesquisas, mas há consenso de que as de quatro anos já são capazes de falar sobre suas experiências de vida, pois já possuem habilidades cognitivas, mentais e conceituais, mesmo podendo associar alguns acontecimentos a outras memórias.

É importante não confundir a idade cronológica com os estágios de desenvolvimento normal. A idade de desenvolvimento de uma criança pode não coincidir com o que pode ser esperado para a idade cronológica da criança. Faz-se necessário integrar o conhecimento do desenvolvimento da criança com o conhecimento do sentido do tempo da criança, temperamento e habilidades de linguagem.

 

A CRIANÇA, O LÚDICO E A ARTE: ESTRATÉGIAS PARA ENCORAJAR A COMUNICAÇÃO E APROXIMAÇÃO COM O ENTREVISTADOR

Torna-se necessário ter mais cuidado na condução de uma entrevista com criança para mantê-la à vontade. Apresentar-se a eles, comunicar-se por meio de uma linguagem apropriada e valorizar suas contribuições pode ser um caminho para adentrar no universo infantil.

Iniciar com interações diárias, de lazer/recreação, de brincadeiras, conversas sobre o dia-a-dia, a escola, o hospital, se a pesquisa desenrolar nesse ambiente, pode servir como acolhimento às crianças que serão os sujeitos da pesquisa.

O uso do gravador, por exemplo, pode ser usado como uma brincadeira ou um jogo, experimentando a melhor posição para o equipamento e pedindo à criança para dizer alguma coisa para testar os níveis de ruído. Essa estratégia também facilita a interação entre o pesquisador e a criança.10

Recursos como o uso de desenho, brinquedo terapêutico dramático, fantoche, fotografia e dinâmicas de criatividade e sensibilidade, associados ou não à entrevista, podem agir como facilitadores da coleta de dados, direta ou indiretamente, ampliando a interação com as crianças e permitindo mais expressão de seus sentimentos, facilitando a comunicação e a interação entre participante e entrevistador, bem como para aumentar a confiança e a motivação dos participantes.11,12

O desenho é uma das estratégias mais utilizadas, e isso se deve ao fato de que todas as crianças desenham o que sabem (sua "ideia" do objeto) e não o que veem; e têm o hábito de desenhar o que é importante para elas e o que elas se lembram, por exemplo, figuras que representam pessoas, animais, casas ou árvores. Portanto, acredita-se que os desenhos sejam mais apropriados para as crianças mais novas, pelo fato de não serem capazes de articular totalmente suas crenças e emoções usando a fala e a escrita.13

O desenho é uma ferramenta útil para relaxá-las e para conquistar seu interesse e confiança. A dramatização da situação pode ajudar no aprofundamento em relação à sua experiência, que pode estar camuflada pela fala pouco desenvolvida, além de compor a narrativa verbal das crianças, sendo disparadores da entrevista, a partir dos quais, após se sentir mais confortável, a criança sente-se mais segura para falar sobre seus sentimentos.3

Livros infantis que abordem temas que aproximem a criança da situação vivida também podem ser estratégias direcionadas a aproximar a criança da temática estudada, a facilitar a narrativa, bem como uma forma de quebrar o gelo. Como já citado, é importante encontrar caminhos para aproximação dos pontos de vista das crianças e que respeitem suas experiências.3

Para obter bons resultados com a entrevista, é preciso ir além dos limites da técnica e isso depende, a priori, das qualidades e habilidades do entrevistador, do uso isolado ou associado, principalmente, das atividades lúdicas, no caso das crianças menores de sete anos.7 Não há receitas infalíveis a serem seguidas, mas sim cuidados a serem adotados para cada faixa etária e estes, aliados à conduta atenta do entrevistador, levarão a uma boa entrevista e aos resultados esperados para o estudo com crianças.

Existem algumas necessidades que fazem um balanço entre reconhecer a situação e os sentimentos da criança e reconhecer a necessidade da criança, para manter as defesas, manter-se protegida. Usar a brincadeira permite conhecer e compreender a criança e permite que a criança se sinta confortável com uma atividade que lhe é familiar.

Obviamente, são necessários diferentes métodos para diferentes faixas etárias; os adolescentes são capazes de verbalizar as suas experiências, visões e perspectivas. Crianças acima dos sete anos possuem habilidades para comunicação verbal e conseguem compreender e expressar seus sentimentos oralmente, em função do estágio de desenvolvimento em que se encontram, facilitando, assim, o diálogo.14

 

CONSIDERAÇÕES ÉTICAS IMPORTANTES

As crianças são atores sociais e, como tais, são também produtoras de dados para estudos/pesquisas. No entanto, apresentam características em seu desenvolvimento que as tornam vulneráveis nos aspectos biopsicossociais. Assim sendo, sua participação em pesquisa deve ser vista de forma cuidadosa pelos pesquisadores.2,4

Ao envolver crianças como sujeitos de uma investigação, o projeto de pesquisa deve abranger alguns cuidados adicionais, de forma a protegê-las e garantir a manutenção de sua autonomia, bem como respeitar os demais princípios da bioética, a saber: a justiça, beneficência e não maleficência. Esses cuidados relacionam-se à relevância do estudo, risco da criança na participação, divulgação de resultados e aspectos referentes ao consentimento e confidencialidade.2 Estes dois últimos são essencialmente importantes quando se fala em entrevista qualitativa com crianças.

Partindo-se da premissa de que a criança é um sujeito de direitos e, portanto, tem direito à voz, é imprescindível que o pesquisador garanta condições para a sua participação na decisão de colaborar ou não com a pesquisa.4 Ao abordar a necessidade de obtenção do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido em pesquisas com crianças e adolescentes, busca-se o respeito ao princípio da autonomia. Para atingir essa condição de autodeterminação e autogerenciamento, são necessários dois pressupostos: a) a capacidade intelectual suficiente para compreender e analisar, de forma lógica, determinada situação e ter a habilidade para deliberar e escolher entre as várias opções disponíveis, com o objetivo de eleger, intencionalmente, uma das opções apresentadas; d) a capacidade de poder escolher voluntariamente, sem a influência ou controle por parte de terceiros, para que tal decisão possa ser considerada o resultado autêntico de sua autodeterminação.15

Em geral, parte-se do princípio de que a criança não pode decidir autonomamente sobre sua participação em pesquisa, pressupondo-se que lhe faltam os componentes essenciais da competência, ou seja, racionalidade, compreensão e, consequentemente, voluntariedade. Por essa razão, usualmente se utiliza solicitar o consentimento dos pais ou responsáveis, acreditando-se que estes tenham condições de analisar o que é melhor para a criança que está sob sua responsabilidade.

No entanto, por se considerar a criança uma pessoa e, diante disso, um ser de direitos, entende-se que ela deva ser consultada antes de ser incluída numa pesquisa e que é essencial que haja concordância e livre arbítrio em sua participação numa entrevista com fins científicos. Dessa forma, o consentimento da criança para participação em pesquisas científicas é tido como expressão de sua vontade e individualidade, configurando uma condição de respeito que deve ser garantida, além do consentimento esclarecido de seus pais ou responsáveis.4

Por outro lado, existem situações em que a família não cumpre o papel de proteger a criança, como é o caso de crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social, como as crianças de rua e vítimas de violência. A obtenção do consentimento de ambos os pais implica, em geral, a existência de uma família intacta, com relacionamento coeso e saudável, que está interessada nos benefícios da participação da criança na pesquisa.15 Diante de situações como essa, o debate e reflexão sobre os benefícios da participação da criança na pesquisa é essencial, para que se pesem a relevância do tema e os procedimentos que deverão ser adotados para garantir a autonomia e o rigor ético da pesquisa.

No que diz respeito à confidencialidade, os pesquisadores qualitativos comumente entram em contato com dados e informações críticos e que por vezes até demandam intervenção ou denúncia. No caso de pesquisa com crianças, é sabido que a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, embora não mencionem ou normatizem a pesquisa, preconizam a proteção integral à criança e ao adolescente como a atitude básica do profissional/pesquisador. É dever de todos zelar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.2,4,15

A quebra da confidencialidade em pesquisa é admitida eticamente em três circunstâncias: a) quando existir alta probabilidade de ocorrer um dano grave - físico ou psicológico - a uma pessoa específica e identificável (baseado no princípio da não maleficência); b) quando um benefício real resultar dessa quebra de confidencialidade (segundo o princípio da beneficência); c) quando for o último recurso, após terem sido utilizadas a persuasão ou outras abordagens (de acordo com o princípio da autonomia). Com base nesses princípios, o pesquisador deve analisar cuidadosamente se a situação em que se encontra enquadra-se em alguma dessas três circunstâncias em que seria admitida a quebra da confidencialidade sobre dados obtidos.2,15

Independentemente dos objetivos ou tema da entrevista que será realizada com a criança, um pesquisador pode se encontrar diante da suspeita ou identificação de alguma das situações exemplificadas. Cabe a todo pesquisador ou profissional estar atento para essa possibilidade e assumir um compromisso ético, estando preparado para intervir diante das possíveis consequências negativas dessa revelação.2

Durante o procedimento de coleta de dados, ao identificar uma situação de risco como as descritas, o pesquisador deve procurar tranquilizar-se e solicitar apenas as informações que a criança ou o adolescente estejam em condições de fornecer e que sejam extremamente necessárias e não fruto de curiosidades pessoais. O pesquisador deve, também, estar consciente de seus próprios sentimentos e limitações e, em caso de dúvidas, encaminhar o caso para outro profissional mais especializado na área ou ainda buscar supervisão. Deve estar preparado para tomar medidas interventivas importantes sobre as vidas das crianças e adolescentes, como denunciar a violação ao Conselho Tutelar, chamar a polícia e/ou procurar familiares para esclarecer o caso.2,15

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O breve ensaio aqui apresentado não tem a pretensão de esgotar o assunto, mas almeja estimular o debate e a reflexão acerca de questões relevantes para a inclusão das crianças em pesquisas qualitativas. A entrevista é uma estratégia muito útil e recomendada para obtenção de dados qualitativos, mas sua realização requer alguns cuidados quando os sujeitos são crianças, para que as mesmas possam participar com segurança e os dados obtidos sejam confiáveis e capazes de refletir em profundidade a experiência delas.

Respeitá-las como pessoa tem início no próprio planejamento da pesquisa e da entrevista que será realizada e envolve a escolha de estratégias de aproximação e abordagem adequadas para a idade em foco e suas características de desenvolvimento, bem como os procedimentos que serão adotados para assegurar o rigor ético da pesquisa.

Busca-se, com isso, dar voz às crianças com segurança, garantindo não apenas bons dados para a pesquisa, mas, principalmente, sua proteção e seus direitos durante e mesmo após a entrevista.

 

REFERÊNCIAS

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